Como visitar Auschwitz: um dos maiores campos de concentração na Polônia

Como visitar Auschwitz

Acho que todo mundo já assistiu a algum filme sobre a Segunda Guerra Mundial, onde a triste realidade dos campos de concentração nazista são contadas. A Segunda Guerra Mundial trouxe anos de horrores à humanidade e hoje em dia, podemos visitar lugares que foram testemunhos do Holocausto.

Os campos de concentração nazistas serviam como uma máquina de matar, acredita-se que somente em Auschwitz cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas.

Apesar de Auschwitz ser o mais “famoso” existem muitos outros espalhados pela Alemanha e Polônia.

O emblemático portão de ferro em Auschwitz. Como visitar Auschwitz
O emblemático portão de ferro em Auschwitz

Como fui parar lá

Em 2015 fiz uma viagem entre Alemanha, e para falar a verdade tinha decidido desde o Brasil não ir a Auschwitz, apesar de ter estudado como visitar Auschwitz acreditava que toda a História estudada na escola e os diversos filmes já tinham me mostrado tudo, mas quando cheguei na Polônia acabei mudando de ideia.

Fiz tudo por conta própria e resolvi dividir minha experiência descrevendo como visitar Auschwitz.

As barreiras intransponíveis em Auschwitz
As barreiras intransponíveis em Auschwitz

Onde fica ?

Auschwitz fica no sul da Polônia e um dos lugares-base para conhecê-lo é Cracóvia, que está a 68Km de Oswiecim, onde fica o campo de concentração.

Cracóvia é uma das mais importantes cidades da Polônia, diferentemente de Varsóvia, que foi destruída na Segunda Guerra Mundial, a mesma foi poupada pelos nazistas e hoje em dia é um importante polo turístico polonês.

A Polônia é um país relativamente grande no centro da Europa, combina bem num roteiro com a Alemanha e República Tcheca por exemplo. A moeda é o zlot, e em 2015 valia quase o mesmo que o nosso real, sendo assim foi um roteiro relativamente barato.

A Igreja da Virgem Maria em Cracóvia
A Igreja da Virgem Maria em Cracóvia

Como visitar Auschwitz

A princípio informo que é um lugar concorrido, é bem interessante ver a curiosidade dos turistas em relação à campos de concentração, existem pessoas que vão a Cracóvia para exclusivamente conhecer Auschwitz. Falei curiosidade, mas sempre com respeito, pois é preciso entender que este é um turismo reflexivo. Espera-se que a experiência traga um aprendizado, pois sempre é necessário olhar para os erros do passado, de forma que não tornemos a repetí-los.

Auschwitz é um dos campos de concentração nazista mais conservados
Auschwitz é um dos campos de concentração nazista mais conservados

Em Cracóvia é possível comprar a viagem até Auschwitz em agências, se você for ficar alguns dias na cidade faça isso logo que chegar lá, assim você garante, pois é concorrido mesmo.  Indo por agência existe a vantagem da comodidade de uma van te pegar no hotel ou hostel e você não precisará enfrentar as enormes filas na entrada, já que grupos têm preferência. Em 2015 as agências cobravam 30 euros pela viagem (transporte, entrada e guias).

Apenas um detalhe, a entrada a Auschwitz é gratuita e você só paga se escolher os tours guiados, estes 30 euros são o preço de um pacote que as agências cobram pois eles te colocarão nas visitas guiadas e logicamente inclui o custo de transporte.

Caso decida ir por conta própria, você economizará consideravelmente, já que o bilhete de trem custa 12 zl (2015).

O primeiro passo é reservar a visita no site oficial.  Definido o dia, vá até a Estação Central de trens em Cracóvia e compre um bilhete para Oswiecim, a viagem demora duas horas aproximadamente. Confesso que me senti um pouco perdido na chegada, pois é uma pequena cidade e não tinha ninguém para pedir informações.

Auschwitz está a 2km da estação, sendo assim dá pra ir de boa a pé. Saindo, vire à direita e neste momento coloque seu “instinto” ou Google Maps para funcionar”, pois não me lembro de ver placas indicando o caminho.

Como disse anteriormente, a visita a Auschwitz é gratuita e você somente irá pagar se escolher os tours guiados, eu fiz sem guias e fiquei meio perdido em alguns lugares. A grande vantagem é a liberdade de ficar o quanto tempo quiser, mas fica como dica ler sobre o assunto anteriormente e lá identificar os lugares.

Em muitas partes de Auschwitz podemos ver os objetos dos judeus amontoados
Em muitas partes de Auschwitz podemos ver os objetos dos judeus

Lembre-se que a visita compreende os campos de Concentração Aushwitz I e II (Birkenau) e a distância entre eles é de 3Km, porém existe um ônibus gratuito que liga os dois lugares de meia em meia hora.

Observe no site oficial que os horários para visitas sem guias (gratuitas) são específicos, sendo assim, caso você consiga somente para tarde, aconselho que vá logo cedo e inicie por Birkenau, assim você ganha tempo.

A linha dos trens que chegavam a Birkenau trazendo milhares de judeus para os campos de concentração
A linha dos trens que chegavam a Birkenau trazendo milhares de judeus para os campos de concentração

Minhas percepções

Acredito que a primeira pergunta que devemos fazer é: Preciso mesmo ir ? O objetivo do meu blog é encorajar viajantes independentes a descobrir o mundo, mas sempre pensando num turismo consciente.

Acho interessante conhecer os lugares in-loco, porém digo de antemão que se prepare para ir a Auschwitz, pois é uma experiência intensa ao meu ver. A gente fica exaurido física e emocionalmente, pergunte-se a si mesmo se é importante para você conhecer este lugar, caso contrário não tenha receio de desistir. Acredito que a visita deva ter um objetivo didático e reflexivo, somente assim, voltamos para nossas casas conhecendo um pouco mais do mundo e entendendo a atrocidade de uma guerra.

Não deixe de conhecer outros lugares importantes em Cracóvia, como o Bairro Judeu Kazimiers, que foi meu lugar preferido na cidade, mas este é assunto para outro post.

O interessante Bairro Judeu Kazimiers em Cracóvia
O interessante Bairro Judeu Kazimiers em Cracóvia

Gostaram das dicas sobre como visitar Auschwitz ?

Você iria a Auschwitz ?

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11 comentários em “Como visitar Auschwitz: um dos maiores campos de concentração na Polônia

  1. Quando estive na Alemanha pensei 20 vezes se deveria ir conhecer o campo de concentração que fica nos arredores de Berlim, chamado Sachsenhausen. Finalmente, decidi ir, e não me arrependo. Foi uma experiência avassaladora.

    1. Acredito que estas experiências façam a gente refletir e entender o horror de uma guerra.
      Obrigado pela leitura!! e me conta como foi Sachsenhausen.

  2. Muito boa a sua postagem! Tal como você, também me interesso em conhecer lugares alternativos, apesar de também visitar com muito entusiasmo os convencionais. Conhecer Auschwitz é um desejo antigo. Meu filho esteve lá no ano passado e se emocionou muito. Eu também, ao ouvi-lo contar.
    Quero acompanhar as suas postagens, pois adorei a forma como você conduziu esta.

    1. Eu gosto muito de conhecer lugares alternativos, tem um post meu sobre uma cidade abandonada nos Andes no Chile.
      Quanto à Auschwitz confesso que precisei me preparar pois é uma visita intensa, um turismo reflexixo.
      Fico muito feliz que tenha gostado e é super bem vinda, todo dia estou postando sobre lugares que viajei.
      Obrigado

    1. Sim, foi uma experiência intensa!! Eu mesmo pensei várias vezes, porém quando cheguei lá tentei ver pelo lado didático. Obrigado pela leitura!!

    1. Sempre digo que o turismo deve ter esta finalidade, a educativa. É sempre bom voltar pra casa conhecendo um pouco mais do mundo.
      Obrigado pela leitura!!

  3. Olá!
    Em maio deste ano, eu e meu marido fomos para Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estônia e Alemanha. Em Berlim, decidimos ir ao campo de concentração Sachsenhausen. Aliás, lá fomos em muitos museus, monumentos e afins que tratam da Segunda Guerra Mundial. Confesso que a visita ao campo de concentração foi a que exigiu mais de nós. Contamos com um guia digital em áudio, fornecido gratuitamente, em português (do Brasil!). Foi muito triste e desesperador conhecer as histórias de quem passou por lá ou morreu no campo. Eu imagino que Auschwitz seja muito pior, porque era um campo de extermínio. Na Alemanha não tinha campos de extermínio né? Apenas de concentração, que ainda assim, mataram muitos. É um turismo reflexivo mesmo, como você bem denominou, Diego. Mas acho que vale muito a pena. Pra nos ajudar a não repetir os mesmos erros catastróficos na nossa história.

    1. Olá Camila,

      Que roteiro lindo você fez!!
      Então, eu acredito num turismo responsável e reflexivo, aquele que a gente volta para casa transformado de alguma coisa. Sim, a visita Auschwitz é pesada mas tentei ver lado didático. No meu blog tem um artigo que falo sobre turismo sustentável, e acho que esta ideia se enquadra nisso, afinal não podemos ir até o local e voltar sem algum aprendizado, não é mesmo ?
      Obrigado pela leitura!!

      Viajante Curioso

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