Passeio de Buggy em Natal: as dunas de Genipabu

Passeio de Buggy em Natal: as dunas de Genipabu

Dentre as várias atividades que podemos fazer na capital potiguar, o passeio de buggy em Natal para as dunas de Genipabu é uma opção imperdível.

É um lugar com beleza natural e uma pitada de aventura. Lembro-me do bugueiro, com segurança total na direção, chegar à beira de um abismo de areia e eu pensar comigo mesmo: Ele não vai descer aí!!

Pois é, quando me dei por conta já estava “duna abaixo”. Os motoristas são super confiáveis e é um passeio seguro.

Passeio de buggy em Natal pelas dunas de Genipabu
Passeio de buggy em Natal pelas dunas de Genipabu

Detalhes importantes

A princípio é preciso lembrar que este passeio é completo e diverso pois envolve várias atividades como lagoas, esquibunda, passseio com dromedários e a “montanha-russa” de areia.

Algumas destas atividades são opcionais e não estarão incluídas no preço do passeio.

Este é um passeio de um dia todo e você pode optar por entrar num grupo ou fazer de forma privativa, de qualquer forma o valor total do buggy deverá ser pago, independente se estiverem em quatro ou duas pessoas.

Pelas dunas do litoral norte
Pelas dunas do litoral norte

Se você está indo para Natal reserve um dos dias para este passeio. Eu aconselho que procure informações sobre as agências pela internet.

O bairro mais turístico de Natal é Ponta Negra, ali é bem fácil encontrar agências oferecendo o mais famoso passeio de buggy em Natal.

O passeio de buggy em Natal é regulamentado pela SETUR/RN, a qual é responsável por emitir as credenciais oficiais. Hoje existem aproximadamente 722 bugueiros credenciados.

Desta forma, peça para ver a credencial do motorista antes de fechar o passeio. Assim todos ficam mais tranquilos.

Quando for negociar pergunte claramente o que está incluído, assim você não tem surpresas depois, já que existem travessias, atividades opcionais e taxas.

Como é o passeio

Este é um passeio longo, começando perto das 9 e terminando às 15

A princípio o bugueiro te pergunta “com ou sem emoção”  e você já vai ter uma ideia de como será caso responsa sim. Eu fui com emoção e curti muito, porém é possível fazer de forma contemplativa também.

Crédito: www.natalbrasil.tur.br
Crédito: www.natalbrasil.tur.br

Uma primeira etapa é a travessia do rio Ceará Mirim em rústicas balsas.  A gente fica um pouco apreensivo, mas a tranquilidade das pessoas trabalhando nos passa confiança.

A travessia do Ceará Mirim
A travessia do Ceará Mirim

Dependendo da maré o bugueiro pode mudar a ordem do passeio, por isso vou falar dos lugares que visitei sem se preocupar com a ordem cronológica.

É no parque das Dunas Móveis que o bugueiro “rasga” as montanhas e você sente a adrenalina e o vento na cara. Confesso que fiz o passeio pensando “ah não deve ser tanta aventura assim” mas digo que senti um frio na barriga quando o motorista parava no topo de uma duna e eu pensava comigo mesmo “ele não vai descer aqui” pois é, o amigo motorista descia e a galera do buggy pedia cada vez mais.

A montanha russa de areia. Crédito www.natalonline.com
A montanha russa de areia. Crédito www.natalonline.com

Contornando dunas e e mais dunas eu me sentia numa montanha russa de areia. Em alguns lugares a inclinação realmente impressiona e parece que o buggy vai virar,  porém fiquem tranquilos, não vira e é seguro, os caras são super profissionais.

Genipabu

As dunas de Genipabu são um espetáculo a parte, aquela imensidão de areia nos faz lembrar o deserto, ideia reforçada pela presença de dromedários. Parece que trouxeram um e vendo que o mesmo se adaptava foi criado uma espécie de passeio meio Saara-brasileiro. Para confessar não acho original, e por isso não fiz atividade.

Crédito: www.dromedunas.com.br
Crédito: www.dromedunas.com.br

Todo o complexo das dunas é uma área de preservação ambiental e fica na cidade de Extremoz, a aproximadamente 20Km de Natal. Aproveite para curtir o visual da Praia de Genipabu e contemplar a natureza.

Crédito: www.praiasdenatal.com.br
Crédito: www.praiasdenatal.com.br

Lagoa de Jacumã

Outro ponto de destaque no passeio de buggy em Natal é a Lagoa de Jacumã. É justamente aí que pode-se ir de “aerobunda” ou “skibunda” até a lagoa.

A Lago de Jacumã com os "aerobundas"
A Lago de Jacumã com os “aerobundas”

Lagoa de Pitangui

O passeio segue até a Lagoa de Pitangui, um lugar para relaxar tomando uma caipirinha com os pés nas águas tranquilas da lagoa.

Crédito www.praiasdenatal.com.br
Crédito www.praiasdenatal.com.br

Já conhece Natal ? Este  passeio é um clássico no Rio Grande Norte.

Dicas gerais

  • Procure por informações na internet sobre as agências
  • Confirme se o bugueiro tem a credencial para fazer os passeios
  • Verifique tudo o que está incluído
  • É possível conhecer as lagoas com carro alugado, mas acredito que fazer todo o percurso de buggy é mais prático, seguro e divertido. Não sei como seria colocar um carro naquela balsa em Ceará Mirim
  • Leve uma pequena mochila com uma troca de roupa, boné, protetor solar e água
  • Eles param num restaurante turístico e não gostei da opção. Talvez se soubesse antes teria levado um lanche
  • É um passeio de praticamente o dia todo, geralmente entre 9 e 16
  • Gostei de passar o final da tarde nas dunas, ver o por do sol ali deve ser lindo, porém retornamos antes.
  • O valor do buggy para 4 pessoas é aproximadamente R$ 580,00 (set/18)

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Oktoberfest Blumenau 2018: confira 10 curiosidades sobre a maior festa alemã do Brasil

Oktoberfest Blumenau 2018: a maior festa alemã do Brasil

Nosso “Brasilsão” é tão diverso que temos um pedaço da Alemanha aqui. Em outubro mais de 500 mil pessoas vão para Blumenau celebrar e comemorar esta cultura germânica com música, dança, trajes típicos e muita cerveja, é claro!!

Crédito: www.oktoberfestblumenau.com.br. Oktoberfest Blumenau 2018
Crédito: www.oktoberfestblumenau.com.br

Este ano a festa ocorre entre 03/10 e 21/10. Ainda é tempo para se programar e aproveitar este importante evento no sul do Brasil.

Dez curiosidades para você ficar por dentro da festa

1 – Quem vai com trajes típicos paga meia entrada

Blumenau pára durante a Oktoberfest, e a cidade toda fica no clima alemão. É muito comum ver as pessoas andando pelas ruas com os trajes típicos.

Para os homens as dicas são: o chapéu, a camisa e o suspensório, as mulheres apostam em tiaras floridas, vestidos com detalhes em renda e bordado e as meias na altura do joelho.

Crédito: www.belasantacatarina.com.br
Crédito: www.belasantacatarina.com.br

2 – Ein Prosit!!

Esta vai ser a expressão mais ouvida na animada festa alemã, significa Um brinde!!

Ein Prosit!!

3 – Em alguns dias a entrada é gratuita

Estes serão os dias gratuitos na Oktoberfest Blumenau 2018: primeiro dia de festa – 03/10 – último dia de festa – 21/10, e nos dias 08/10 e 15/10

Curtir a Oktoberfest sem pagar nada é uma boa né ?
Curtir a Oktoberfest sem pagar nada é uma boa né ?

4 – A Oktoberfest na Alemanha

A festa acontece anualmente em Munique na Alemanha e existem registros históricos sobre a celebração desde 1811. Lá a festa é conhecida como Weisn.

A Oktoberfest de Munique
A Oktoberfest de Munique

5 – Haja chopp!!

Você sabia que em 2017 foram consumidos mais de 650 mil litros de chopp durante a festa?? Prosit!! E você vai ajudar a bater a meta na Oktoberfest Blumenau 2018 ?

E aí, está preparado para a Oktoberfest 2018 ?
E aí, está preparado para a Oktoberfest 2018 ?

6 – Quem mais consome cerveja no mundo ?

Se você acha que é Alemanha errou!! O país que mais consome cerveja no mundo é a República Tcheca, onde acredita-se quem em média cada habitante tome mais de uma latinha por dia!!

Praga, a capital do país onde mais se consome cerveja no mundo.
Praga, a capital do país onde mais se consome cerveja no mundo.

7 – Não perca o Desfile Oficial!!

Existem atrações fora do pavilhão. Os lindos desfiles oficiais, que mostram a cultura germânica em Blumenau acontecem na Rua XV de Novembro nos dias:

Quartas, dias 3, 10, 17/out – 19h30 e
sábados, dias 6, 13, 20 – 16h

Crédito: www.informeblumenau.com.br
Crédito: www.informeblumenau.com.br

8 – Fritz & Frida

Antes de embarcar para a Oktoberfest Blumenau 2018 você tem que saber quem são Fritz e Frida !!

Eles forma o casal símbolo da festa e inspiram os foliões com seus típicos trajes germânicos.

Crédito: www.riovalejornal.com.br
Crédito: www.riovalejornal.com.br

9 – Chucrute – o arroz alemão

O chucrute é uma conserva de repolho fermentado e acompanha bem os tradicionais Kassler e Eisbein.

O chucrute sempre acompanha bem os tradicionais pratos a base de carne de porco
O chucrute sempre acompanha bem os tradicionais pratos a base de carne de porco

10 – Programe-se

É de se esperar que a Oktoberfest Blumenau 2018 lote a cidade de Blumenau. Compre antecipadamente os ingressos pelo site oficial e reserve seu hotel.

Crédito: www.turismoblumenau.com.br
Crédito: www.turismoblumenau.com.br

Que tal aproveitar o feriado do dia 12 e passar uns dias por lá ? Ah não se esqueçam que dia 07/10 são as eleições!!

Divirtam-se!!

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Pontos turísticos de Belém do Pará: história, natureza e gastronomia e mais 12 dicas

Pontos turísticos de Belém do Pará

O Brasil é tão diversos que às vezes, quando viajamos, temos a sensação de estar em outros países, tamanha é nossa diversidade cultural.

Foi assim que aconteceu quando conheci Belém do Pará, a cidade que tem características muito especiais que a tornam um exemplo da original cultura brasileira.

Gaby Amarantos com suas roupas extravagantes trouxe muito do Pará, e antes dela a Fafá, sempre foi uma representante do estado no cenário musical brasileiro. Não podemos esquecer da Dona Onete com a música; “…eu vou dançar Carimbó lá no Ver-o-Peso…”

O Carimbó no Ver-o-Peso Pontos Turísticos de Belém do Pará
O Carimbó no Ver-o-Peso

Belém do Pará se destaca por sua gastronomia e história da cidade que é uma das portas para a Amazônia.

O que conhecer por lá. Quais são os principais pontos turísticos de Belém do Pará

A cidade tem muitos atrativos históricos e naturais. É bem verdade que os últimos governos não deram muita atenção e alguns lugares não estão bem cuidados, de toda forma, conhecer Belém do Pará é mergulhar na Cultura Amazônica.

Mercado Ver-o-Peso

Um dos mercados mais antigos do país, inaugurado em 1625 é um polo de gastronomia e lazer. A estrutura de ferro azul se destaca frente à Baia do Guajará.

O Mercado Ver-o-Peso com sua característica construção em azul às margens do Guajará em Belém do Pará
O Mercado Ver-o-Peso com sua característica construção em azul às margens do Guajará

Caminhe por entre os comerciantes e pelos restaurantes onde poderá provar o açaí com peixe, não como no Sudeste, mas sim como um acompanhamento de um prato salgado.

Também observe as tradicionais garrafadas, que são preparos feitos com plantas medicinais de forma caseira. Algumas tem mais de 20 tipos de raízes e folhas que prometem curar tudo: de impotência sexual à enxaqueca.

Conferindo as garrafadas no Ver-o-Peso
Conferindo as garrafadas no Ver-o-Peso

Forte do Presépio

Bem perto do Mercado, o Forte do Presépio foi fundado quase que ao mesmo tempo de Belém do Pará, lá no século XVII.

Os canhões protegendo o Forte do Presépio em Belém do Pará
Os canhões protegendo o Forte do Presépio em Belém do Pará

Tem este nome porque os portugueses, querendo impor seu domínio sobre a região, enviaram embarcações no dia 25 de dezembro de 1615.

Além de exposições temporárias, do forte temos uma bela vista da Baia do Guajará e para o Mercado ver-o-Peso

A Baia do Guajará no por do sol
A Baia do Guajará no por do sol

Casa das 11 Janelas

O belo edifício abriga o Museu de Arte Moderna e Contemporânea e é um dos cartões postais de Belém,

Da parte externa do edifício passeie e aprecie as belas vistas para o rio.

Mangal das Garças

Fazendo parte de um projeto de revitalização, o Mangal das Garças foi inaugurado em 2005 em um lugar que representa a diversidade amazônica com mais de 300 tipos de árvores nativas.

Dos decks do Mangal das Garças temos excelentes vistas para o Rio Guamá em Belém do Pará
Dos decks do Mangal das Garças temos excelentes vistas para o Rio Guamá em Belém do Pará

O Viveiro dos Pássaros também é outro ponto que chama a atenção e deve ser visitado.

Caso queira ter uma visão panorâmica, o farol de Belém, com 47 metros de altura oferece uma vista privilegiada do Rio Guamá.

Para completar o passeio, existe um excelente restaurante por lá:o Manjar das Garças..

Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré

Não podemos esquecer desta igreja e do Círio de Belém, que é um das maiores manifestações religiosas do mundo. Tive o prazer de participar do Círio em 2013 e foi emocionante, porém vou escrever um artigo especialmente sobre o assunto.

A multidão de peregrinos acompanhando a emocionante procissão do Círio.
A multidão de peregrinos acompanhando a emocionante procissão do Círio.

Nesta igreja, com imponente fachada, foi encontrada a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, e durante o Círio é o destino dos peregrinos que participam da bonita procissão.

A bonita igreja de Nossa Senhora de Nazaré
A bonita igreja de Nossa Senhora de Nazaré

Estação das Docas

O antigo porto fluvial de Belém do Pará foi revitalizado e se transformou num polo turístico com lojas e restaurantes. Com certeza este local é uma ótima pedida para um passeio num final de tarde ou jantar.

Passear pela Estação das Docas é um ótimo passeio em Belém do Pará
Passear pela Estação das Docas é um ótimo passeio em Belém do Pará

A marca registrada do local são os enormes guindastes pintados de amarelo que foram importados dos Estados Unidos no século XX e hoje fazem parte deste cartão postal de Belém.

As 12 Dicas do Viajante Curioso

Não deixe de provar o pato com tucupi

O tacacá é outro dica da gastronomia paraense. Com forte sabor, que levanta até defunto

Note as belas mangueiras no centro da cidade. Quanto estive lá a trabalho perguntei para uma amiga se não era perigoso cair aquelas mangas enormes na cabeça das pessoas, ela afirmou claramente que não. Aí ela estacionou o carro e fomos almoçar, quando voltamos uma manga do tamanho de uma bola tinha feito um amassado considerável em seu carro – coisas de Belém do Pará

A chuva é constante, não se assuste com elas. Chove todo dia e aqui se marca os compromissos para “antes ou depois da chuva”

Se delicie com o mingau de tapioca, é muito bom.

Os sorvetes da Cairú tem o sabor da Amazônia. Experimente aqueles sabores que você nunca ouviu falar

E as frutas: Açaí, cupuaçu, taperebá, bacuri, mangaba, pupunha, manga, uxi. Conhece todas ?

Nas proximidades do Ver-o-peso, perto dos casario antigo, note o movimento dos trabalhadores trazendo o açaí da floresta.

Você sabia que no passado as ondas do rádio sintonizavam estações do Caribe em Belém do Pará e isso influenciou a musicalidade no Estado ?

Aparelhagem é o nome de uma festa muito comum por lá, uma espécie de música eletrônica paraense

Você sabia que existem os palcos deslizantes na Estação das Docas, onde as bandas circulam pelos diversos armazéns ?

E por final: É QUENTE!!

Belém realmente foi um lugar que me surpreendeu. Descubra todos estes pontos turísticos de Belém do Pará e se deixe levar pela originalidade da cultura paraense.

Siga-me no Instagram @viajante_curioso, todo dia posto uma dica sobre turista por lá!!

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Passeio de barco em Manaus: da Interação com botos ao Encontro das Águas

Passeio de barco em Manaus – desde a Interação com botos até o Encontro das Águas

Já tinha rodado por vários países antes de conhecer Manaus e um pouco da nossa Amazônia. Toda vez que viajava e dizia que era brasileiro algum gringo me falava dos maravilhas da maior floresta tropical do mundo e me mostrava as fotos da interação com botos e eu ficava com aquela cara de dúvida, afinal eu ainda não conhecia.

A diversidade de Floresta Amazônica encanta turistas de todo o mundo. Passeio de barco em Manaus
A diversidade de Floresta Amazônica encanta turistas de todo o mundo

A impressão que tenho é que ainda nós brasileiros não nos demos conta desta parte do Brasil, tão rica natural e culturalmente onde a natureza dá um show de grandiosidade.

O safári amazônico

Este passeio de barco em Manaus é muito comum para quem visita a capital do Amazonas, sendo que a proposta é explorar regiões próximas à cidade em um passeio de um dia.

A saída é as 9h e o retorno as 16h e geralmente inclui almoço, guia bilíngue, taxa de embarque e de visitação

Saindo do porto, o passeio de barco em Manaus começa a subir o Rio Negro em direção à plataforma flutuante de interação com botos.

Além dos famosos catamarãs é possível fazer um cruzeiro pela região
Além dos famosos catamarãs é possível fazer um cruzeiro pela região

A viagem segue com destino à uma comunidade indígena para participar de um ritual de apresentação. Logo após descemos o Negro passando pela orla da cidade em direção ao Parque Ecológico Janauary para visitar as vitórias-régias.

É neste local que é servido um almoço regional com cardápio à base de peixes, carne ou frango, saladas e acompanhamentos. Depois o passeio segue em direção à comunidade de casas flutuantes do Catalão e logo após a lancha vai em direção ao famoso Encontro das Águas.

Interação com botos

Para mim este é um dos pontos altos do passeio de barco em Manaus, onde pequenos grupos entram no rio junto a um guia que atrai os botos.

Caso o grupo seja grande é preciso esperar, pois não entram todos na água de uma só vez. Fiz este passeio com bastante cautela e perguntei antes quando ao impacto aos animais, lembrando que sempre procuro fazer atividades que respeitem o meio ambiente, aliás tenho um artigo onde falo sobre isso.

A interação com botos no Rio Negro
A interação com botos no Rio Negro

O grande barato deste passeio são os saltos do boto em direção à comida oferecida pelo guia. Pelo que me informei até os saltos são contados de forma que o animal não perca seu instinto selvagem.

Minha experiência foi muito legal, pois como viajava sozinho fui um dos últimos a entrar na água, pois as outras pessoas queria entrar com suas famílias e amigos. Ficamos na água somente em duas pessoas brincando o boto.

Fui bem sortudo e consegui este momento único na interação com botos
Fui bem sortudo e consegui este momento único na interação com botos

Foi bem interessante que várias vezes ele esbarrava em mim e podia sentir sua pele, a qual tinha um toque meio “emborrachado”. Como queria registrar o momento deixei meu celular com uma menina que gentilmente tirou várias fotos para mim.

Comunidade Indígena

Depois de navegar desde a plataforma de interação com os botos chegamos numa bonita maloca ás margens do Rio Negro, onde somos recepcionados por índios, que acompanham cada pessoa até a grande cabana.

Maloca é um tipo de cabana comunitária utilizada por alguns nativos indígenas da região amazônica, notadamente na Colômbia e Brasil. Cada tribo tem sua própria espécie de maloca, com características únicas que ajudam a distinguir um povo do outro. Fonte: Wikipedia

 

Esta parte do passeio de barco em Manaus onde procuro descrever com um pouco de cautela, pois não gosto de atividades onde o ser humano é a atração, ou seja, uma espécie de “safári humano”, o qual explico também neste artigo .

Pode parecer que fui contraditório, mas não consegui muitas informações anteriores. Sendo assim, se você amigo leitor souber de algo que desrespeite os índios neste passeio por favor deixe um comentário, ok ?

 

Os índios recepcionando os turistas às margens do Rio Negro
Os índios recepcionando os turistas às margens do Rio Negro

Neste local os índios explicam o dia a dia, falam sobre espiritualidade e convidam os turistas a dançar com eles. Para confessar, fiquei um pouco constrangido, porém de forma geral procurei observar o ritual com muito respeito e admiração. Independente de tudo, foi um experiência legal e com um visual muito bonito para o Rio Negro.

Os índios apresentando um ritual
Os índios apresentando um ritual

Meu constrangimento se deve muito ao respeito pela cultura, de forma que não gostaria de participar de um programa só “para turista ver”. Não é uma crítica, apenas um comentário sobre a experiência. No mais, não vi nada de desrespeitoso, mas já vi relatos de turistas fazendo brincadeira com a nudez dos índios.

Parque Ecológico Janauary

O Parque Janauary possibilita uma experiência light na Amazônia. O local concentra vários ecossistemas da região e é super acessível aos turistas.

O local possui áreas de terra firme, várzea e igapós, porém a protagonista aqui são as vitórias-régias, a planta que pode chegar a 2 metros de diâmetro. Através de uma passarela rústica chegamos a uma espécie de mirante para admirar a bela flor amazônica.

A beleza das Vitórias Régias no Janauary
A beleza das Vitórias Régias no Janauary

Caminhando pela passarela fomos recepcionados por vários macacos que ficavam pulando e brincando na nossa frente.

Os macaquinhos dando um show pra gente
Os macaquinhos dando um show pra gente

No local também tem uma loja de artesanato, onde tem algumas peças bastante interessantes. Também é no parque Janauary que é servido o almoço, o qual foi farto e com deliciosos peixes.

A loja de artesanatos no Parque Janauary
A loja de artesanatos no Parque Janauary

Casas flutuantes de Catalão

Após o almoço voltamos ao barco e seguimos para as casas flutuantes de Catalão. Confesso que gostei bastante desta parte do passeio, pois foi muito legal ver as casas de madeira boiando no rio.

As casas flutuantes da comunidade de Catalão
As casas flutuantes da comunidade de Catalão

Existem mais de 100 casas nesta comunidade onde as ruas são de água. Durante as cheias, quando o nível do Rio Negro aumenta e alaga kilometros de margens a vida permanece normal por ali.

Mas não pense que é uma festa, onde você pode chegar lá, fazer uma casa e começar a “flutuar”, existe uma associação de moradores que se preocupa com a construção de novas casas, já que não há espaço para todos.

Bares e restaurantes também flutuam sobre as águas do Rio Negro
Bares e restaurantes também flutuam sobre as águas do Rio Negro

As casas flutuam graças a uma madeira chamada açacu, que fora da água estraga em 2 anos, porém molhada pode durar décadas.

E a vida segue tranquila pelas águas do Rio Negro
E a vida segue tranquila pelas águas do Rio Negro

O Encontro das Águas

Talvez este seja um dos fenômenos mais conhecidos no Brasil, onde as águas no Rio Negro e Solimões se encontram mas preferem seguir separadas por 6 Km, juntando-se somente depois onde formam o Rio Amazonas.

Pela foto não é possível mostrar toda a beleza do Encontro das Águas
Pela foto não é possível mostrar toda a beleza do Encontro das Águas

Enquanto o Rio Negro tem uma coloração que parece chá-preto, o Solimões é mais barrento, com uma cor creme. A composição dos rios é diferente em vários aspectos como velocidade que o rio flui, temperatura e composição. Estas características são as que impedem dos rios se misturarem tão facilmente.

É difícil falar o melhor lugar para ver as linhas que separam os dois rios, mas com certeza quanto mais alto estiver melhor, pois daí teremos uma visão mais completa. Eu fiquei feliz com minha experiência, não consegui as melhores fotos mas o fenômeno está gravado na minha mente.

Os rios seguem assim sem se misturar por 6km
Os rios seguem assim sem se misturar por 6km

Minhas percepções

As viagens para o Amazonas podem ser feitas de várias formas, até de cruzeiro. Outras opções são os hotéis de selva, onde o preço pode ser bem salgado.

Acredito que este passeio de barco em Manaus é imprescindível para quem visita a região, principalmente pela interação com botos. Porém não esqueça que tem muito mais!! Existem cidades como Presidente Figueiredo, onde é possível visitar cachoeiras e estar em contato com a natureza.

A bela ponte sobre o Rio Negro conectando Manaus e Iranduba
A bela ponte sobre o Rio Negro conectando Manaus e Iranduba

E aí, gostaram de mais esta dica sobre o passeio de barco em Manaus ?

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Roteiro Istambul: Conheça os Palácios e Mesquitas em 4 dias

Roteiro Istambul: Conheça os principais Palácios e Mesquitas em 4 dias

Istambul é uma das cidades mais visitadas do mundo e muitas características a fazem tão importante, como estar localizada entre Europa e Ásia. A cidade dividida encanta os turistas com esta geografia especial.

Istambul é a ligação entre Ocidente e Oriente. Roteiro Istambul
Istambul é a ligação entre Ocidente e Oriente

A importante cidade do enorme e temido Império Otomano, o qual dominou uma porção enorme de territórios na Ásia, Norte da África e Europa já tinha sido também uma espécie de Roma do Oriente.

Com tudo isso, não é difícil imaginar que a capital turca seja um prato cheio de história, com sua enorme cidade ligada por pontes, o Bósforo, suas mesquitas e palácios que são os pontos principais de um roteiro Istambul.

Istambul é uma cidade que encanta com sua geografia especial
Istambul é uma cidade que encanta com sua geografia especial

O país não é uma barbada em questão de valores, apesar de R$ 1 valer 1,54 Liras (ago/2018) a maioria dos preços lá é em euro. Digamos que não seja caro como França ou Itália, mas também não é barato como alguns países do leste europeu.

Circulando pela cidade

Istambul é grande. Com o TRAM, um trem de superfície, se roda boa parte dos locais turísticos da cidade. Quando fui em 2014 ainda não existia UBER, mas me parece que o aplicativo ainda enfrenta dificuldades na Turquia.

Um boca dica para se hospedar é escolher os bairros de Sultanahmet e Beyoglu já que estes te darão acesso à várias atrações a pé.

A região de Sultanahmet
A região de Sultanahmet

Comendo e bebendo

Eu sou suspeito em falar de comida, pois adoro a gastronomia turca, mas caso não seja a sua, Istambul é uma cidade cosmopolita onde você encontrará todo tipo de culinária. Se você optar pelos restaurantes da área turística, pagará valores mais inflacionados.

As mulheres preparando o pão na entrada dos restaurantes
As mulheres preparando o pão na entrada dos restaurantes

Eu almocei várias vezes no Taşdelen Karadeniz Et Lokantası, além de bom os preços me pareceram melhores que os de Sultanahmet. Adorei os charutinhos de folhas de uva que provei por lá.

Achei interessante lá que todo mundo tomava uma espécie de iogurte, da marca Ayram, provei e não gostei.

Todo mundo tomava isso por lá, tem gosto de iogurte porém é mais líquido.
Todo mundo tomava isso por lá, tem gosto de iogurte porém é mais líquido.

Dica de Roteiro Istambul

Istambul é uma cidade que merece ao menos 4 dias inteiros, já que várias atrações ocupam meio período. Dentre os vários lugares vou destacar duas mesquitas e dois palácios, vamos lá ?

Mesquita Azul

Se você ficar hospedado em Sultanahmet ficará fácil de ir. Obviamente o lugar pode estar a uma pequena caminhada do seu hotel, mas sempre a uma distância possível de ser feita a pé. O grande templo pode ser visto de muitos pontos de Istambul e impressiona pela grandiosidade com seus 6 minaretes.

A Mesquita Azul impressiona com sua grandiosidade
A Mesquita Azul impressiona com sua grandiosidade

A mesquita construída entre 1609 e 1616 a mando do Sultão Amade sempre foi pretensiosa, afinal o todo-poderoso queria uma obra maior que a Hagia Sophia. O entusiasmo dele era tanto que dizem que o próprio cara trabalhou na obra, a qual ele não viu ficar pronta, falecendo aos 27 anos.

A entrada é gratuita mas eles fecham por uma hora e meia durante as orações. Por ser um templo religioso é preciso um pouco de cuidado com roupas e com o comportamento. Eu fui de calça jeans mas vi vários turistas usando bermudas. Para mulheres sempre é bom ter um lenço que cubra os ombros.

Eu passando o maior calor de calça jeans na Mesquita Azul
Eu passando o maior calor de calça jeans na Mesquita Azul

É proibida a entrada com calçados, como em qualquer mesquita, aí você pode colocá-los numa sacolinha ou deixar do lado de fora.

O nome Mesquita Azul vem por conta do seu interior decorado com azulejos azuis que se destacam com a luminosidade que vem de 260 janelas.

O impressionante interior da Mesquita Azul com seus enormes tapetes
O impressionante interior da Mesquita Azul com seus enormes tapetes

Toda esta grandiosidade implica em uma enxurrada de turistas, não tem jeito. Se quiser um pouco mais de calma procure ir logo cedo. Além do interior da Mesquita não deixe de visitar o pátio interno.

A Mesquita Azul é um ícone turco e deve estar no seu roteiro Istambul, sem contar que é um dos mais importantes monumentos do mundo.

Hagia Sophia

Muito mais antiga que a Mesquita Azul, a Hagia Sophia, que significa Santa Sabedoria foi erguida entre os anos de 532 e 537. O grande barato deste templo é o múltiplo uso do prédio ao longo dos anos.

A princípio ela foi construída para ser a Catedral do Império Bizantino em Constantinopla (atualmente Istambul). Entre 1204 e 1261 a Hagia Sophia foi convertida em uma Catedral Católica.

A Hagia Sophia é testemunha de toda a história de Istambul
A Hagia Sophia é testemunha de toda a história de Istambul

Entre os anos de 1453 e 1931 o templo foi convertido em uma Mesquita, durante os anos do Império Otomano. Em 1935 a mesma se tornou um museu, data em que foi secularizada.

O magnifico interior da Hagia Sophia
O magnífico interior da Hagia Sophia

O mais interessante de visitar a Hagia Sophia é ver estas sobreposições, como a transformação de uma catedral cristã em Mesquita. Uma fato interessante é que diversos mosaicos com figuras cristãs foram cobertos, já que no Islamismo não existe imagens. Somente em 1931 estes mosaicos foram restaurados e podem ser admirados hoje em dia.

Os mosaicos na Hagia Sophia
Os mosaicos na Hagia Sophia

Apenas como curiosidade, em Sevilha na Espanha vemos algo parecido, só que ao contrário, quando a Mesquita de Sevilha foi convertida em uma Igreja Católica, durante a expulsão dos mouros do sul da Espanha.

Por ser um museu existe uma taxa de entrada, os horários e valores podem ser conferidos no site oficial. O valor da visita em 2018 é 40 TL, aproximadamente R$ 26,00 (câmbio ago/2018).

A Hagia Sophia tem uma enorme importância histórica, pois era tipo um “Vaticano do Oriente”, razão pela qual deve estar no seu roteiro Istambul.

Palácio Topkaki

Os Imperadores ordenaram a construção de um palácio com vistas para o Bósforo que fosse à altura dos líderes do Império Otomano.

As vistas do Topkaki para o Bósforo são incríveis
As vistas do Topkaki para o Bósforo são incríveis

Não sei se a expressão “pelas barbas do profeta” veio daí, mas no Topkaki existe esta relíquia, que são os pelos da barba de Maomé. Para falar a verdade não sabia deste detalhe, só descobri quando estava lá.

Caminhar pelo palácio é se deparar com detalhes incríveis da Arquitetura Otomana
Caminhar pelo palácio é se deparar com detalhes incríveis da Arquitetura Otomana

A visita ao Palácio começa pelo Portão da Saudação. Lá dentro é preciso fazer um roteirinho do que ver, já que existem várias salas, jardins e páteos. Não deixe de ir nos terraços com vista para o Bósforo e admirar os minaretes da cidade de Istambul.

O Portão da Saudação no Palácio Topkaki
O Portão da Saudação no Palácio Topkaki

Também é interessante visitar o harém, que já chegou a hospedar 1000 mulheres, as quais ficavam à disposição do sultão

Confira o site oficial com todas as informações sobre horários e preços. Particularmente achei a entrada um pouco “salgada” pois existem valores para cada parte do Palácio Museu. Para o museu são 40 TL, para o harém mais 25 TL  e para Hagia Irene, uma igreja que fica dentro do complexo mais 20 TL.

Os detalhes do Topkaki
Os detalhes do Topkaki

Não é a sua visitar palácios e museus ?  Se dê uma chance e se deixe surpreender neste seu roteiro Istambul.

Palácio Dolmabahçe

A primeira curiosidade é que o c cedilha em turco tem som de “tche”, sendo assim os turcos pronunciam “Dolmabatche”.

O palácio foi construído às margens do Bósforo, e é todo em estilo europeu. Em um cruzeiro pelo estreito, atividade altamente recomendada em Istambul, você poderá apreciar o palácio e toda sua grandiosidade vistos do mar.

O Palácio Dolmabahçe visto do mar
O Palácio Dolmabahçe visto do mar

Se você estiver hospedado em Sultanahmet, tome um TRAM em desça em Kabataş, da estação são apenas 10 min até a entrada do palácio. Ah observe este s com cedilha, em turco se pronuncia com som de x, seria algo como “Kabataxe”.

Os curiosos bancos na estação do TRAM
Os curiosos bancos na estação do TRAM

Logo na entrada do palácio o colorido dos jardins já impressiona. Outro destaque são os enormes portões para o Bósforo.

O colorido dos jardins do Palácio
O colorido dos jardins do Palácio
Os enormes portões para o Bósforo
Os enormes portões para o Bósforo

Não encontrei o site oficial, porém as informações que tenho é que o mesmo funciona entre 09h e 16h e fecha toda segunda e quinta. É importante confirmar esta informação ao chegar em Istambul.  O valor de entrada (agosto/2018) são 30 TL.

Todo o complexo do palácio é rico em detalhes
Todo o complexo do palácio é rico em detalhes

A visita ao interior do palácio ocorre em pequenos grupos com um tour guiado em inglês. São percorridos vários salões, onde não é possível tirar fotos. O mais impressionante é o grande salão de festas com 2 mil metros quadrados onde existe um enorme lustre.

Toda a visita deve ser feita sem calçados, mas eles fornecem um saco plástico.

A visita valeu a pena, apenas se prepare para as filas, e fica como dica ir cedinho.

Chegando ao Palácio Dolmabahse e já me impressionando com a arquitetura
Chegando ao Palácio Dolmabahse e já me impressionando com a arquitetura

É isso aí, prometi e falei de dois palácios e duas mesquitas que cabem num roteiro Istambul de 4 dias. Mas a capital turca tem mais surpresas que encantam os turistas como os mercados, o Grand Bazar e os famosos banhos turcos, mas isso é assunto para outros post.

Até mais!!

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

Continuar lendo “Roteiro Istambul: Conheça os Palácios e Mesquitas em 4 dias”

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Como ir de Fez a Chefchaouen: a cidade com todos os tons de azul no Marrocos

Como ir de Fez a Chefchaouen – a cidade com todos os tons de azul no Marrocos

O Instagram foi o grande culpado pela minha vontade de conhecer Chefchaouen no Marrocos. Fiquei encantado com aquela cidade toda em azul logo abaixo de montanhas. Mas que lugar era aquele ?

Todos os tons de azul em Chefchaouen. Como ir de Fez a Chefchaouen
Todos os tons de azul em Chefchaouen

Situada no norte do Marrocos, com as belas Montanhas Rif a emoldurando, Chefchaouen é uma cidade charmosa que fascina todos os turistas que a visitam. A cidade, fundada em 1471, foi povoada a princípio por exilados da Andaluzia, quando os católicos retomaram aquela parte da Espanha dos muçulmanos.

A cidade azul e as montanhas
A cidade azul e as montanhas

Hoje Chefchaouen caiu nas graças dos turistas e a cidade ficou famosa, basta procurar no Instagram que fotos curiosas de ruas e casas em tons de azul aparecem aos montes.

Uma cidade feita para ser fotogênica
Uma cidade feita para ser fotogênica

No meu roteiro pelo Marrocos esta cidade foi certamente um lugar que criei bastante expectativas e não me decepcionou!!

Como ir de Fez a Chefchaouen

Eu fui a Chefchaouen desde Fez, aliás neste artigo conto como foram meus dias por lá. É possível ir de excursão, mas como Viajante Independente que sou, fui por conta própria.

A cidade é ligada a Fez, Rabat e outros lugares importantes do Marrocos, a Companhia de Ônibus Supratours faz este trecho. Aliás Chefchaouen foi o único lugar que me preocupei em comprar os tickets com antecedência e mesmo assim não tinha o horário que queria. Porém no final deu tudo certo.

A viagem entre Fez e Chefchaouen demora umas 4:30h e o trecho é bem bonito. Chegando à cidade logo avistamos as montanhas Rif.

As Montanhas Rif protegendo a Cidade Azul
As Montanhas Rif protegendo a Cidade Azul

De Chefchaouen fui à Rabat e novamente me preocupei em comprar os tickets com antecedência.

A rodoviária de Chefchaouen fica um pouco longe da medina, é possível ir caminhando, porém é “morro acima”. Caso decida tomar um táxi, dificilmente a viagem custará mais que 20 MAD.

Aviso importante

Não estranhem se logo ao pegar o táxi o motorista já te ofereça maconha, isso é muito comum por lá e aconteceu inúmeras vezes comigo. Acredito que por ser homem e estar sozinho eles me abordavam mais comumente.

Acontece que em Chefchaouen existe muita plantação da erva em lugares perto das montanhas e a cidade é conhecida por este tipo de turismo também.

De forma alguma é perigoso, se não gosta apenas recuse e siga em frente, nada acontecerá. Mas prepare-se para ser abordado muitas e muitas vezes

O Azul de Chefchaouen

Muitas histórias explicam esta linda obsessão pelo azul, uma delas é que a cor espanta mosquitos e outras, um pouco mais nobres, falam de paz, da cor do sagrado e da representação do reino dos céus. Independente de tudo isso eu duvido você não ficar encantado com a cidade. Muitas vezes além das casas serem azuis, o chão também é. Fotógrafos se divertirão em cada cantinho da antiga medina.

Quando você menos espera aparece um cantinho azul
Quando você menos espera aparece um cantinho azul

Quantos dias ficar

Chefchaouen é uma cidade para descansar. Se você veio da agitação de Fez ou Marrakesh, a cidade Azul será um oásis de tranquilidade. De forma geral se conhece sim a cidade em um dia, mas aconselho que planeje sua estadia por aqui por 2 dias, assim poderá curtir as charmosas ruazinhas da medina sem pressa.

Este artigo é sobre como ir de Fez a Chefchaouen, porém a cidade pode ser incluída em roteiros do Norte do Marrocos também.

Caminhar sem direção pelas ruas da medina é uma das melhores atividades em Chaouen
Caminhar sem direção pelas ruas da medina é uma das melhores atividades em Chaouen

O que ver

A medina de Chefchaouen é pequena e fica nas encostas da montanha, sendo assim prepare-se para algumas subidinhas. O mais legal da cidade é andar e se perder por cantos que parecem intocados. Mesmo com muitos turistas a cidade guarda alguns lugares quase secretos.

Dependendo de onde estiver hospedado poderá ouvir o barulho de água de um pequeno rio que passa perto da cidade. Eu fui privilegiado com isso e com uma vista linda da montanha.

O rio que passa perto da Medina de Chefchaouen
O rio que passa perto da Medina de Chefchaouen

No final de tarde não deixe de subir para a Mesquita Espanhola. Por um bonito caminho margeando o rio se sobe uma pequena colina onde a cidade azul se apresenta na sua frente. Assistir ali o por do sol é uma atividade para nunca mais se esquecer.

A Mesquita espanhola, no alto de uma colina, é um excelente lugar para assistir ao por do sol.
A Mesquita espanhola, no alto de uma colina, é um excelente lugar para assistir ao por do sol.

Dentro da cidade preste atenção nos fornos comunitários. É um lugar onde eles tem um forno a lenha e os moradores levam a massa para assar lá, alguns destes fornos funcionam desde 1500.

Um forno que existe desde 1540 ?
Um forno que existe desde 1540 ?

É bastante interessante ver os homens usando um grande casaco, chamado djellaba, o qual cobre todo o corpo e tem um capuz. Turistas mais empolgados encontrarão esta roupa a venda facilmente nas lojinhas. No final da tarde, em ruas tranquilas, é interessante vê-los caminhando pelos estreitos becos, o que confere um ar misterioso à cidade.

Os homens encapuzados pelas ruas de Chefcahouen
Os homens encapuzados pelas ruas de Chefcahouen

O grande ponto de encontro na cidade é a Praça Uta-Al Hamman, com vários restaurantes e vista para as muralhas. É um lugar legal para curtir a noite. Artistas de rua e música deixam a área bem animada.

A bonita Praça Uta al Hamman
A bonita Praça Uta al Hamman

Ao andar pela medina de Chefchaouen é impossível não prestar atenção nas portas, todas são super decoradas e uma diferente da outra. A cada porta um flash.

Duvido você ir a Chefchaouen e não fotografar um monte de portas
Duvido você ir a Chefchaouen e não fotografar um monte de portas

Apesar da cidade receber muitos turistas ainda é possível ver o dia a dia dos moradores da cidade: homens com bicicleta transportando pães, senhores sentados nas praças escondidas da cidade e crianças brincando pelas estreitas ruazinhas. Chaouen, como carinhosamente é apelidada encanta com a simplicidade de seus habitantes.

O flagrante da menina que derrubou uma bandeja de biscoitos
O flagrante da menina que derrubou uma bandeja de biscoitos

Onde ficar

Existe uma infinidade de pousadas para todos os gostos e bolsos em Chefchaouen, o ideal é ficar dentro da medina, mas caso opte por ficar fora, procure hotéis perto das muralhas, assim fica fácil para entrar e sair da cidade antiga quando quiser.

Eu fiquei na Usha, uma simpática Guest House, com quartos confortáveis e decoração clean. Tem um bonito terraço onde eles servem o café da manhã com uma bela vista para as montanhas. Eles me atenderam super bem, inclusive quando fui embora tive que sair antes do horário que eles serviam o café da manhã, mas mesmo assim, atenciosamente, deixaram o café da manhã pronto para mim na cozinha.

tomando café da manhã no terraço da Guest House
Tomando café da manhã no terraço da Guest House

Gostou das dicas sobre como ir de Fez a Chefchaouen ? Não deixe de incluir esta cidade quando for ao Marrocos, tenho certeza que irá gostar !!

Confira todos os artigos que escrevi sobre o Marrocos aqui no meu blog. Se quiser confira também a hashtag #viajantecuriosonomarrocos  no Instagram, tem muitas dicas lá também.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Como ir para Meknes e Volubilis desde Fez

Como ir para Meknes e Volubilis desde Fez

Fiz um roteiro pelo Marrocos de forma a contemplar todas as cidades imperiais, passei por MarrakeshFez, Rabat e Meknes que explico neste artigo como ir para Meknes e Volubilis conta própria, já que Meknes está localizada a 63Km de Fez e é super fácil ir de trem.

Juntamente com Meknes é possível ir à Volubilis, que são ruínas de uma cidade do Império Romano dentro do Marrocos. É muito comum em Fez oferecerem este passeio e algumas agências oferecem também Moulay Idriss, uma cidade santa para os marroquinos. Vou explicar aqui como ir para Meknes e Volubilis, mas caso queira conhecer Moulay Idriss saiba que é perfeitamente possível fazer as três cidades no mesmo dia.

O Grande Arco em Volubilis
O Grande Arco em Volubilis

Apesar dos trens não abrangerem todo o Marrocos, eu fiquei positivamente impressionado quando precisei usar os mesmos. As estações são super bem cuidadas, os trens são baratos e pontuais e as viagens foram confortáveis. Em alguns trechos por 10 MAD a mais se viaja na primeira classe.

Se você pretende fazer este day trip comece cedo. Lembrando aqui que minhas dicas são para você que está em Fez e quer ir por conta própria a Meknes, Volubilis e Moulay Idriss. Abaixo todos os detalhes sobre como ir para Meknes e Volubilis.

Procure pela bonita estação de trens de Fez, que fica na parte nova da cidade, lá é possível comprar o ticket para Meknes por 32 MAD (abril/2018), não se preocupe em reservar antes, existem vários horários durante o dia. Vou ficar devendo o tempo total da viagem, mas foi super tranquilo, algo perto de uma hora e meia.

A bonita Gare de Fez
A bonita Gare de Fez

Chegando em Meknes eu aconselho seguir viagem direto para Volubilis ou Moulay Idriss, pois daí você deixa para conhecer Meknes na volta.

Na frente da estação de trem tem um ponto de táxi, se você estiver indo em mais de 2 pessoas de repente vale a pena negociar com um taxista, mas como estava sozinho fiz da maneira mais econômica nos chamados táxis compartilhados.

Funciona assim, você entra no táxi e espera outros passageiros, quando o táxi encher (eles colocam umas 5 pessoas) o carro sai.

Vou colocar todos os custos desta forma; considerando que fui sozinho e usei táxis compartilhados, aí vocês já terão uma ideia de como negociar.

Da estação de trem, tomei um táxi comum para o ponto dos táxis compartilhados, paguei somente 10 MAD por isso. Chegando neste ponto, tinha uma infinidade de táxis, pergunte por aqueles que vão a Moulay Idriss, não será difícil encontrar.

Mesmo que você não tenha interesse em conhecer Moulay Idriss terá que obrigatoriamente passar por esta cidade. O táxi compartilhado para Moulay Idriss custou 10 MAD

Chegando em Moulay Idriss precisei tomar outro táxi para Volubilis. Caso tenha mais turistas, converse com eles para irem juntos e dividir o valor da viagem, como estava sozinho e não tinha ninguém por lá arquei com o valor total de 30 MAD.

A volta ocorreu da mesma forma, tomei um táxi de Volubilis para Moulay Idriss por 30 MAD, de Moulay Idriss para Meknes em táxi compartilhado por 10 MAD e de Meknes Medina para a estação de trem por mais 10 MAD, é possível ir caminhando, mas como eu estava cansado voltei de táxi até a estação. A volta para Fez também foi tranquila, não fiquei mais que 10 min esperando o próximo trem, o qual paguei novamente 32 MAD, ou 22 MAD na classe econômica. O custo total deste passeio por 164 MAD (trens e táxis)

Resumindo como ir para Meknes e Volubilis

Trem de Fez a Meknes: 32 MAD

Táxi da estação de trem até onde ficam os táxis compartilhados: 10 MAD

Táxi compartilhado de Meknes até Moulay Idriss: 10 MAD

Taxi de Moulay Idriss a Volubilis: 30 MAD

A volta teve os mesmos custos.

Desta forma aconselho que tome este valor como base para negociar.  É possível ir de táxi desde Fez também.

O que fazer em Meknes

Cada dinastia marroquina escolhia uma cidade para ser a capital do reino, assim ocorreu também como Marrakesh, Fez e Rabat. Entre 1672 e 1727 foi a vez de Meknes.

O Centro Histórico é tombado pela UNESCO e muito do que se ver se encontra nesta região. Quando tiver voltado de Volubilis é possível ir caminhando da estação de táxis compartilhados até a medina, mas se preferir tome um táxi, não vai custar mais que 10 MAD.

Um dos destaques é o o Portão Bab Mansur, que impressiona pela grandiosidade e riqueza de detalhes. Conta a lenda que depois de pronto o sultão perguntou ao arquiteto se ele poderia ter feito ainda mais bonito, o arquiteto disse que sim e aí o sultão o matou. Lendas a parte, conhecer este portão é se deparar com os detalhes da rica arquitetura marroquina.

O grandioso Portão Bab Mansur
O grandioso Portão Bab Mansur

Dentro da medina existe também uma Madraça, que são as antigas escolas de Al Corão.  A diferença é que em Meknes tudo é bem mais tranquilo que Fez. Eu fiquei sozinho curtindo a arquitetura e os ricos detalhes do lugar.

Sozinho dentro da Madraça de Meknes
Sozinho dentro da Madraça de Meknes

Também é possível conhecer os Estábulos Reais, confesso que estava cansando este dia e acabei não indo, mas parece ser interessante.

É legal também admirar as muralhas que cercam a antiga medina. Outro portão legal de se conhecer é o Bab el Khemis. Achei interessante ver o carros atravessando o mesmo, num contraste do antigo e novo.

São mais de 40km de muralhes e belos portões como este
São mais de 40km de muralhas e belos portões como este

Os mercados de rua são pontos marcantes em todo o Marrocos, em Meknes a Place el-Hedim é um exemplo disso. Fica logo a frente do Bab Mansur e é um dos pontos principais da medina.

E Volubilis ?

Quando planejava meu roteiro pelo Marrocos, Volubilis me chamava a atenção por ser uma cidade romana no meio do território marroquino. Estamos acostumados a ver este tipo de ruínas na Europa e Oriente Médio, por isso fiz questão de ir à Volubilis.

E os romanos também chegaram aqui
E os romanos também chegaram aqui

Com certeza Volubilis tem proporções bem menores que muitas que conheci no Oriente Médio e na Europa, porém o que me chamou a atenção é que a mesma está num lugar muito bonito, em meio às férteis terras do Marrocos.

Os romanos escolheram o lugar a dedo, já que Volubilis fica no meio de uma extensa área de terras férteis no Marrocos
Os romanos escolheram o lugar a dedo, já que Volubilis fica no meio de uma extensa área de terras férteis no Marrocos

Aliás o caminho desde Moulay Idriss é bem bonito, em abril reparei que os campos eram tomados por uma pequena flor (se alguém que estiver lendo souber me fale o nome por favor) e tudo parecia um grande jardim.

As ruínas de Volubilis em meio aos campos verdes
As ruínas de Volubilis em meio aos campos verdes

Tente ver Volubilis desde ponto de vista, pelo conjunto, ainda mais se você já viu outras cidades romanas, já que Volubilis é relativamente pequena.

Toda vez que visito ruínas romanas fico imaginando como seria vendo a cidade toda em funcionamento. Como ir para Meknes e Volubilis
Toda vez que visito Ruínas do Império Romano fico imaginando como seriam as cidades naquela época

Mesmo assim andar pelas suas antigas ruas e observar os mosaicos e o grande arco da cidade é uma delícia. As ruínas do fórum mostram a grandiosidade do lugar.

A taxa de entrada foi de 20 MAD (abril-2018).

Os arcos de Volubilis.
Os arcos de Volubilis.

Bom é isso, espero que o artigo tenha sido útil sobre como ir para Meknes e Volubilis. Como disse, aconselho a visitar as ruínas primeiro e na volta Meknes. Se quiser dar uma passada por Moulay Idriss dá tempo tranquilo, mas lembre-se de sair cedinho de Fez.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Medina de Fez: conheça a capital espiritual do Marrocos e toda a magia desda cidade mágina

A Grande Medina de Fez

O Marrocos possui quatro cidades imperiais, já que cada dinastia escolhia um lugar para ser capital do reino, são elas: Marrakesh, Fez, Meknes e Rabat. Elaborei um roteiro de modo a conhecer todas elas.

Fez também é conhecida como a capital espiritual do Marrocos, lá também encontramos uma das mais antigas universidades do mundo.

A Medina de Fez é uma das maiores áreas do mundo livre de carros e pásmen, são 9400 ruas !! Um verdadeiro labirinto.

A grande Medina de Fez
A grande Medina de Fez

Dezessete kilometros de muralhas cercam a maior medina do mundo e lá dentro, incrivelmente, vivem 500 mil pessoas.

Viajar para Fez é encontrar a alma do Marrocos em suas mesquitas e souks.

Como cheguei lá

No meu roteiro pelo Marrocos vinha da região do Deserto do Saara, onde tenho um artigo contanto como foi a experiência. Da região de Merzouga, perto das dunas Erg Chebbi iria tomar um ônibus até Fez, a cia Supratours faz este trecho. Já estava com o bilhete em mãos quando um casal de americanos, que estavam de carro, me ofereceram uma carona até Fez.

O ônibus sairia somente no final da tarde e eles estavam saindo de manhã. A grande vantagem de ir com eles é que poderíamos fazer paradas durante os 471 km que separam Merzouga de Fez, onde a estrada passa por paisagens incríveis.

A paisagem muda a cada curva da estrada
A paisagem muda a cada curva da estrada

Revendi meu ticket e embarquei com o simpático casal até Fez. O grande barato desta viagem foi que, ao cruzar as montanhas, pegamos uma nevasca, ou seja, os mesmos pés que pisaram no árido Deserto do Saara de manhã pisaram na neve também no mesmo dia.

O dia em que acordei no deserto e depois vi a neve
O dia em que acordei no deserto e depois vi a neve

Ifrane é uma cidade marroquina, ela não fica necessariamente no caminho para Fez, porém fizemos um desvio proposital. Esta cidade mais parece a Suiça e é cheia de chalés. Foi exatamente nesta região que nevou, lembrando que fiz esta viagem em abril.

Além do trecho com neve encontramos paisagens diversas pelo caminho, como campos, montanhas, rios e florestas de cedros. Foi uma viagem memorável.

O boneco de neve muçulmano
O boneco de neve muçulmano

Caso você esteja indo para lá é altamente recomendável fazer este trecho de carro, pois para mim foi uma das partes mais bonitas do Marrocos.

Fez e suas atrações

A cidade de Fez é dividida em três partes bem distintas: Medina de Fez, Fez Nova ou Ville Nouvelle e Méchouar. Boa parte dos lugares a se conhecer estarão dentro da Medina, mas aconselho também dar uma volta pela Fez Nova.

Sei que o objetivo deste blog são Viagens Independentes, ou seja, gostamos de descobrir as coisas sozinhos e explorar os lugares sem horários e obrigações, mas quer um conselho? Contrate um guia em Fez. A Medina é enorme e como disse acima, são 9400 ruas, não existem indicações ou setas, esqueça também de GPS ou mapas.

As agitadas ruas da Medina de Fez
As agitadas ruas da Medina de Fez

Caso se arrisque a ir sozinho irá andar, andar, se perder e se perder. Quando fui à Fez, já tinha passado por Marrakesh e estava meio traumatizado de quebrar a cabeça procurando pelas atrações. A Medina de Fez, além de maior que a de Marrakesh, tem vários trechos de subidas o que torna bem cansativo andar por lá.

Além de se perder, as ruas labirínticas são estreitas e tomadas por motos, bicicletas, vendedores e a enxurrada de turistas. Te desanimei ? Não, não se desanime, vale a pena! Mas com guia você irá aproveitar bem mais, acredite em mim.

Enfim, contratei o guia e passamos por ruazinhas tão estreitas que tenho certeza que nunca passaria ali sozinho.

Existem muitas mesquitas, mas nenhuma permite a entrada de turistas, a única que possibilita é a de Casablanca, aliás dá um lida neste artigo que eu conto como foi.

Meu passeio começou por um dos lindos portões da cidade, o Bab Bou Jeloud, aliás logo a frente deste portão tem diversos guias oferecendo serviços.

Um dos belos portões de acesso à medina
Um dos belos portões de acesso à medina

Também conheci a Madraça Bu Inania, aliás em toda cidade marroquina existe este tipo de lugar. Madraças são escolas do Al Corão e é impressionante a arquitetura das mesmas, sempre com pátios internos decorados em madeira com riquíssimos detalhes.

As antigas escolas de Al Corão
As antigas escolas de Al Corão

Depois fui conhecer os famosos curtumes, onde o couro passa por vários processos de limpeza e tintura. Sempre me falaram do mau cheiro, mas no dia que fui não achei tão ruim assim. Geralmente o esperto guia te levará até uma loja com acesso a uma cobertura de onde você avistará o curtume, logicamente depois o vendedor tentará te vender toda sorte de produtos. Faz parte. Não quer nada ? Diga obrigado e siga em frente.

Os famosos curtumes de Fez
Os famosos curtumes de Fez

Também passamos pela Universidade al Quaraouiyine, uma das mais antigas do mundo. Infelizmente só podemos ver pelo lado de fora, mas mesmo assim é interessante ver os detalhes da construção através dos portões.

Não rolou de entrar, mas a vista de fora já impressione né ?
Não rolou de entrar, mas a vista de fora já impressiona né ?

Além disso passamos por algumas mesquitas mas confesso que foi difícil curtir e tirar boas fotos, pois é extremamente “muvucada”. O guia terminou os serviços na Praça Rcif, onde existe outro belo portão de acesso à medina.

Outro belo portão de acesso á Medina, agora na Praça Rcif
Praça Rcif

Eu confesso que fiquei um pouco cansado e estressado na Medina, pois a todo tempo precisamos desviar das pessoas e é impossível achar um lugar mais calmo.

Como já tinha conhecido boa parte dos principais lugares tomei um táxi e fui desbravar outro lado de Fez. A Ville Nouvelle é outra parte da cidade, onde durante o protetorado francês foram construídas grandes avenidas. O destaque vai para a Avenida Hassan II com suas fontes e palmeiras.

Dizem que os franceses queriam construir uma Champs Elisees no Marrocos
Dizem que os franceses queriam construir uma Champs Elisees no Marrocos

É um grande boulevard onde as famílias vão com as crianças curtir o final de tarde. Repare nos cafés nesta avenida onde os homens viram suas cadeiras em direção à rua para apreciar o movimento. Como o álcool é proibido a grande diversão são estes lugares e esta é uma atividade puramente masculina. Dificilmente você verá mulheres sozinhas sentadas em um café.

A bonita estação de trens em Fez
A bonita estação de trens em Fez

Achei bem interessante andar por esta parte da cidade, com calma e ver uma Fez diferente, afinal a cidade não é só a Medina. Acho importante conhecer esta região para entender o contraste cultural entre o antigo e o novo na cidade.

Onde ficar

Bom, minha experiência em Fez não foi das melhores. Havia reservado um Riad nas proximidas da Praça Rcif, dentro da Medina. Chegando em Fez, depois de muito custo o encontrei. No Riad a recepção não foi das melhores e o atendente me pediu para esperar.

Até aí tudo bem, percebi que ele estava atendendo mais pessoas, porém depois de quase 2 horas fiquei irritado. Foi então que ele me disse que houve um problema com minha reserva e que não teria um quarto para mim, porém me hospedaria em outro riad.

Um funcionário me acompanhou pelas ruas estreitas da medina e enfim chegamos no outro riad que eles tinham arrumado para mim, mas era horrível!! O quarto não tinha janelas, tinha um cheiro de mofo terrível, o banheiro era velho e quebrado e realmente não tinha condições de ficar ali.

Eram 11 da noite e pensei, como vou sair daqui agora ?  O funcionário tinha andado em zigue zague dentro da medina e eu não conseguiria achar a saída na escuridão daqueles becos.

No meio da agitação na medina não deixe de prestar atenção nos detalhes
No meio da agitação na medina não deixe de prestar atenção nos detalhes

Entrei no app de reservas, e achei um hotel fora da medina, pois tudo o que queria era sair daquele labirinto. Chamei o funcionário do hotel e disse que não ficaria ali e pedi se ele poderia me ajudar a sair da medina para tomar o táxi. Prontamente ele me ajudou, tomei o táxi e cheguei no meu hotel, na parte nova da cidade. Meu hotel ficava numa rua paralela a Avenida Hassan II, num lugar muito bonito.

A Ville Nouvelle de Fez
A Ville Nouvelle de Fez, pena que as fontes não estavam ligadas e a avenida passava por alguma reforma, porém linda do mesmo jeito.

Aí sim curti Fez, depois de ter conhecido a Medina fiquei andando pelas ruas largas da cidade nova e relaxando. Foi ótimo.

Eu acredito que dois dias sejam suficientes para Fez, e em um deles é possível fazer um bate e volta para Meknes e Volubilis.

Resumo: Gostei da cidade, mas digo de antemão que é preciso paciência e disposição para conhecer a Medina de Fez, no mais é uma experiência incrível andar pelas ruas de uma cidade que foi fundada em 789 d.C !!

Gostou do artigo ? Tem alguma pergunta ou comentário ?

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Essaouira no Marrocos: conheça a bela cidade praiana em um belo bate e volta desde Marrakesh

Essaouira no Marrocos – bate e volta desde Marrakesh

Eu sempre fui fã dos bate e volta ou se vocês preferirem dos day trips, é um tipo de viagem que você não precisa se preocupar em fazer checkout de hotel ou pensar em deslocamentos. Escrevi um artigo sobre como organizo minhas viagens e falo sobre isso, confira aqui.

Se você tem uma viagem planejada para Marrakesh, dá uma olhada nas minhas dicas e aproveite para fazer um day trip maravilhoso para Essaouira.

A cidade, que antes tinha o nome de Mogador, pertencia aos portugueses e até hoje é possível ver um forte construído por eles em terras marroquinas.

A vista da Medina de Essaouira desde do Forte Português - Essaouira no Marrocos
A vista da Medina de Essaouira desde do Forte Português

Essaouira no Marrocos é uma linda cidade de praia à beira do Oceano Atlântico, suas muralhas protegem a Antiga Medina das ondas do mar.

Se gosta de compras, Essaouira tem excelentes opções, com preços mais atraentes que Marrakesh. Fica como dica procurar o artesanato em madeira, principalmente em marchetaria, encontrado em uma das ruas da cidade. Eles têm peças lindas.

Como ir

A cidade está a pouco mais de duas horas e meia de Marrakesh, e se você acordar cedinho cabe sim num day trip, caso contrário você poderá passar uma noite por lá, o que não é uma má ideia.

A Medina de Essaouira no Marrocos é bem mais tranquila que Marrakesh, e se você passou uns dias pela frenética cidade, Essaouira vai te dar um pouco de “paz”.

Relaxe caminhando pela bela Essaouira
Relaxe caminhando pela bela Essaouira

Você pode ir por empresas que vendem o passeio e facilmente encontrarão nas proximidades da Djema el Fna em Marrakesh, mas se quiser ir de ônibus, por conta própria, é super fácil. Existem duas empresas que fazem a linha Marrakesh – Essaouira: Supratours e CTM, cada uma sai de um lugar diferente, porém ambas estão perto da estação de trem de Marrakesh.

No Marrocos o embarque em ônibus é como em aeroporto, você terá que despachar a bagagem e pagar uma taxa por isso, mas não esquente a cabeça, basta chegar meia hora antes e pagar somente 5 MAD.

O caminho para Essaouira é muito bonito, mas fique atento, pois existe um trecho que você verá as famosas cabras que escalam árvores para comer argan. Os tours privados fazem uma parada para ver este fenômeno, se for de ônibus conseguirá tirar umas fotos como eu fiz. É bastante curioso.

A força das cabras escalando as árvores para comer argan.
A força das cabras escalando as árvores para comer argan.

Chegando em Essaouira você terá que pegar um taxi ou caminhar por alguns minutos para chegar na medina, lembre-se que se for pegar um taxi, usar a técnica que ensinei neste artigo , assim você terá certeza que pagará um preço justo.

O que fazer em Essaouira

Bater perna e apreciar as antigas construções da medina é um programa delicioso, tem horas que Essaouira lembra a Grécia com suas construções brancas e azuis.

A cidade tem aquela leveza de praia, dizem que Jimi Hendrix teria se apaixonado por Essaouira.  Hoje a mesma tem uma vocação musical, focado em jazz, rock e reggae.

A medina de Essaouira tem ruas mais largas e mais agradáveis para caminhadas
A medina de Essaouira tem ruas mais largas e mais agradáveis para caminhadas

Um ponto imperdível é o Antigo Forte Português, circule por suas muralhas e aprecie a vista da cidade, das aves e o movimento dos pescadores.

O Antigo Forte Português em Essaouira - antiga Mogador.
O Antigo Forte Português em Essaouira – antiga Mogador.

Outro ponto interessante são as pedras que oferecem uma vista bem legal das muralhas de Essaouira.

Perto do Forte Português, vindo em direção a medina é possível provar frutos do mar, tomar suco de laranja e tem uma praça onde é legal almoçar. São pequenos estabelecimentos onde você escolhe seu peixe e eles preparam na hora.

O simpático vendedor de suco de laranja
O simpático vendedor de suco de laranja

Como disse anteriormente Essaouira tem boas opções de compras, eu gostei muito da arte de lá, tem coisas super originais e as peças de madeira são lindas e com preço legal.

Este artesão faz belos trabalhos em madeira. Não deixe de conferir quando estiver por lá
Este artesão faz belos trabalhos em madeira. Não deixe de conferir quando estiver por lá

A parte propriamente da praia não é tão bonita, é um lugar como outro qualquer, ali é possível praticar alguns esportes náuticos, mas como não é a minha não dei muita bola e foquei na cidade antiga.

Outro lugar legal é a parte superior da cidade nos limites da muralha ao por do sol, vi uma galera lá relaxando, sentados em pequenos mirantes e curtindo a vibe do lugar.

As muralhas de Essaouira sempre garantem excelentes visuais.
As muralhas de Essaouira sempre garantem excelentes visuais.

O Marrocos é bastante diversos, parecerá que você está em países diferentes dependendo do lugar que esteja, se veio de Marrakesh terá esta impressão. Depois conta para mim o que achou ?

Fiz um roteiro de 17 dias pelo Marrocos, confira todos os lugares que fui clicando aqui.

Procure pela hashtag #viajantecuriosonomarrocos no Instagram, tem muitas dicas lá também.

Ah já ia me esquecendo, não só em Essaouira no Marrocos como em todo o país é fácil encontrar pessoas que falam espanhol. Para nós brasileiros é ajuda e tanto!!

Continuar lendo “Essaouira no Marrocos: conheça a bela cidade praiana em um belo bate e volta desde Marrakesh”

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Medina de Marrakesh: onde ficar, quando ir, riads, preços e atrações

Medina de Marrakesh – Dicas e informações práticas

A cidade de Marrakesh é um dos pontos principais do turismo marroquino, me arrisco a dizer que se você tiver que escolher apenas uma cidade para conhecer no Marrocos que seja Marrakesh.

Além da cidade sintetizar a cultura do país, a mesma tem uma infraestrutura excelente para receber os turistas e atrações que vão realmente te deixar extasiados com todo o exotismo do lugar.

A arquitetura, a comida, as músicas e os costumes fazem de Marrakesh uma cidade única, efervescente e divertida. Quero resumir neste artigo dicas e informações práticas sobre a cidade.

Os portões de acesso à medina de Marrakesh são sempre impressionantes.
Os portões de acesso à medina de Marrakesh são sempre impressionantes.

Quando ir

Marrakesh é quente nos meses de julho e agosto, eu optei por abril e pensei que a temperatura seria mais amena, fiquei 20 dias viajando pelo Marrocos e consegui usar bermuda somente um dia. Clima realmente frio, o que me obrigava a usar um casaco mesmo durante o dia.

Nos passeios pela badalada Djema el Fna sentia bastante o frio, porém os dias eram lindos e sempre com o céu azul. Somente uma manhã peguei tempo nublado em Marrakesh.

De posse destas experiências eu fugiria dos meses de férias e optaria por outros meses, pois Marrakesh é lotadíssima, isso você notará  no mesmo instante que pisar na Antiga Medina de Marrakesh. Se em abril estava lotado, imagine no verão!!

O sol batendo forte e eu com minha inseparável jaqueta.
O sol batendo forte e eu com minha inseparável jaqueta.

Custo

Achei o Marrocos barato, tanto para comer, como os deslocamentos. Senti falta de Uber lá e sempre que usava táxi tinha que negociar os preços antes.

Lá ainda rola aquela ideia de tentar enganar o turista. Utilize esta regrinha básica: para corridas curtas nunca o valor passará de 25 MAD, logicamente isso mudará na ida e vinda do aeroporto, porém este é um bom padrão.

Cheguei por trem em Marrakesh vindo de Casablanca e o taxista me levou até próximo do meu Riad, digo próximo porque os riads ficam em ruas onde carros não circulam. Foi um trecho de 15 minutos e paguei um pouco mais, algo perto de 35 MAD. Nos outros deslocamentos eles sempre me cobravam mais porém eu negociava até 20/25 MAD.

Andar a pé por Marrakesh sempre é uma delícia
Andar a pé por Marrakesh sempre é uma delícia

Não gostei muito da culinária, mas também é possível comer pagando pouco, fica sempre a dica para fugir dos lugares mais turísticos.

Onde ficar

A cidade é rica em opções de hospedagem. Com certeza se você está pesquisando onde ficar, já deve saber dos famosos riads. Estes são antigos casarões que foram transformados em pousadas, as quais, em sua maioria, ficam dentro da medina de Marrakesh.

Fiquei em um maravilhoso, super bonito, decorado e com atendimento impecável com café da manhã delicioso e um preço legal. O único ponto negativo é como chegar e sair, pois os mesmos ficam localizados nas labirínticas ruas da medina de Marrakesh. Esqueça google maps ou qualquer GPS, tem que ser na base da intuição mesmo.

Meu palácio particular durante minha estadia em Marrakesh
Meu palácio particular durante minha estadia em Marrakesh

O ponto chato são os meninos que ficam oferecendo ajuda e muitas vezes te indicando o caminho errado para você se perder e depois eles te cobrarem para te levar até o hotel ou a algum outro lugar.

Não existe sinalização e as informações são precárias. Quer um conselho ? Fique fora da medina. Marrakesh também é uma cidade linda fora das muralhas e tem hotéis para todos os gostos e bolsos. Aí você fica fora de toda aquela agitação e vai passear na medina.

Muitos turistas vão falar que ficar num riad lhe dará a real experiência marroquina, eu discordo, a real experiência é também viver a cidade nova, que é linda.

As muralhas que cercam a medina
As muralhas que cercam a medina

Segurança

Sim, é um país seguro, mesmo andando pela medina de Marrakesh a noite, o que muitas vezes é assustador, pois são ruas estreitas e muitas vezes desertas dificilmente acontecerá alguma coisa. É bom sempre ficar esperto, mas não ouvi falar de nenhum relato de assalto ou violência.

Por ser um país muçulmano sempre existe um “porém” quanto às mulheres que viajam sozinhas, por outro lado, vi muitas turistas em grupos ou até mesmo sós por lá. Aconselha-se tomar cuidado com as roupas, mas também vi muitas meninas de shortinho e roupas orientais, inclusive marroquinas.

Tudo misturado: motos, bicicletas, pessoas e charretes pelas ruas
Tudo misturado: motos, bicicletas, pessoas e charretes pelas ruas

Marrakesh e suas atrações

Fiquei apaixonado por Marrakesh e a cidade corre o risco de ficar entre minhas TOP 5 do mundo. E olha que já tinha viajado para outros para outros países muçulmanos como: Israel, Jordânia e Turquia.

Marrakesh tem um “quê” de mágica em suas casas pintadas em um tom avermelhado. Mesmo já tendo visto as muralhas de Jerusalém, fiquei encantado com as muralhas de Marrakesh, as quais para mim são bem mais bonitas.

O enorme El Badi
O enorme El Badi

Marrakesh é também a cidade dos jardins e são muitos que você poderá conhecer. É bem legal perceber que as vezes ruas movimentas guardam paraísos escondidos, como os jardins do Palais Bahia e Majorelle.

O lindo Palais Bahia é um dos pontos principais de Marrakesh
O lindo Palais Bahia é um dos pontos principais de Marrakesh

Existe uma avenida que liga os Jardins de Menara à cidade antiga, é um boa caminhadinha, mas faça-a e repare na linda avenida margeada por jardins super bem cuidados. Eu adoraria ter ficado hospedado por ali.

As mesquitas são um espetáculo a parte, o grande destaque vai para a Koutubia, com seus detalhes que encantam os turistas.

O Minarete da Mesquita Koutoubia
O Minarete da Mesquita Koutoubia

Fora isso, existem muitos palácios e ruínas que mostram o passado glorioso desta cidade Imperial do Marrocos, uma das mais impressionantes é a El Badi.

Em Marrakesh é bem legal assistir ao por do sol num dos bares da Praça Djema el Fna, é lindo ver a cidade de acendendo e o movimento das ruas com músicas, vendedores, restaurantes, encantadores de serpentes e toda a excentricidade marroquina.

O por do sol numa das maiores praças do mundo: A Djema el Fna
O por do sol numa das maiores praças do mundo: A Djema el Fna

Chegando e saindo

Marrakesh tem aeroporto e estação de trem. Cheguei na cidade vindo de Casablanca. Pague 10 MAD a mais e viaje de primeira classe, é super confortável.

Marrakesh é lotada, não tem jeito.

A estação de trem de Marrakesh é um espetáculo a parte
A estação de trem de Marrakesh é um espetáculo a parte

Bom, isso não tem jeito, a cidade borbulha de turistas, e algumas atrações são extremamente lotadas. Um exemplo são os Jardins Majorelle, antiga residência de Yves Saint Laurent, o lugar é lindo, mas fiquei duas horas na fila e lá dentro era impossível achar um espaço tranquilo. Quer ir ? Levante cedo e chegue lá as 8 e garanta algumas horas de sossego.

Os famosos Jardins de Majorelle
Os famosos Jardins de Majorelle

Quantos dias para conhecer Marrakesh

Alguns roteiros de viagem deixam um dia para cidade, o que acho uma pena. Para mim Marrakesh merece dois dias completos, lembre-se que dias completos excluem aqueles que chegamos ou vamos embora.

Além das inúmeras atrações é preciso sentir a alma da cidade. Se puder ficar mais, com certeza vai curtir a cidade com calma, tomando um café e relaxando nos jardins escondidos da cidade.

Momentos de tranquilidade nos jardins de Marrakesh
Momentos de tranquilidade nos jardins de Marrakesh

O que mais fazer no Marrocos

Eu fiz um roteiro bem completo no país, confira aqui, porém se você não tiver muito tempo sugiro Marrakesh, a região de Merzouga no Deserto do Saara e Chefchaouen, a cidade azul do Marrocos.

Alugar um carro por lá pode ser uma boa, as estradas são bem sinalizadas e seguras. Isso te dará flexibilidade, neste artigo falo sobre como se deslocar por lá.

E aí, se animou a conhecer o Marrocos ?

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