As Dunas de Erg Chebbi – O fantástico deserto do Saara na região de Merzouga no Marrocos

As fantásticas Dunas de Erg Chebbi no Deserto do Saara

Um roteiro pelo Marrocos só é completo se incluir as fantásticas dunas de Erg Chebbi perto de Merzouga. Quando montei meu itinerário pelo país, onde você pode conferir aqui , não deixei este incrível lugar de fora.

O emblemático Deserto do Saara tem sua porção no Marrocos e o lugar mais bonito para conhecê-lo é Merzouga. Outro ponto é Zágora, mas pessoas que foram nos dois lugares afirmaram que as dunas de Erg Chebbi em Merzouga são mais bonitas.

As dunas de Erg Chebbi em Merzouga
As dunas de Erg Chebbi em Merzouga

Aqui você vai ter aquele visual que sempre imagina do deserto: as enormes dunas. É incrível observar como as mesmas ficam lindas no por do sol, onde um tom alaranjado toma conta de tudo. Assim são as dunas de Erg Chebbi.

Passar uma noite no meio destas dunas é algo mágico, é tipo aquelas experiências que ficarão gravadas para sempre na nossa memória.

Como ir

Você pode ir por tour privado desde Marrakesh, Fez ou Ourzazate. Este tour privado geralmente abrange outros lugares, como a região de Ourzazate, clique aqui que tenho bastante informações sobre lá também.

Basicamente o tour à Merzouga compreende a chegada ao vilarejo, uma pequena viagem de camelo até o deserto um pouco antes do por do sol, acampamento no meio das dunas de Erg Chebbi com jantar e músicas bérbere, pernoite e volta na manhã do outro dia.

A estrada e o deserto do Saara
A estrada e o deserto do Saara

A maioria dos passeios oferece um hotel em Merzouga que funciona como ponto de apoio para as Dunas de Erg Chebbi. Possivelmente o café da manhã depois da volta das dunas será lá.

Caso vá por conta própria observe os horários dos ônibus, a Supratours tem apenas um horário em Ourzazate, as 13, e a viagem dura umas 8 horas aproximadamente. Confira o site desta empresa e veja os horários que melhor te atendem.

Tive apenas um contratempo, como sai de Ourzazate as 13, cheguei em Merzouga somente as 21, ou seja, não teria como ir para as dunas naquele dia. Eu imaginava Merzouga como o Atacama, cheio de agências onde facilmente agendaria o passeio para o outro dia, mas não é bem assim.

Merzouga é um povoado bem pequeno e chegando lá não encontrei nada, como já era tarde fui para um hotel que tinha conseguido algumas referências e passei a noite por lá. Lembrando que cheguei na cidade sem reserva alguma.

Caso você vá de tour privado será bem mais fácil, porém se resolver ir por conta própria sugiro que faça a reserva nos Campings, pelo próprio booking  ou outro app. Eu não sabia que esta reserva compreenderia todo o passeio, ou seja, a viagem de camelo e a estadia nas tendas nas dunas.

Nossos amigos que nos levarão até o acampamento
Nossos amigos que nos levarão até o acampamento

Depois de fazer a reserva entre em contato, eles serão super prestativos e cuidarão de toda a logística para vocês.

Como estava totalmente perdido por lá, entrei no booking peguei o telefone deles e liguei, no outro dia eles foram ao meu hotel e me levaram para o hotel deles na cidade e depois às dunas, desta forma fiquei o dia todo livre, pois o passeio só sai no final da tarde.

De maneira alguma foi perda de tempo, pois a cidade se limita com o deserto, basta atravessar as ruas e as dunas aparecem na sua frente de maneira mágica. Não deixe de prestar atenção no céu, é incrível a quantidade de estrelas que se vê, uma experiência emocionante.

Quando saí do hotel já dei de cara com as dunas Erg Chebbi e palmeiras
Quando saí do hotel já dei de cara com as dunas Erg Chebbi e palmeiras

Como funciona o passeio

Como falei, primeiro eles te levam para um hotel no vilarejo onde toda sua bagagem ficará guardada durante o passeio, arrume apenas uma pequena mochila com os itens essenciais para uma noite nas dunas de Erg Chebbi.

Aí eles organizam os camelos que serão o veículo para chegar no acampamento. Este trajeto é lindo, pois somos conduzidos pela borda de enormes dunas. O guia, sabiamente, faz um caminho seguro e para constantemente para fotos.

Nos sentimos nas antigas caravanas que cruzavam o Deserto do Saara
Nos sentimos nas antigas caravanas que cruzavam o Deserto do Saara

Este trajeto é feito em fila indiana e o guia vai a pé puxando o primeiro camelo. Tudo é feito de forma que chegamos no acampamento, nos acomodamos nas tendas e saímos para ver o por do sol, que é um ESPETÁCULO.

Neste momento o sol pinta todas as dunas Erg Chebbi de laranja
Neste momento o sol pinta todas as dunas Erg Chebbi de laranja

Fui no mês de abril e o deserto é congelante, não dispense blusas e jaquetas. Eu já tinha tido uma experiência dormindo no deserto de Wadi Rum na Jordânia, porém este é bem mais primitivo. Na Jordânia tinha uma estrutura de banheiro com água corrente e tudo mais, em Merzouga não, apenas uma lata enorme de água com uma torneira, porém nada disso tirou o encanto da visita.

Nosso pequeno acampamento no meio das dunas do Saara
Nosso pequeno acampamento no meio das dunas do Saara

Observe que esta região tem hotéis e campings para todos os gostos, alguns super chiques e outros bem simples. Fica a gosto do “freguês”. Procure o Google e verá resorts no deserto com piscinas à beira das dunas Erg Chebbi.

Depois do por do sol, temos um tempinho e eles nos servem chá e bolachas para “quebrar o galho” até o jantar.

O jantar é servido dentro de umas tendas e foi ótimo, a comida era boa e em bastante quantidade. Foi uma delícia jantar dentro da tenda, conversar com os outros viajantes e depois escutar música bérbere. Eles fazem de tudo para agradar e para proporcionar uma experiência impecável. Foi uma noite memorável.

Jantar e música bérbere no jantar
Jantar e música bérbere no jantar

Depois do jantar ficamos conversando mais um pouco e aí o cansaço tomou conta. Fiquem tranquilo que tem cobertores suficientes. Eu passei a noite super bem.

No outro dia levantamos cedo para ver o nascer do sol que também é um espetáculo, tudo é muito mágico. Aí já montamos os nossos camelos e voltamos para o hotel do vilarejo onde é servido um farto café da manhã.

O nascer do sol também foi um espetáculo, mas estava bem frio!!
O nascer do sol também foi um espetáculo, mas estava bem frio!!

Este post não recebeu nenhuma espécie de patrocínio, mas se quiserem uma referência procurem pelo Berber Camp, é simples mas o pessoal foi super simpático e prestativo. Eles inclusive providenciaram a compra do ticket de ônibus, já que dali fui à Fez.

Depois do café da manhã os serviços terminam, caso precise ficar mais no hotel até o horário do ônibus sem problema algum, eles fornecem um quarto com banheiro. Notem que por conta dos meus horários, fiquei praticamente três dias: um de viagem desde Ourzazate,  o outro no hotel aguardando a saída para as dunas no final da tarde e outro aguardando o meu ônibus. Tente se organizar para otimizar seu tempo ou caso contrário, faça como eu e relaxe, ficar uns dias naquela calma toda foi uma delícia.

No retorno é bem legal tirar fotos do reflexo dos camelos.
No retorno é bem legal tirar fotos do reflexo dos camelos.

Espero que este post te ajude a organizar sua viagem por este incrível país. Procure pela hashtag #viajantecuriosonomarrocos que tenho mais dicas por lá.

Deixe seu comentário dizendo que achou do post, ou se tem alguma dúvida, assim podemos cada vez melhorar mais o blog e ajudar mais viajantes.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Baía de Kotor: viajando de carro pelos fiordes de Montenegro

Montenegro e a Baía de Kotor

O país surgiu naturalmente em um roteiro que compreendeu Croácia, Montenegro, Bósnia e Eslovênia.

A proximidade dos países e fácil deslocamento entre eles nos permitiu desbravar estes lados da Europa.

Montenegro é um país jovem, só em 2006 após um referendo popular se separou da Sérvia.

Montenegro e suas belas paisagens. na Baía de Kotor
Montenegro e suas belas paisagens. na Baía de Kotor

Como chegar

Da badalada Dubrovnik, depois de 80 Km chegamos a Montenegro. O caminho é muito bonito, na saída da Croácia com o Mar Adriático acompanhando a viagem e depois a Baia de Kotor.

Muitos viajantes vão a Montenegro a partir de um day trip da Croácia, nós decidimos passar duas noites, uma em Kotor e outra em Budva, pois no outro dia cedo saímos em direção a Mostar na Bósnia

Saindo de Duborvnik, faltou o Julio que estava dirigindo
Saindo de Duborvnik, faltou o Julio que estava dirigindo

Valeu a pena dormir por lá ?

Sim, valeu e muito! Gosto de viajar e “sentir” o país, coisa que um day trip pode não proporcionar. Outro fato importante é poder fazer os passeios de forma mais tranquila. Nosso roteiro foi todo feito em carro alugado, o que fortemente recomendo fazer por esta região.

A cor das montanha que dá o nome ao país.
A cor das montanha que dá o nome ao país.

Perast

Saímos de Dubrovnik cedo e logo chegamos à charmosa vila medieval de Perast. É uma cidade pequena, à beira da Baía de Kotor com suas vielas e igrejas. Procure parar na estrada, num ponto mais alto, onde terá uma bela vista de toda a cidade e das ilhas de Nossa Senhora das Rochas e São Jorge.

O charme de Perast
O charme de Perast

Ilha artifical de Nossa Senhora das Rochas

Conta a história que depois de achar uma imagem de Nossa Senhora o povoado começou a construir esta ilha no meio da Baia de Kotor. A base dela são pedras, as quais descobri depois que foram levadas pela população e que até hoje em dia eles fazem isso para manter a estrutura.

Ilha de Nossa Senhora das Rochas
Ilha de Nossa Senhora das Rochas

Para chegar à ilha basta fechar um passeio com os barquinhos que estão ali em Perast, super fácil e rápido.

Na ilha tem a igreja e um espaço bem pequeno com loja e banheiro, é legal para tirar fotos, apreciar a cidade e notar porque o nome Montenegro (montanha negra) é bem apropriado à esta região.

Ilha de São Jorge

Esta é uma ilha natural bem ao lado da ilha artificial, porém não é possível desembarcar na mesma, já que ali funciona um Mosteiro do século XII.

Ilha de São Jorge vista de dentro da Igreja de Nossa Senhora das Rochas
Ilha de São Jorge vista de dentro da Igreja de Nossa Senhora das Rochas

Kotor

Talvez a grande pérola de Montenegro seja a cidade medieval de Kotor.

As ruas de Kotor e sua fortelza
As ruas de Kotor e sua fortelza

Como as outras cidades do Balcãs, Kotor tem suas ruas protegidas por uma muralha que a circunda. É uma delícia caminhar por aí e observar suas construções com janelas verdes e a grande fortaleza protegendo a cidade.

As muralhas protendo a cidade medieval de Kotor
As muralhas protendo a cidade medieval de Kotor

Kotor também é ponto de parada de vários cruzeiros.

Aproveite que aqui as coisas são um pouco mais baratas que na Croácia, curtimos muito um barzinho que fica dentro da cidade medieval e ali paramos para nossa cerveja no calor de setembro. Infelizmente não lembro o nome, mas como Kotor é pequena não vai ser difícil identificar.

Elegemos o melhor bar da viagem
Elegemos o melhor bar da viagem

Fortaleza de Kotor

Este é um dos passeios mais legais a se fazer por esta região. O acesso à Fortaleza é pago, 3 euros na época. É um pouco cansativo, pois são mais de 1000 degraus.

O acesso à fortaleza entre as ruas medievais de Kotor
O acesso à fortaleza entre as ruas medievais de Kotor

Aproveite para fazer no final da tarde, mas de forma que possa ir e volta com o dia claro. No caminho é possível parar na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, bem no meio da subida.

A Baia de Kotor
A Baia de Kotor

Apesar de ser comum chamar a Baia de Kotor de Fiordes Montenegrinos, émportante lembrar que fiordes só existem na Noruega, mas quem se importa com o nome quando o visual é este ?

As ruínas da Fortaleza de Kotor
As ruínas da Fortaleza de Kotor

Budva

A nossa ideia era dormir duas noites em Kotor e no outro dia fazer um day trip a Budva, já que está distante a apenas meia hora de carro, porém não tinha mais vaga na nossa guest house e mudamos nossos planos.

Realmente Budva é meio sem graça, perde de longe ao charme de Kotor. Este é tipo um balneário cheio de enormes prédios, com uma orla trivial e muitos quiosques vendendo todo tipo de comida.

A orla de Budva
A orla de Budva

Tem também uma cidade medieval com muralhas que é um dos pontos mais interessantes, porém longe de ser tão charmosa como Kotor.

Budva e sua cidade medieval
Budva e sua cidade medieval

Porém, como sempre digo que viagem é formada por lugares e pessoas, em Budva conhecemos a maior figura da nossa trip, a dona da guest house onde alugamos um quarto em sua casa era muito simpática e engraçada. Logo que chegamos ela nos convidou para sentar e tomar café. Bastante falante em um inglês perfeito, conversou bastante com a gente explicando como era a vida na antiga Iugoslávia, inclusive tinha em sua parede um quadro do Tito, que foi o grande ditador que manteve o país unido até os anos 90.

Infelizmente não tenho uma foto dela, até pedi, mas ela foi enfática e disse: “Not now!!” alegando que estava com o cabelo desarrumado.

Sveti Stefan

Esta praia tem como ponto principal uma vila medieval onde se chega por um pequeno istmo, este lugar hoje é um hotel de luxo, onde só é possível entrar se você for hóspede.

A praia de Sveti Stefan
A praia de Sveti Stefan

É uma praia bem bonita de pedras, como as outras dos Balcãs, onde é necessário aqueles calçados especiais, nós não tínhamos e “sofremos” um pouco.

As pedras de Sveti Stefan
As pedras de Sveti Stefan

Olhando para o vilarejo medieval, a praia da esquerda é pública. Vale a pena ficar por ali, tomando sol e relaxando.

Ao sair da praia, na estrada, tem um pequeno mirante. Tivemos a sorte de estar ali justamente no por do sol, que foi um espetáculo incrível.

O por do sol no Mirante
O por do sol no Mirante

O que mais tem para ver ?

Pesquisando sobre o país vimos que é possível visitar também o Mosteiro de Ostrog, que é encravado numa pedra e o Canion de Tara. Como estes lugares ficavam fora de mão no nosso roteiro, não fomos.

Tem um Globo Repórter onde a Glória Maria fez um documentário bem legal por Montenegro, vale a pena dar uma olhada para planejar sua viagem por lá.

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Pomerode e Corupá: um belo roteiro no interior de Santa Catarina

O belo interior de Santa Catarina

É redundante falar das belezas do estado, mas neste artigo vou deixar as grandes cidades um pouco de lado.  Convido vocês a mergulhar no belo interior de Santa Catarina com destaque para as cidades de Pomerode e Corupá.

A Região Sul  mostra a diversidade do nosso país, toda vez que mostro fotos de cidades de colonização alemã para algum estrangeiro eles ficam surpresos e não imaginam que existam lugares com estas características no Brasil.

A tranquilidade de Pomerode no interior de Santa Catarina
A tranquilidade de Pomerode no interior de Santa Catarina

Não gosto muito do termo “é tão lindo que parece Europa”, pois dá a impressão que o padrão de beleza é europeu, sendo assim, me limito a dizer que estas cidades receberam forte influência européia, mas são Brasil, fazem parte da nossa identidade cultural e mostram a bela mistura na formação do povo brasileiro.

Roteiros pelo interior de Santa Catarina

Floripa já é conhecida internacionalmente, Blumenau é uma cidade que se destaca tanto turisticamente como de negócios, já que é um tradicional polo têxtil brasileiro e Camboriú é um balneário bastante badalado. Estes são apenas três exemplos deste lindo estado, porém existem muitos outros. Que tal conhecer um pouco mais ?

As belas cachoeiras de Corupá
As belas cachoeiras de Corupá

Como fui para lá

Passei o feriado de 21 de abril (2016) em Jaraguá do Sul a convite de amigos e de lá fiz vários passeios, entre eles: Pomerode, Corupá e São Francisco do Sul.

Este roteiro cabe bem para quem quer dar uma esticada durante a Oktoberfest em Blumenau por exemplo, ou se está em uma viagem de carro pelo interior, onde pode explorar toda a região desde Joinville e até de Florianópolis, já que Pomerode está a 2 horas de carro da capital catarinense.

Em Pomerode ocorre a Osterfest, e um dos símbolos é esta árvore de Páscoa decorada com mais de 80.000 cascas de ovos coloridas
Em Pomerode ocorre a Osterfest, e um dos símbolos é esta árvore de Páscoa decorada com mais de 80.000 cascas de ovos coloridas

Caso esteja indo de avião, Joinville é uma boa pedida, além do que a cidade é linda, e dali fica fácil fazer os passeios. De modo geral acredito que ficar em Joinville seja o ideal, pois tem todas as facilidades de uma cidade grande além de diversas opções turísticas.

Jaraguá do Sul não é tão conhecida turisticamente, mas considere visitá-la, dá um Google e confira duas atrações bastante interessantes por lá: Chiesetta Alpina e Parque Malwee, mas vou deixar os detalhes para um próximo artigo.

As construções em enxaimel típicas do interior de Santa Catarina
As construções em enxaimel típicas do interior de Santa Catarina

Esta viagem cabe bem num destes feriadões de quinta a domingo, fixando base em Joinville dá para fazer os passeios para Pomerode, Corupá e São Francisco do Sul. Ok, se você for aquele tipo de pessoa que cai da cama e só volta para o hotel quando anoitece acho que dá para incluir Jaraguá, mas lembre-se que este é um roteiro para fazer de boa, sem correria.

Considero o ideal para este roteiro um carro, que te dará liberdade e otimizará o tempo. Dá uma olhada nas distâncias desde Joinville:

Jaraguá do Sul: 48 Km

São Francisco do Sul: 54 Km

Corupá: 67 Km

Pomerode: 83 Km

Pomerode

Esta é considerada a cidade mais alemã do Brasil, o lugar é um charme e se destaca pela arquitetura enxaimel, que é aquela onde a estrutura das casas é feita por um engenhoso encaixe de madeiras.

A Casa Seiwert é um belo exemplo de arquitetura enxaimel
A Casa Siewert é um belo exemplo de arquitetura enxaimel

O grande barato é circular pelas ruas onde a arquitetura alemã aparece a cada esquina, dentre os destaques da cidade está a Rota do Enxaimel e o Vale Europeu. Estes são circuitos feitos pelas estradas, muitas vezes de terra, onde encontramos a essência da colonização alemão no interior do nosso Brasil.

Casas charmosas, pequenas lojas de artesanato e paisagens bucólicas serão o cenário deste dia. Vá sem pressa, pare para fotos e relaxe na calma desta região.

Os vales pontilhados pelas antigas igrejas Luteranas da região
Os vales pontilhados pelas antigas igrejas Luteranas da região

O que mais curti foi a Rota do Enxaimel, com destaque para a Casa Siewert, excelente exemplo da arquitetura alemã. Logo abaixo da casa existe a venda de deliciosos produtos artesanais, foi lá que conheci o Jagmeister caseiro, peça para provar quando for.

Achei super interessante que conversaram em português comigo, porém entre eles falavam num dialeto alemão.

Tem muita gente que faz o roteiro de bike, se curte vale a pena dar uma conferida.  Foi legal ver as antigas igrejas Luteranas entre o verde que domina a região e até um antigo cemitério em meio a um bonito campo verde.

O antigo Cemitério dos Luteranos onde todas as lápides têm inscrições em alemão
O antigo Cemitério dos Luteranos onde todas as lápides têm inscrições em alemão

Existem outras atrações na cidade, dá uma olhada neste site que tem informações bem completas.

Corupá

Para falar a verdade nunca tinha ouvido falar desta cidade, até que recebi o convite de amigos. Existem dois atrativos bastante interessantes por lá: A Rota das Cachoeiras e o Seminário do Sagrado Coração de Jesus, sendo assim fica uma dobradinha de aventura e história no mesmo dia. Gosto de roteiros assim.

A Rota das Cachoeiras

A Rota das Cachoeiras é uma reserva ecológica localizada numa área remanescente da Mata Atlântica. É uma trilha auto guiada, de nível médio-fácil com 14 cachoeiras, sendo que a última tem mais de 125 m de altura.

O Salto Grande na Rota das Cachoeiras em Corupá
O Salto Grande na Rota das Cachoeiras em Corupá

É possível fazer o percurso em 3:30, porém depende do preparo físico. Vá preparado com calçado e roupas adequadas para trilha, lanches e água.

O Parque é uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, sendo assim a entrada é paga. Na época foram R$ 15,00. Muita atenção pois a entrada não é vendida no parque mas sim em pontos de revenda credenciados:

Supermercado Fossile – localizado no trecho de acesso entre a cidade e a reserva.

Restaurante e camping Conrad – localizado no acesso do lado direito do Rio  Novo, próximo 500 metros da reserva.

Não tem erro, você verá estes dois pontos facilmente e em caso de dúvidas garanto que a hospitalidade catarinense irá te ajudar.

O acesso é feito pelo trevo da cidade e é preciso percorrer uma distância de 14 km em estrada de cascalho que na época estava em boas condições, existem sinalizações durante todo o caminho.

Em muitas partes da trilha existem estas pontes suspensas
Em muitas partes da trilha existem estas pontes suspensas

Infelizmente não tive tempo de conhecer o Seminário do Sagrado Coração de Jesus, que pelas fotos me pareceu um bonito complexo histórico com museus e um restaurante que serve o famoso café colonial, tão típicos na região sul do Brasil.

Eu tinha que voltar à Joinville onde pegaria o voo de volta, porém se não fosse isso daria tranquilamente para fazer a Rota das Cachoeiras e o Seminário no mesmo dia.

E aí curtiu a dica ? Considere conhecer o interior de Santa Catarina num próximo feriado, recomendo!!

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Turismo Sustentável. Confira 10 dicas para viajar com responsabilidade social

O que é Turismo Sustentável ?

Viajar é uma forma de trocar experiências, não só o viajante entra em contato com a cultura do local que visitou, como este deixa marcas por onde passa, o que se espera é que estas marcas sejam positivas. Confira as dicas abaixo e veja como fazer Turismo Sustentável.

Turismo Sustentável
Sustentabilidade é a palavra de ordem.

1 – Lembranças e presentinhos: tem gente que adora viajar para comprar, tem viajante que compra somente um imã de geladeira e tem os turistas que gostam de bonés e camisetas. Independente do que curte, sempre é bom incentivar o comércio local, principalmente o artesanato. Com este mundo globalizado cada vez é mais difícil achar algo genuíno, mas sempre tem. Procure os artesãos locais, além de trazer algo original você contribuirá com a economia local, a qual tornará o turismo sustentável.

Trazer peças originais para casa é sempre mais interessante
Trazer peças originais para casa é sempre mais interessante

2 – Fotos com animais: eu já caí neste erro algumas vezes, mas agora estou mais esperto. É preciso prestar muita atenção nos locais que usam os animais como atrativos. Aquela foto com o leão bonitinho no seu colo significa que ele está a base de tranquilizantes ou outra coisa para manter um animal selvagem agindo como pet. Pesquise antes, procure saber sobre santuários ou organizações que respeitem e tenham projetos sustentáveis com animais.

Não é normal um animal selvagem pousando pra foto
Não é normal um animal selvagem pousando pra foto

3 – Comida local: redes de restaurantes existem em todo lugar, que tal procurar um restaurante local para contribuir com a economia do lugar ? Muitas vezes estes locais tem produtos frescos e cardápios diferenciados, deixe o Fast-food para quando voltar pra casa.

E aquela comida com gosto de "feito pela mãe" ?
E aquela comida com gosto de “feito pela mãe” ?

4 – Entradas em museus: já vi muito viajante dizer que só vai onde é gratuito. Frequentar e pagar por museus é uma forma de manter o acervo sustentável para que outras pessoas o conheçam. Muitos criticam a diferença de preços entre os locais e os turistas, mas isso ocorre porque muitos locais não tem dinheiro para fazer os programas dos turistas. Por incrível que pareça tem muito carioca que nunca foi no Pão de Açúcar e muito paulista que nunca pisou no Masp.

Prestigiar as atrações é uma forma de colaborar com a economia local.
Prestigiar as atrações é uma forma de colaborar com a economia local.

5 – Andar a pé: hoje em dia ninguém mais dá informação sobre como chegar a um lugar, vão logo dizendo “Pede um UBER”, a não ser que você tenha restrições médicas, andar 1 ou 2 Km a pé não vai matar ninguém e você ainda colabora com a diminuição de poluição nas cidades.

Além de ser um excelente exercício físico andar a pé é a melhor forma de conhecer um lugar.
Além de ser um excelente exercício físico andar a pé é a melhor forma de conhecer um lugar.

6 – Use o transporte coletivo: usar transporte coletivo é uma forma de ver o dia a dia de uma cidade na sua essência, ver as pessoas indo e vindo é uma excelente interação cultural. Além de econômico é mais ecológico.

Utilizar o transporte coletivo é uma forma econômica e ecológica para se deslocar nas cidades.
Utilizar o transporte coletivo é uma forma econômica e ecológica para se deslocar nas cidades.

7 – Procure alguma cooperativa de turismo local: este ramo de negócio possibilita que famílias trabalhem com turistas, hospedando os mesmos de forma mais barata. Além de gerar empregos, possibilita a distribuição de renda. Sem contar que a experiência será mais enriquecedora pois contará com o apoio de alguém que mora no lugar e assim o conhece muito bem.

As cooperativas são uma excelente forma de contribuir com a economia local.
As cooperativas são uma excelente forma de contribuir com a economia local.

8 – Safári Humano: este é um item contraditório e sério, sempre que existe um tipo de turismo onde se visita uma tribo ou qualquer outra atividade onde o foco são pessoas é preciso observar 3 ítens: 1- respeito à cultura, não tratando as pessoas como excentricidades; 2 – garantir que estas pessoas recebam os recursos provenientes destas atividades e 3 – saber da originalidade. Em muitas tribos os índios se vestem com os trajes típicos somente para os turistas verem, outro exemplo são as mulheres girafa da Tailândia. Vocês já pararam para imaginar o sofrimento delas com aqueles argolas somente para você tirar sua selfie ?

É preciso respeitar as culturas e evitar qualquer tipo de colaboração com a exploração humana.
É preciso respeitar as culturas e evitar qualquer tipo de colaboração com a exploração humana.

9 – Respeite a história do local: muitos cemitérios, prisões e memoriais são locais turísticos. Há pouco tempo atrás houve uma crítica contra turistas que tiravam selfies fazendo brincadeiras no Memorial do Holocausto em Berlim. É legal tirar foto, mas sempre com respeito.

O Memorial do Holocausto em Berlin.
O Memorial do Holocausto em Berlin.

10 – Divulgue além do lugar principal: todos gostam de redes sociais hoje em dia. Que tal compartilhar imagens da realidade perto dos grandes monumentos? Alguns exemplos: as favelas no entorno do Cristo Redentor, a cidade avançando sobre as Pirâmides de Gizé no Egito e a pobreza ao redor do Taj Mahal na Índia são algumas dicas. O Instagram hoje em dia tem uma beleza muito plástica, e mostrar a realidade pode chamar a atenção dos governantes para que melhorem as condições daqueles locais.

Que tal divulgar os entornos de grandes atrações turísticas ?
Que tal divulgar os entornos de grandes atrações turísticas ?

E aí, gostaram do artigo ? Concordam com os pontos levantados ? O que mais seria importante para fazer Turismo Sustentável na sua opinião ?

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Como ir para Machu Pichu: passo a passo sem enrolação

Resumo prático sobre Como ir para Machu Pichu sem enrolação

Neste artigo vou falar como ir para Machu Pichu independente da forma que usou para chegar à Cuzco.

Este artigo é para:

  1. Quem quer ir a Machu Pichu de trem
  2. Quer quer conhecer o Valle Sagrado
  3. Quem quer conhecer Cuzco
  4. Quem quer saber como ir para Machu Pichu sem enrolação

Este artigo não é para:

  1. Quem quer fazer a trilha inca
  2. Quem quer fazer bate e volta a Machu Pichu desde Cuzco
  3. Quer quer ir de Águas Calientes a Machu Pichu por trilha

O que fazer antes da viagem, ainda no Brasil:

Comprar a entrada para Machu Pichu.

O sítio arqueológico limita a entrada a 2500 pessoas por dia, sendo assim este deve ser o primeiro passo. Pesquise datas e valores pelo site oficial: http://www.machupicchu.gob.pe

Aconselho que vá para Machu Pichu o mais cedo possível. Lembre-se que os tickets são por horários.

Compre logo de manhã, pois perto das 11 começam a chegar os turistas de bate e volta desde Cuzco. Considere também que neste dia você voltará a Cuzco à tarde.

Antes de comprar o ticket decida se vai querer subir a Huayna Pichu, se sim, lembre-se de comprar o ingresso correspondente.

Comprar o bilhete de trem

Com a entrada comprada, chegou a hora de comprar o ticket de trem para lá.

O site oficial é  https://www.perurail.com/ ou https://incarail.com/pt/

Compre um bilhete de trem para o final da tarde, no trecho OllantaytamboÁguas Calientes.

Você tem que comprar para o final da tarde pois neste dia você irá conhecer o Valle Sagrado.

Ainda não se preocupe com o passeio ao Valle Sagrado, a reserva pode ser feita quando você chegar em Cuzco.

Compre a volta para o outro dia, também no final da tarde.

A volta pode ser feita também por Ollantaytambo, mas depois você precisará pegar uma van para Cuzco.

Outra opção é a volta por Poroy, que está a 30 min de Cuzco e é a opção mais perto da cidade. De Poroy você pode facilmente tomar um táxi até Cuzco.

Reservar um hotel em Cuzco

Cuzco é uma cidade com uma oferta enorme de hotéis e hostels.

Lembre-se que quando for a Machu Pichu só poderá carregar uma mochila de mão com roupa para um dia, as malas maiores deverão ficar no hotel em Cuzco ou num locker que a companhia de trem oferece.

Reservar um hotel em Águas Calientes

A cidade também é chamada de Machu Pichu Pueblo e tem várias opções de hospedagem.

Estes são os pontos importantes a serem resolvidos no Brasil tão logo decida sua viagem.

como ir para Machu Pichu sem enrolação

Chegando em Cuzco

Separe dois dias para Cuzco, tanto para se aclimatar como para conhecer uma das cidades mais interessantes de toda a América Latina.

Procure alguma agência e feche o tour para o Valle Sagrado, lembrando que você deverá ficar em Ollantaytambo.

Combine o tour de forma que esteja em Ollamtaytambo no horário do trem que comprou anteriormente.

No dia da viagem para o Valle Sagrado – Machu Pichu

O seu tour começará cedo e depois de visitar alguns sítios arqueológicos você chegará a Ollantaytambo.

Embarque no trem com destino a Águas Calientes de acordo com sua passagem.

Chegando em Águas Calientes, compre o ticket do ônibus que te levará à Machu Pichu no outro dia.

Os tickets são vendidos no quiosque da Consettur. Águas Calientes é um pueblo pequeno, basta perguntar que as pessoas explicam onde é o quiosque.

Em Machu Pichu

Neste dia você deverá acordar cedo e ir até o ponto de ônibus para o sítio Arqueológico Machu Pichu. São aproximadamente 25 minutos em uma estrada em zigue-zague.

Se não for subir a Hayna Pichu ou ir até a Ponte do Inca, pode-se conhecer Machu Pichu em 3 horas

Você pode andar por Machu Pichu sem guia, mas é interessante você contratar um, assim você não fica perdido

Resumo do roteiro

Dia 1 – Chegada em Cuzco (se for cedo, este já é um dos dois dias que aconselho para ficar na cidade) – Pernoite em Cuzco

Dia 2 – Dia livre em Cuzco – Pernoite em Cuzco

Dia 3 – Passeio ao Valle Sagrado e trem no final da tarde de Ollamtaytambo para Águas Calientes – Pernoite em Águas Calientes

Dia 4Machu Pichu e volta de trem no final da tarde – Pernoite em Cuzco

Percepções do Viajante Curioso

  • Não conheci a Huayna Pichu nem a Ponte do Inca, para mim o mais importante foi contemplar a cidade sem fazer esforço
  • Tem restaurante em Machu Pichu, logicamente com preço inflacionado. Leve lanche e água
  • Se gosta de carimbos, tem um de Machu Pichu logo na entrada. Leve seu passaporte
  • Não foque sua viagem somente a Machu Pichu, descubra o Valle Sagrado, Cuzco e arredores

Este artigo trata de forma resumida como ir para Machu Pichu. Procurei não colocar detalhes históricos ou turísticos pois acredito que existam informações de sobra na Internet.

Tem apenas uma semana de férias ? Dá uma olhada neste roteiro que preparei dia a dia para você conhecer Lima, Cuzco e Machu Pichu em 7 dias.

Boa viagem a Machu Pichu !!

Viajante Curioso

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Viajando com amigos: Você é uma boa companhia de viagem ? Faça o teste e descubra

Viajando com amigos

Existe um ditado que diz que só conhecemos verdadeiramente alguém se comermos um quilo de sal junto. Eu digo que existe uma forma mais fácil: viajar junto!!

Será que você se dá bem viajando com amigos ? Faça o teste e descubra.

1 – Você demora no banheiro ?

Aí você está viajando com seu amigo/a,esposo/a ou namorado/a e compartilham um banheiro. Você é do tipo que demora horas no banho ?

A maioria dos desentendimentos em viagens ocorrem por problemas simples, como demora para tomar banho companhia de viagem. Viajando com amigos
A maioria dos desentendimentos em viagens ocorrem por problemas simples, como demora para tomar banho

2 – Você tem muitas restrições alimentares ?

A hora das refeições é uma dúvida eterna, afinal quando viajamos nos deparamos com comidas totalmente diferentes das nossas. Você encara ou reclama ?

Restrições alimentares não tem a ver se você é vegetariano ou vegano, mas sim sua facilidade por exemplo em trocar uma refeição por um lanche (com carne, vegano ou vegetariano)
Restrições alimentares não tem a ver se você é vegetariano ou vegano, mas sim sua facilidade em trocar uma refeição por um lanche (com carne, vegano ou vegetariano)

3 – Você reage mal a imprevistos ?

Imagine que você está viajando e é roubado. Você é do tipo que fica resmungando o tempo todo e pensa que a viagem terminou por ali ?

Reagir a problemas não é fácil, mas depois do acontecido só resta resolver o problema e seguir em frente. Reclamar não adianta nada
Reagir a problemas não é fácil, mas depois do acontecido só resta resolver o problema e seguir em frente. Reclamar não adianta nada

4 – Você é mão-de-vaca ?

Você está viajando pela Itália e seu parceiro/a quer fazer um passeio de gôndola por Veneza. Você acha uma bobagem, mas na verdade não quer ir porque é caro

Depois que investimos dinheiro em uma passagem aérea e hotel é preciso aproveitar as opções do lugar, de repente será a única oportunidade
Depois que investimos dinheiro em uma passagem aérea e hotel é preciso aproveitar as opções do lugar, de repente será a única oportunidade

5 – Você não consegue se desligar do trabalho ?

Viajando pelas belas praias do Ceará você checa seu e-mail do trabalho de hora em hora e ainda liga para perguntar se está tudo bem.

Algumas profissões exigem que você participe de decisões mesmo em períodos de férias, mas isso pode ser feito em um horário específico do dia
Algumas profissões exigem que você participe de decisões mesmo em períodos de férias, mas isso pode ser feito em um horário específico do dia

6 – Você é viciado em redes sociais ?

Passeando pela bela Florianópolis você tira foto de tudo e na mesma hora posta no Instagram, Facebook, faz stories e ainda fica esperando as curtidas.

Parece uma besteira, mas a necessidade de provar para o mundo que está vivendo pode ser bem desagradável para quem está te acompanhando
Parece uma besteira, mas a necessidade de provar para o mundo que está vivendo pode ser bem desagradável para quem está te acompanhando

7 – Você não para nunca ?

Em uma viagem para o Rio de Janeiro, depois de um dia de Ipanema, Leblon e Cristo Redentor você quer sair para jantar, depois ir a um bar e uma balada.

Não tem nada de mal aproveitar as viagens ao máximo, afinal dormir a gente dorme em casa, mas é preciso saber os limites do outro
Não tem nada de mal aproveitar as viagens ao máximo, afinal dormir a gente dorme em casa, mas é preciso saber os limites do outro

8 – Quando acorda cedo está sempre mal humorado

Você está em Fortaleza e o guia diz que o passeio para Canoa Quebrada sairá as 8, logo você tem que acordar as 7, tomar café se aprontar e ir

Nas férias queremos relaxar e não ter hora pra nada, mas vez em quando é preciso acordar cedo. Pense, você acorda cedo todo dia para ir trabalhar, mas hoje está acordando cedo para passear. Reflita
Nas férias queremos relaxar e não ter hora pra nada, mas vez em quando é preciso acordar cedo. Pense, você acorda cedo todo dia para ir trabalhar, mas hoje está acordando cedo para passear. Reflita

9 – Você não gostou do lugar que está viajando

Na viagem para Europa em dezembro você se deu conta que não curte o inverno pois tem que usar um monte de roupa e cada vez que vai sair da cama é uma batalha

O velho ditado: aquilo que não tem remédio, remediado está. Não adianta ficar irritado. Faça do limão uma limonada. Procure ir para lugares fechados e se esbalde na gastronomia, afinal no inverno temos mais fome.
O velho ditado: aquilo que não tem remédio, remediado está. Não adianta ficar irritado. Faça do limão uma limonada. Procure ir para lugares fechados e se esbalde na gastronomia, afinal no inverno temos mais fome.

10 – Você só faz o que quer

Na lua de mel, durante aquela viagem romântica para Paris, você quer ir em todas as lojas da Champs Elisees, mas sua companhia de viagem  quer conhecer os incríveis museus da cidade, e você detesta história.

O combinado não sai caro, é preciso abrir mão e entrar num consenso. A dica aqui é escolher bem o roteiro antes de viajar.
O combinado não sai caro, é preciso abrir mão e entrar num consenso. A dica aqui é escolher bem o roteiro antes de viajar.

Vai viajar e quer saber seu estilo de viagem, tenho um teste que pode te ajudar muito, clique aqui.

Escala de Chatice Viajante Curioso

Se respondeu sim entre 8 e 10 vezes: é melhor viajar sozinho. Tem um artigo sobre isso. Clique aqui.

Se respondeu sim entre 5 e 7 vezes: conheça bem seu parceiro/a de viagem e explique as suas necessidades

Se respondeu sim a 3 ou 4 questões: todos somos diferentes, com pequenos ajustes sua viagem será incrível

Se respondeu sim menos que 3 vezes: Você é um/a excelente companhia de viagem, já que se adapta bem à maioria das adversidades

Compartilhe este teste nas redes sociais e conheça o índice “chatice” dos seus amigos. Viajando com amigos conhecemos um pouco melhor as pessoas que estão perto da gente.

 

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Ilha do Japonês em Cabo Frio: como ir, informações práticas, dicas e valores

Como ir para a Ilha do Japonês em Cabo Frio

A Ilha do Japonês é um paraíso de águas cristalinas em Cabo Frio. Por não ter ondas é o lugar ideal para caiaques e SUP.

Fica localizada no Canal de Itajuru entre a Praia do Forte e a Praia Brava.

As águas tranquilas da Ilha do Japonês
As águas tranquilas da Ilha do Japonês

Quando fui em Cabo Frio pela primeira vez não tive a oportunidade de conhecer, mas da segunda não deixei escapar.

É uma ilha que fica no encontro do canal com o mar, além de relaxar na estreita faixa de areia é possível conhecer um mirante, do qual temos uma bela vista das montanhas e do mar.

Existe uma vegetação de cactus em algumas partes das ilha
Existe uma vegetação de cactus em algumas partes das ilha

Não existe nenhuma estrutura na ilha, desta forma é necessário levar seu lanche e fazer um “pic nic”.

Há várias formas de chegar lá, abaixo explico como ir para a Ilha do Japonês em Cabo Frio.

CARRO + BARCO

Coloquei como carro porque não vi nenhuma opção de transporte coletivo por lá.

O acesso fica no Bairro Ogiva, mais ou menos daqueles lados da Rua dos Biquínis. O Uber do centro até lá saiu por R$ 22,00 (set/18).

Valeu a pena, pois o estacionamento é pago e no final do dia optamos por voltar pelo Forte São Mateus, o que explicarei mais abaixo.

Deste estacionamento pode-se tomar um barco até a ilha por R$ 15,00 (set/18).

Não foi a forma que fiz, pois li que poderia caminhar até lá. Caso não queira andar esta é a opção mais indicada.

CARRO + PEQUENA CAMINHADA

Como falei acima, depois de chegar no estacionamento pedi para o Uber seguir por mais um trecho, onde o acesso até a ilha pode ser feito a pé.

Os turistas atravessando a pé para a Ilha do Japonês, uma dica sobre como ir para a Ilha do Japonês em Cabo Frio
Os turistas atravessando a pé para a Ilha do Japonês

Acontece que neste trecho, dependendo da maré, a profundidade não passa de 50 cm, desta forma é facinho ir caminhando. Um monte de gente faz isso e você economiza no barco.

Esta opção pode não ser a mais apropriada para quem está com crianças.

É preciso estar atento à maré, pois pode não ser possível voltar a pé, tendo que apelar pelos diversos barcos que fazem a travessia.

Eu gostei desta forma de como ir para a Ilha do Japonês em Cabo Frio porque é econômica e me deu mais liberdade.

CARRO + PEQUENA CAMINHADA + BARCO

Esta outra opção funciona se você quiser ir para a Ilha do Japonês pelo outro lado, perto do Forte São Mateus.

Você deverá chegar até o forte. Na alta temporada não deve ser fácil estacionar por ali, sendo assim acredito que Uber seja a melhor opção.

Em frente ao forte existe uma pequena prainha com vários barcos de pescadores, andando mais um pouco existe um bonito caminho que leva para o mirante da Ilha do Japonês.

Os pescadores na prainha perto do Forte São Mateus
Os pescadores na prainha perto do Forte São Mateus

 

O acesso ao mirante
O acesso ao mirante
A vista do mirante para a Ilha do Japonês
A vista do mirante para a Ilha do Japonês

Mais uma curta caminhada e descendo uma escadinha chegamos a um ponto onde toma-se um barco com direção à ilha.

Descendo para pegar os barquinhos
Descendo para pegar os barquinhos

Quando estive lá os barcos eram a remo, algo meio rústico mesmo. O preço era R$ 10,00 (set/18) por pessoa.

O ponto de partida dos barcos é bem rústico
O ponto de partida dos barcos é bem rústico

Como eu fiz

Eu fui a pé até a ilha e voltei pelo Forte São Mateus, pegando um barquinho. A vantagem desta opção é que conheci o mirante e tive a oportunidade de ver o por do sol nas pedras em frente ao forte. Foi um lindo espetáculo.

O bonito Forte São Mateus durante o por do sol
O bonito Forte São Mateus durante o por do sol

Pela facilidade de acesso, a Ilha do Japonês é altamente recomendável. Fica apenas uma ressalva quanto à temporadas, pois a mesma pode estar lotada.

A bonita paisagem da Ilha do Japonês
A bonita paisagem da Ilha do Japonês

Por não ter nenhuma estrutura por lá é muito comum as pessoas fazerem churrasco na praia.

Mesmo que esteja lotada, tenho certeza que encontrará um cantinho na sombra das árvores para curtir o dia.

As águas azuis na Ilha do Japonês
As águas azuis na Ilha do Japonês

Quer saber mais sobre a região ? Leia este artigo sobre um lindo passeio de barco em Arraial do Cabo.

Gostou das dicas sobre como ir para a Ilha do Japonês em Cabo Frio ?

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Dubrovnik Game of Thrones Tour: conheça o lugar das filmagens de GOT

Dubrovnik Game of Thrones Tour

Dubrovnik foi palco de várias locações de filmagens de Game of Thrones. A cidade ostenta belezas naturais e tem uma parte antiga toda amuralhada, onde no seu interior sentimos que estamos vivendo na Idade Média, com todos aqueles palácios e construções suntuosas.

Localizada na Croácia, com sua bela costa banhada pelo Mar Adriático, Dubrovnik é uma cidade incrível, onde suas muralhas protegem o centro histórico que conta séculos de história.

Dubrovnik Game of Thrones Tour
As muralhas de Dubrovnik que tanto aparecem em Game of Thrones

Toda esta beleza real foi razão pela qual a cidade foi escolhida como um dos cenários de Game of Thrones. Fui para lá e vou mostrar a vocês alguns pontos que foram usados nas gravações da famosa série.

Pile Harbour

Quem se lembra da Temporada 2, Episódio 6The Old Gods and the New” ? Este é o local onde Lennisters se despede da Princesa Myrcella.

O mesmo porto foi usado também na Temporada 6, Episódio 1The Red Woman“, quando Cersei espera o retorno de Myrcella.

Quem se lembra ? Crédito: www.absolute-croatia.com
Quem se lembra ? Crédito: www.absolute-croatia.com
No Pile Harbour esperando para sair de caiaque
No Pile Harbour esperando para sair de caiaque

Pile Gate

Esta é a famosa entrada para a Cidade Antiga e foi usada muitas vezes nas Temporadas 2 e 3 , com bastante destaque na Temporada 2 Episódio 6The Old Gods and the New“. King Joffrey retorna para Red Keep depois que Marcella é mandada para Dorne e ele é atacado por uma multidão raivosa que grita ‘Kill him, kill them all’.

O Portão Pile de acesso à cidade antiga Crédito: https://www.kingslandingdubrovnik.com
O Portão Pile de acesso à cidade antiga Crédito: https://www.kingslandingdubrovnik.com
O Portão Pile lotado de turistas no verão
O Portão Pile lotado de turistas no verão

Dubrovnik West Pier

Este local foi usado na Temporada 3, Episódio 1  “Valar Dohaeris” quando Littlefinger vem conversar com Sansa, oferecendo a ela uma saída.

O West Pier
O West Pier
Crédito: https://7kingdoms.ru
Crédito: https://7kingdoms.ru

Fort Lovrijenac

Esta incrível fortaleza localizada fora dos muros da Cidade Antiga é facílima de ser reconhecida, já que aparece frequentemente nas Temporadas 2 e 3.

Preciso dizer que aí é o “Red Keep in King’s Landing” ? Certeza que os fãs da série sacam na hora.

 

Ilha Lokrun

Da montanha SRD, a qual podemos ir de teleférico, temos uma vista fantástica da Ilha Lokrun. Também tive a oportunidade de ir de caiaque até lá.

Em Game Of Thrones a Ilha aparece na Temporada 2, Episódio 5 “The Ghost of Harrenhal”,  quando Daenerys Targaryen  conhece mais sobre a cidade.

Crédito: https://unforgettablecroatia.com
Crédito: https://unforgettablecroatia.com

 

Stradum

A Stradum é a grande rua que corta a cidade antiga de Dubrovnik. É lotada de restaurantes e lojinhas de souvenirs. Passagem obrigatória dos turistas que visitam a cidade.

A grande avenida aparece na Caminhada da Penitência na Temporada 5, Episódio 10Mother’s Mercy“. Lembrou ?

 

 

Minceta Tower

A impressionante torre é o ponto mais alto de Dubrovnik e tem vistas incríveis de toda a Cidade Antiga.

Neste local foi filmado a Casa dos Imortais em Qarth na Temporada 2, Episódio 10Valar Morghulis“, quando Daenerys Targaryen procura seus dragões.



 

As muralhas da cidade Antiga

A Old Town é cercada por uma alta muralha. Além de proteger a cidade contra ataques no passado, também tem a função de proteger contra as altas ondas.

Existe um passeio onde é possível  andar por toda a sua extensão, de onde temos vistas incríveis.

Uma das cenas mais memoráveis gravadas aí está na Temporada 3 Premiere “Valar Dohaeris” quando Tyrion, Bronn e Podrick caminham ao longo da muralhas reparando os estrago causados pela Batalha da Blackwater.

 

The Rector´s Palace

O Palácio do Reitor do século XV foi originalmente construído para o reitor que governava Dubrovnik. Hoje é um museu.

Ele foi exibido no Temporada 2, Episódio 6  “The Old God and The New“, em que Daenerys visita a mansão do Rei das Especiarias para solicitar navios para transportar seu exército através do Mar Estreito, porém não tem sucesso.

 

Tem muitos fãs de Game of Thrones aqui ? Gostaram ? Deixe seus comentários.

Em Dubrovnik existe um tour guiado por todos estes lugares. O guia vai explicando, mostrando as cenas e contando como foi o processo de filmagem.

Para quem ficou interessado dá uma olhada nesta agência que faz o  “Dubrovnik Game of Thrones Tour”

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Passeio de barco em Arraial do Cabo RJ: saiba como é, preços, dicas e de onde sai.

Passeio de barco em Arraial do Cabo RJ

A linda cidade de Arraial do Cabo, na região dos lagos no Rio de Janeiro, tem praias que chamam a atenção de todos por conta do tom de azul.

São incríveis praias de águas transparentes e areia branquinha, as quais podem ser conhecidas através de um passeio de barco em Arraial do Cabo RJ, considerado um dos mais bonitos do Brasil.

Todos os tons de azul Passeio de barco em Arraial do Cabo RJ
Todos os tons de azul

Onde fica

A cidade fica a duas horas e meia do Rio de Janeiro e a menos de uma hora de Cabo Frio.

A linda paisagem da Ilha do Farol
A linda paisagem da Ilha do Farol

Onde ficar

Arraial do Cabo é pequena porém tem várias opções de hospedagem. Você pode ficar também em Cabo Frio, que é uma cidade maior e com mais opções de vida noturna.

Cabo Frio também tem praias lindas
Cabo Frio também tem praias lindas

Conhece a Ilha do Japonês em Cabo Frio ? Clique aqui para saber como chegar lá.

Como é o passeio de barco em Arraial do Cabo RJ

Os barcos saem da Praia dos Anjos e vão em direção a lindos lugares do litoral de Arraial do Cabo.

A Praia dos Anjos é o ponto de partida do passeio de barco em Arraial do Cabo
A Praia dos Anjos é o ponto de partida do passeio de barco em Arraial do Cabo

O passeio dura aproximadamente 4 horas.

São barcos pequenos, com aproximadamente 20 pessoas e na alta temporada podem lotar mais.

É servido água, refrigerante e caipirinha.

Melhor época

Este passeio pode ser feito o ano todo, porém no verão prepare-se para muita gente. Setembro e outubro são os meses em que chove menos.

O que conhecemos durante o passeio

Ilha do Farol: uma praia protegida pela Marinha com acesso controlado. Não é permitido desembarcar com comida, colocar guarda sol ou ficar por lá.

É uma preciosidade e encanta a todos com a areia branca e o mar azul. O barco para por aproximadamente uma hora, mas a vontade é de ficar o dia todo por lá. Apenas uma ressalva: a água em Arraial do Cabo é gelada!!

E este mar ? É azul ou não ?
E este mar ? É azul ou não ?

Fenda de Nossa Senhora da Assunção: navegando por belas paisagens, onde o mar vai mudando de azul claro para escuro, podemos ver várias montanhas e pedras.

A Fenda de Nossa Senhora da Assunção chama a atenção por ter um vão, onde existe uma imagem em homenagem à santa.

Posicione-se bem no barco para apreciar esta bela paisagem.

A fenda de Nossa Senhora da Assunção
A fenda de Nossa Senhora da Assunção

Pontal do Atalaia: As lindas praias do Pontal do Atalaia, sempre lotadas na alta temporada, surpreendem a todos por sua beleza, águas azuis e morros com vegetação de cactos.

As prainhas do Pontal do Atalaia
As prainhas do Pontal do Atalaia

São algumas prainhas separadas por pedras, onde durante a maré baixa é possível caminhar tranquilamente entre as mesmas.

Caminhando pelas prainhas do Pontal do Atalaia
Caminhando pelas prainhas do Pontal do Atalaia

Diferente da Ilha do Farol, existe estrutura de barracas com comidas e bebidas nas prainhas do Pontal do Atalaia.

Gruta do Amor: Em uma das prainhas existe uma bonita gruta, de dentro da mesma têm-se um lindo visual da praia, como um quadro.

A Gruta do Amor emoldurando o mar azul em Arraial do Cabo
A Gruta do Amor emoldurando o mar azul

Escada

Um dos símbolos da cidade é a escada de madeira que liga a estrada na parte alta à praia. Durante o passeio é legal subir um pouco e admirar a escada que corta a vegetação e chega às águas azuis.

A escada em meio à vegetação em Arraial do Cabo
A escada em meio à vegetação

Praia do Forno

Continuando o passeio, o barco faz uma parada para almoço na Praia do Forno. Também é uma praia muito bonita, mas pode estar lotada nos finais de semana e temporada.

Na Praia do Forno existe uma estrutura melhor de quiosques.

É possível terminar o passeio aí e ir embora pela trilha que confere lindas vistas da praia. A trilha sai da Praia do Forno e chega na parte antiga de Arraial do Cabo.

É uma trilha curta porém com uma subida íngreme, procure ir com calçado apropriado.

Visual da Praia do Forno durante a trilha
Visual da Praia do Forno durante a trilha

Lá existem diversos restaurantes e lojas numa ruazinha charmosa. Dali é possível voltar caminhando para a Praia dos Anjos, ponto inicial do passeio de barco.

Dicas do Viajante Curioso

  • Paguei R$ 50,00 (set/18) pelo passeio de barco em Arraial do Cabo RJ. Existem muitas pessoas oferecendo a atividade tanto na cidade como na Praia dos Anjos
  • Andando pela cidade vi agências anunciando o passeio por R$ 35,00 (set/18)
  • Caso não queira passeio, existe um barco táxi que pode te levar até a Ilha do Farol por R$ 15,00 (set/18)
  • Fui com o barco Boqueirão. O atendimento foi muito bom e cordial.
  • É um pouco complicado estacionar na Praia dos Anjos, eles cobram uma taxa de R$ 10,00 (set/18)
  • Você pode ir de Uber, assim não terá dor de cabeça para procurar vaga
  • Preferi por almoçar na cidade do que na praia, por conta do conforto.
  • Fui em setembro e apesar de ser um pouco frio à noite é possível pegar praia tranquilamente.

Gostaram das dicas ?

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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O que fazer na Cidade do Cabo: Conheça Robben Island, a ilha onde Mandela ficou preso

O que fazer na Cidade do Cabo: Visita à Prisão onde esteve Nelson Mandela

Um dos passeios mais concorridos na Cidade do Cabo na África do Sul.

O líder contra o Apartheid, regime de segregação racial na África do Sul, ficou num presídio localizado em uma ilha – A Robben Island.

Robben Island - a prisão onde esteve Nelson Mandela. O que fazer na Cidade do Cabo.
Robben Island – a prisão onde esteve Nelson Mandela

A figura de Mandela é conhecida no mundo todo como um símbolo de luta contra o preconceito. A visita à Robben Island e especificamente a cela onde ele ficou preso é uma oportunidade de conhecer ao vivo a história contada nos livros.

Freedom cannot be manacled - A liberdade não pode ser algemada
Freedom cannot be manacled – A liberdade não pode ser algemada

Este é um importante lugar, tanto é que é reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e certamente deve estar na sua lista sobre o que fazer na Cidade do Cabo. 

Faça a reserva com antecedência

Este é um dos passeios mais concorridos na Cidade do Cabo, e aconselho que faça a reserva dos tickets antes mesmo de sair do Brasil pelo Site oficial . O valor (consultado em set/18) é 360 rands, aproximadamente R$ 98,00 (cotação set/18).

O que está incluso

Este valor se refere à ida e volta de barco, com saída e chegada no Waterfront, ingresso à Prisão de Segurança Máxima, tour de ônibus pela ilha e guia.

Este prédio amarelo é a Torre do Relógio, logo atrás é o local de onde saem os barcos para a Visita à prisão onde esteve Nelson Mandela
Este prédio amarelo é a Torre do Relógio, logo atrás é o local de onde saem os barcos para a Visita à prisão onde esteve Nelson Mandela

Eu fiz este passeio em 2014 e o tour foi feito com um ex prisioneiro da Robben Island, o qual contava histórias da época em que ficou preso com Mandela. Não tenho informações se ainda os guias são ex prisioneiros, de qualquer forma é um passeio bem organizado e interessante.

O guia que era também um ex prisioneiro, conduzindo o passeio a Robben Island
O guia que era também um ex prisioneiro, conduzindo o passeio a Robben Island

Como é o passeio

O ponto de saída é um prédio que funciona como centro de visitantes da Robben Island no Waterfront. Se você estiver indo à Cidade do Cabo, com certeza irá muitas vezes ao bonito complexo, com vários restaurantes, lojas e opções de passeios.

A saída ocorre dali, passando a Cape Wheel (a roda gigante), vire à direita, continue caminhando, atravesse uma ponte e logo atrás do edifício histórico da Torre do Relógio está o lugar de saída dos barcos.

O lindo complexo Waterfront
O lindo complexo Waterfront

Enquanto espera a saída, aproveite para conhecer o espaço, o qual tem interessantes fotos.

Apenas 20 minutos de navegação separam o continente e a ilha. Observe durante a travessia a bela Table Mountain protegendo a Cidade do Cabo.

Em caso de fortes ventos ou chuvas o passeio é cancelado. Morei na Cidade do Cabo por 6 meses e lembro-me das fortes rajadas de vento em dezembro, mesmo assim procure agendar o passeio com antecedência.

Este passeio ocupa ao menos umas 4 horas e na minha opinião tanto faz se for feito de manhã ou a tarde.

A Robben Island não é propriamente uma ilha bonita. É um turismo histórico e reflexivo sobre os anos do Apartheid.

O farol de Robben Island
O farol de Robben Island

Um ônibus levará os visitantes para um tour na ilha, sendo assim você não pode caminhar por onde quiser, é uma visita monitorada.

Durante o tour podemos parar em alguns lugares da ilha
Durante o tour podemos parar em alguns lugares da ilha

A prisão de segurança máxima

Visitar prisões faz parte de um tipo de turismo específico, já tinha visitado uma em Ouro Preto, e temos aquela sensação de imaginar como era a vida dentro das grades.

Chegando ao antigo presídio de segurança máxima
Chegando ao antigo presídio de segurança máxima

Em Robben Island existiam muitos presos políticos que estavam lá unicamente pelo fato de lutarem pela igualdade. Foi uma parte triste da história sul africana, onde só os brancos mandavam.

O guia, que era um ex prisioneiro, foi explicando todas as dependências. Entre os refeitórios, celas comunitárias e banheiros nos foi contado como era o dia a dia dentro da prisão.

A grande curiosidade de todo mundo é ver a cela onde o Nelson Mandela ficou preso. Com apenas 4 metros, aquele que seria futuro presidente da África do Sul, passou anos e anos neste cubículo.

A cela onde Nelson Mandela ficou preso
A cela onde Nelson Mandela ficou preso

Vale lembrar que depois Nelson Mandela foi transferido para Pollsmoor e Victor Verster. Nelson Mandela foi libertado após forte pressão internacional em 1990.

Estátua de Nelson Mandela frente à prisão Victor Verster em Paarl
Estátua de Nelson Mandela frente à prisão Victor Verster em Paarl

Quer saber o que fazer na Cidade do Cabo fora o roteirão tradicional ? Clique aqui.

Eu fiz um intercâmbio de inglês de 6 meses por lá, conto tudo aqui.

Há muito o que fazer na Cidade do Cabo, de forma geral aconselho 5 dias para descobrir a cidade, as bonitas vinícolas e a bela Hermanus, onde os mais corajosos podem mergulhar com os tubarões.

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