Templo Kadampa: Budismo na Serra do Japi, pertinho de Jundiaí

A Serra do Japi e o Templo Kadampa

Distante 60Km de São Paulo, a Serra do Japi é um dos poucos lugares com mata atlântica remanescente no estado. Fica entre os municípios de Jundiaí, Pirapora, Cajamar e Cabreúva.

E justamente em Cabreúva encontrei o Templo Kadampa, um lugar muito bonito emoldurado pela serra.

O Templo Kadampa e a Serra do Japi ao fundo
O Templo Kadampa e a Serra do Japi ao fundo

Como chegar

Basta colocar Templo Kadampa no GPS que não tem erro. Cabreúva está a 88Km de São Paulo e 35Km de Jundiaí, então é tranquilo um bate e volta da capital, de Campinas ou de qualquer cidade desta região. É fácil de chegar lá pela Anhanguera ou Bandeirantes.

Um pouco antes de chegar ao templo tem um pequeno pedaço a ser percorrido em estrada de terra, porém bem tranquilo.

Os caminhos para o templo
Os caminhos para o templo

O Templo Kadampa

O acesso ao templo é gratuito e funciona das 13 as 16 (sábados e feriados) e das 13 as 17 aos domingos.

Logo na entrada você receberá um crachá te identificando como visitante, existem horários onde a visita é guiada, deve ser bem interessante.

Tem um estacionamento relativamente grande que quando fui estava cheio, porém não é difícil estacionar na estrada mesmo, a poucos metros da portaria.

Por ser um Templo Budista é preciso observar algumas regras de visitação, no mais o pessoal é super atencioso e recebe super bem. Não é preciso ser budista para conhecer o lugar.

Lá existe um gramado e alguns pontos num pequeno morro de onde se tem um visual para o Templo que foi construído numa forma piramidal com detalhes em dourado. Tudo é muito bem cuidado, e o templo vive de trabalho voluntariado e doações.

Lavandas e o templo
Lavandas e o templo

Tive a oportunidade de participar da Prece pela Paz Mundial que ocorre todos os domingos as 15.

Não precisa ser Budista para pedir Paz ao mundo né ?
Não precisa ser Budista para pedir Paz ao mundo né ?

Dentro do templo é necessário retirar os calçados, lá tem almofadas e as cadeiras para assistir as preces, quando estive lá várias pessoas ficaram sentadas no chão bem a vontade. É um lugar de muita paz.

Os detalhes no interior do templo
Os detalhes no interior do templo

O que mais me impressionou no templo foi o lugar que o mesmo foi construído, com um visual bem bonito da Serra do Japi. Em bancos estrategicamente bem situados é possível relaxar observando o grande verde que cerca toda o local.

Momento de contemplação
Momento de contemplação

Tem uma loja com artigos budistas e uma pequena cafeteria, é possível participar de cursos, pois lá tem alojamento também.

Dá uma olhada no site para ter mais observações: site do Templo Budista Kadampa.

Dica para um passeio diferente de final de semana!!

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Região das Missões no Rio Grande do Sul

Região das Missões: Um Brasil que precisa ser lembrado

Sempre tive curiosidade em conhecer a Região das Missões, marcada principalmente pela bela São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.

A Cruz Missioneira e as Ruínas de São Miguel Arcanjo na Região das Missões
A Cruz Missioneira e as Ruínas de São Miguel Arcanjo

A importância destas ruínas é enorme pois fala muito da concepção do nosso Brasil como o vemos hoje, já que parte de nossas fronteiras foram desenhadas depois que a Espanha cedeu a Região das Missões para Portugal no Tratado de Madrid em troca da Colônia del Sacramento no Uruguai, que era uma região de domínio português. Se não tivesse havido a troca, parte do Uruguai seria brasileiro, e parte do Rio Grande do Sul, especificamente a Região das Missões pertenceria à Argentina.

Um pouco de história

As Missões Jesuíticas tinham como objetivo evangelizar os índios num sistema que na época era bastante evoluído, já que algumas das missões tinham mais de 5000 guaranis.

O que sobrou do passado glorioso ainda impressiona
O que sobrou do passado glorioso ainda impressiona

Nestas missões os guaranis aprendiam a ler, escrever, a trabalharem com tear, cerâmica, escultura dentre outras atividades. Uma redução jesuítica tinha uma igreja, moradias, cemitérios, escolas e oficinas.

Onde eram as escolas e oficinas
Onde eram as escolas e oficinas

Imagine todo este “complexo” nos séculos 17 e 18!! Sim, hoje é possível ver o que sobrou no nosso Rio Grande do Sul na Região das Missões, no Paraguai e na Argentina.

Continua imponente
Continua imponente

São Miguel das Missões

Esta cidade tem as ruínas mais preservadas de toda a Região das Missões, pois ainda hoje é possível perceber como era toda a estrutura. É Patrimônio Mundial da Humanidade tombado pela Unesco.

São Miguel fica a 6h de Porto Alegre, porém em alguns horários pinga pinga a viagem pode demorar mais de 8 horas.

Nesta região das missões viviam os “7 povos das Missões”, que hoje são diversas cidades, em algumas delas ainda vemos as ruínas porém em outras, a cidade foi feita sobre o que eram as reduções jesuíticas, um bom exemplo disso é Santo Ângelo.

As ruas tranquilas da cidade
As ruas tranquilas da cidade

Viagem e hospedagem

Fui para São Miguel num feriado que emendou num final de semana, logo teria três dias para desbravar a região. Tomei um voo à Porto Alegre e depois um ônibus da Viação Ouro e Prata para Santo Ângelo. Como falei, fui num ônibus direto, sem paradas, e cheguei no destino 6 horas depois. De Santo Ângelo é preciso tomar outro ônibus que demora uma hora e vinte para chegar à São Miguel das Missões.

Saindo de Porto Alegre
Saindo de Porto Alegre

A Ouro e Prata é super pontual e confortável, tem um internet que “bomba” (pelo menos na minha viagem funcionou super bem) e durante o embarque é possível ficar em uma sala vip que também tem internet e poltronas para esperar o horário do ônibus.

A viagem de Santo Ângelo para São Miguel (e o contrário) é o maior pinga pinga, paramos em mais de 20 lugares e tinha a impressão que o ônibus não rodava mais de 2km sem parar em outro ponto.

A tabela de horários de São Miguel para Santo Ângelo
A tabela de horários de São Miguel para Santo Ângelo

A rodoviária de São Miguel é minúscula e fica pertinho do Sítio Arqueológico, menos de 1km acredito.

Rodoviária de São Miguel
Rodoviária de São Miguel

Fiquei hospedado no Hostel e Pousada das Missões, que fica ao lado das ruínas. É um hostel bem legal, com piscina, lago artificial, uma área verde, cozinha, quartos privados e coletivos e um café da manhã delicioso.

Visitando as ruínas

As ruínas ficam dentro de um parque bem organizado. Acredito que em 2 horas seja possível visitar tudo ou em até menos tempo dependendo do seu interesse em história. Se quiser um tour guiado também é possível, basta pedir informações no hostel ou na entrada.

Logo depois da entrada vemos as árvores emoldurando as ruínas
Logo depois da entrada vemos as árvores emoldurando as ruínas

O preço para entrada é R$ 15,00 mas como era feriado não paguei nada.

Tem também um museu que foi construído bem em frente à igreja, porém o mesmo estava fechado para reformas e infelizmente não pude conhecer. Vale lembrar que este museu foi projetado pelo Lúcio Costa, o mesmo arquiteto de Brasília. Se for e ainda estiver em reformas peça para ver seu acervo perto do lugar de informações turísticas, lá poderá ver vários exemplos da arte missioneira.

As ruínas são imponentes, e em meio a um extenso gramado as colunas da antiga igreja se elevam em tons rosados provenientes das pedras com as quais foi construída.

Os tons rosados das ruínas
Os tons rosados das ruínas

Antes de entrar no sítio arqueológico fotografe a maquete que fica na entrada, aí passeando pelo sítio conseguirá identificar o que existia em cada espaço no século 17. Fiquei impressionado em saber que existia moradia para mais de 6000 guaranis, bem como toda a engenharia de coleta de água do lugar.

Só pra ter uma ideia da grandiosidade do lugar
Só pra ter uma ideia da grandiosidade do lugar

Logo perto do Museu tem a Cruz Missioneira, esta se diferencia da “cruz tradicional” por ter o braço horizontal duplo, significando assim mais proteção. Os melhores ângulos para fotos ficam justamente aí.

A Cruz Missioneira a noite
A Cruz Missioneira a noite

A Fonte Missioneira

Esta fonte fica a 1km das ruínas em meio a um bosque. Acredita-se que ela fazia parte de um sistema de abastecimento. O local para “montar” uma redução era escolhido a dedo e sempre perto das mesmas existiam várias nascentes.

Fonte Missioneira
Fonte Missioneira

É um lugar para uma visita rápida, não crie muitas expectativas, o que mais impressiona é ver uma fonte de 300 anos onde antes os guaranis, em recentes levantamentos, usavam o lugar como área de lazer.

Espetáculo Som e Luz

Desde 1978 este espetáculo com vozes como a de Fernanda Montenegro conta com luzes e sons toda a saga dos guaranis. É realmente muito emocionante escutar a história no palco onde a mesma ocorreu.

Iluminação especial para o Espetáculo Som e Luz
Iluminação especial para o Espetáculo Som e Luz

Ocorre todos os dias às 20:00, o ingresso custa R$ 15,00  e tem versões em inglês e espanhol.

Aproveite para chegar um pouco antes, as 19:30 os portões já estão abertos. Escolha seu lugar e aprecie o céu, que foi um dos mais estrelados que já vi. Só isso já valeria a pena, pois a igreja iluminada traz um clima de magia ao local. Gostei muito.

Santo Ângelo

No dia de ir embora, saí de SãoMiguel às 08:00 em direção à Santo Ângelo, chegando lá 09:30. Meu ônibus a Porto Alegre sairia somente meia dia, sendo assim aproveitei para conhecer a Catedral Angelopolitana.

Catedral no estilo missioneiro
Catedral no estilo missioneiro

Esta catedral foi feita onde antes era a Missão de Santo Ângelo, um dos 7 povos. Em estilo missioneiro a igreja tenta nos lembrar o que seriam as Missões Jesuíticas. É muito bonita e na praça temos 4 Cruzes Missioneiras, uma em cada canto, como eram nos antigos povoados.

A Cruz Missioneira em cada canto da praça
A Cruz Missioneira em cada canto da praça

Na praça também tem um conjunto de arcos lembrando todos os povoados das Missões.

A lembrança dos 30 povoados missioneiros
A lembrança dos 30 povoados missioneiros

Dicas

  1. Procure pela internet os melhores horários de Porto Alegre até Santo Ângelo, como falei acima tem horários diretos e outros com muitas paradas
  2. Em São Miguel encontrei poucos lugares para jantar, tem o restaurante Aldeia Grill no centrinho, tipo uns 10 minutos caminhando do hostel.
  3. É possível conhecer as ruínas com um áudio guia
  4. Fui em abril e estava frio, então esteja sempre preparado, pois nestas regiões o termômetro pode chegar a -5 graus no inverno
  5. Alugue uma bike no hostel para dar uma volta pela cidade, que é é bem pequena e com bastante verde.

O que faria se tivesse mais tempo

Digamos que chegar à esta região não é tão fácil, pois está longe dos outros polos turísticos gaúchos, como a região da serra e dos cânions.

Senti muita falta de um carro lá, pois não tem ônibus ou outro meio de transporte para as fazendas e outros lugares de interesse turístico como o Santuário do Caaró, que queria muito ter conhecido.

Não que tenha me arrependido, mas pra você meu caro leitor, sugiro pensar num roteiro que una outros lugares às Missões. Como exemplo é possível conhecer também as missões argentinas, ou se curte dirigir pode juntar este roteiro com Foz do Iguaçu, passando pela Argentina e depois pelas missões. Não conheço ninguém que tenha feito um roteiro assim, mas foi uma ideia que surgiu depois.

De qualquer maneira conhecer este lugar é bem legal pois nos mostra uma parte importante da história do Brasil.

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Serra do Cipó

Serra do Cipó Minas Gerais: informações, dicas, como ir, onde ficar, trekking e trilhas de bike

Serra do Cipó Minas Gerais

Localizada pertinho de Belo Horizonte, a Serra do Cipó é destino certo para os fins de semana para os habitantes da capital.

O Parque Nacional da Serra do Cipó Minas Gerais foi criado em 1984 com o objetivo de preservar toda a diversidade da região, não foi a toa que Burle Marx a chamava de “Jardim do Brasil”. Caminhando pelas trilhas, não é necessário um olhar muito observador para notar a diversidade de flores. A parte baixa do parque é caracterizada pelo cerrado, já a parte alta tem os chamados Campos Rupestres. Conversando com o pessoal que trabalha no parque eles me disseram que é comum às vezes ter sol na parte baixa e chover na parte alta.

O Parque tem duas portarias: Areias e Retiro. Cada um com seus atrativos que são: montanhas, cachoeiras, rios, vales e lagoas. Na entrada Areias basicamente estará percorrendo o Vale do Rio Mascate e na Retiro o Vale do Rio Bocaína.

Serra do Cipó Minas Gerais - O Jardim do Brasil
Serra do Cipó Minas Gerais – O Jardim do Brasil

O Parque Nacional da Serra do Cipó Minas Gerais

O Parque Nacional abraça o distrito da Serra do Cipó em Santana do Riacho. Basicamente na entrada da Serra do Cipó, vindo de Belo Horizonte temos a entrada pela portaria Areias,  e na saída, perto da Padaria do Cipó, subindo a rua, temos acesso à portaria Retiro.

O Parque tem entrada de graça e funciona todos os dias das 08:00 as 18:00, é uma área gerenciada pelo ICMBio.

A entrada da Portaria Areias e o dia dos 40Km de bike
A entrada da Portaria Areias e o dia dos 40Km de bike

Como chegar ao Parque ?

Imagine uma cidade bem pequena, super charmosa e rústica, assim é a Serra do Cipó. O distrito se limita ao entorno da rodovia que atravessa a cidade.

As pousadas se localizam perto do centrinho e também nas proximidades das duas portarias.

O acesso à Serra do Cipó de Belo Horizonte demora umas 2h e é feito pelas companhias de ônibus Saritur e Serro. Lembre-se que não existe um ponto final na Serra do Cipó, sendo assim ao reservar sua pousada pergunte onde é o ponto mais próximo, daí é só informar ao motorista que ele para de boa.

Se vier do aeroporto de Confins é um pouco mais perto. Aí basta tomar um ônibus do aeroporto para Lagoa Santa e depois para a Serra do Cipó, o qual demora uma hora aproximadamente.

Lembre-se que o aeroporto de Confins está no meio do caminho entre BH e a Serra do Cipó.

Se você estiver de carro na cidade, tudo fica fácil. Do centrinho, vamos dizer que são 10Km para a Portaria Areias e 4Km para a Portaria Retiro. Mas se não estiver de carro, pode fazer algumas coisas: acertar com a pousada (a minha me levou ao parque sem cobrar nada), pedir carona, ir a pé (mas lembre-se que depois terá as trilhas no parque) ou alugar uma bike.

Relaxando um pouco
Relaxando um pouco

Portaria Areias

Por esta entrada do parque temos acesso à vários atrativos. Logo na portaria pergunte aos guias sobre o “Cardápio” , lá você terá todas as informações das trilhas: se dá pra fazer de bike, dificuldade, inclinação e quanto tempo.

No acesso ao parque, logo na entrada, você pode alugar uma bike, quando fui estava R$ 50,00 com suspensão e R$ 40,00 sem para o dia todo.

Ali também poderá comprar água, já que dentro do parque não tem nenhum outro lugar para comprar.

Os atrativos desta portaria são:

Cachoeira Capão dos Palmitos: fiz no primeiro dia, são 10Km ao total, é uma trilha bem aberta, que vai ganhando altitude, o legal desta trilha é notar a diversidade de cores das plantas. Fiz esta trilha num feriado e fiquei praticamente o tempo todo sozinho, super tranquilo!!

De boa no Capão dos Palmitos
De boa no Capão dos Palmitos

A cachoeira é pequena e tem dois poços para nadar, as águas são transparente e cheia de peixinhos.

Encontro dos Rios: não fiz esta trilha, porque tinha viajado a noite toda e já tinha feito o Capão dos Palmitos, mas ela leva ao encontro do rio Mascates e o Bocaína.

Mirante do Bem: é uma trilha fácil segundo os guias e leva a um mirante onde dá pra ver a Cachoeira da Farofa e uma visão privilegiada do parque.

Circuito das lagoas: também não fiz, mas é uma trilha leve de 2km

Cachoeira da Farofa: esta daí eu fiz, é uma trilha bem bonita. São 6km de caminhada e o parque indica que pode ser feito em quatro horas. É uma queda de água super bonita, que pode ser apreciada já de longe, na verdade fiz esta trilha de bike junto com o Canion Bandeirinhas, ao contrário do Capão dos Palmitos, percebi que esta trilha é bem mais concorrida, pois a cachoeira estava lotada. Mas vale a pena!! Tem um poço lindo pra nadar, rodeado por muitos pedras onde a galera faz lanche, descansa e toma sol. Dá pra chegar até a queda e relaxar com a água batendo nos ombros.

Cachoeira da Farofa
Cachoeira da Farofa

Canion Bandeirinhas: bom, pra mim foi o passeio TOP na Serra do Cipó, aluguei uma bike no centrinho, pedalei até o parque e depois até o canion. O caminho é bem aberto e propício à bicicleta. É um passeio super contemplativo, onde terá visuais lindos de montanhas e rios. Aqui sim se percebe que está num jardim natural. Muitas plantas diferentes e coloridas.

Capim Dourado
Capim Dourado

Eu levei uma hora e meia de bike até o canion, são 22km, a pé a previsão é que leve umas 6h ida e volta. A dica é que se faça de bike até o Rio Mascates e depois seguir mais 2km a pé. É que depois do rio (lembre-se que terá que cruzá-lo) a trilha é muito ruim para pedalar.

Atravessando o Rio Mascates
Atravessando o Rio Mascates

O Rio Mascates é lindo, cheio de pedras, e onde atravessamos a água não passa de 10cm, é transparente e aqui vale a pena tirar várias fotos. Também é um ponto legal para se refrescar.

Onde aluguei a bicicleta me indicaram um cadeado, não é que tenha roubo, mas me falaram de “espertinhos” que estão a pé, aí pegam a bike e largam na portaria, seria tipo um “meio roubo”.

O Canion realmente impressiona pela beleza e grandiosidade. Dois paredões rochosos se elevam desde um poço de água cor caramelo.

E aí, valeu a trilha ?
E aí, valeu a trilha ?

Também tinha pouca gente no canion, tanto é que estou sozinho naquele “poção”.

Mas é uma trilha difícil ? Vamos lá: fazia uns quatro anos que não pedalava e estou um pouco acima do peso. Logicamente cheguei moído, mas muito menos do que esperava, o saldo total foi esse:

  • caminhada de 3k  da pousada até a loja do Regis para alugar a bike
  • pedalada de 4km até o parque
  • pedalada de 22 km ida e volta ao Canion
  • desvio de 5km para conhecer a cachoeira da Farofa (fiz na volta do canion)
  • pedalada de 4km até a loja para devolver a bike
  • caminhada de 3km até a pousada
  • um pastel
  • um caldo de cada
  • dois latões de cerveja

Saldo final:

Caminhada: 6km

Bicicleta: 35Km

Portaria Retiro

Algumas referências que coloco aqui no blog são simples, mas funcionam em lugares pequenos como a Serra do Cipó, o acesso à esta portaria se dá pela rua da Padaria Cipó, tudo mundo conhece lá.

Mas não é pertinho, tem que subir uma rua íngreme e acho que são uns 4Km aproximadamente. Aí apelei para a boa e velha carona com o dono da pousada. Ao contrário da entrada Areias, aqui não rola ir de bike, pois as trilhas são mais fechadas e com mais obstáculos.

Notei que esta entrada tem bem menos estrutura que a Areias, porém logo ali no início os guias são super solícitos em dar quaisquer tipos de informações.

Atrações nesta portaria:

Mirante: logo no início da trilha, tem uma saída e em 100m se chega a este mirante. Vale a pena, se bem que a subida é bem íngreme. Lá de cima tem uma estrutura de madeira onde dá pra ver parte da Serra do Cipó.

Mirante
Mirante

Pra quem não vai encarar as trilhas mais longas, é legal dar uma volta por ali.

Bambuzal: um pouco mais a frente, chegamos ao Bambuzal, é uma praia com direito a areia. O rio, rasinho naquela parte do leito possibilita bons banhos, é um lugar super tranquilo e bastante procurado para quem não quer andar muito.

Prainha no Bambuzal
Prainha no Bambuzal

Cachoeira do Gavião: bom, para chegar até aqui são 7km de trilhas. De novo, posso afirmar que a trilha é bem bonita, sempre margeando o rio Bocaína. No caminho encontramos várias nascentes e pequenos córregos.

A trilha é bem aberta e o visual compensador. Muitas vezes conseguimos ver o rio à nossa direita e em outros momentos caminhamos por campos de altitude em meio a um vale.

Em alguns trechos da trilha tem areia, como de praia mesmo, e esta areia branquinha constrasta com o verde das montanhas e com flores que encontramos durante todo o caminho.

Novamente tive muita sorte, cheguei na cachoeira sozinho e pude ficar assim por uma hora, até que outros turistas começaram a chegar. É um poço bem bonito, clarinho, que quando o sol bate fica verde. A queda de água não é muito grande, mas com certeza é um local idílico. Em boa parte do poço o chão é de areia o que facilita nadar e relaxar.

Paz na Cachoeira do Gavião
Paz na Cachoeira do Gavião

Cachoeira do Tombador: a ideia inicial era chegar nela, mas relaxei tanto na Cachoeira do Gavião que desisti, assim tenho desculpa pra voltar.

Cachoeira das Andorinhas: voltando em direção à portaria do Parque peguei a trilha sentido à cachoeira das Andorinhas. Este caminho é um pouco diferente das demais, pois tem muita pedra e você terá que ir saltando pelos obstáculos. Nada tão difícil, mas um pouco cansativo. A cachoeira é maior, tem aquela água caramelo e parte do poço é profundo. Tem um lugar ali onde a galera salta, eu não arrisquei.

Pedras no caminho
Pedras no caminho

Bom, depois de mais um banho de cachoeira voltei em direção à saída feliz da vida com o dia incrível que tive.

As trilhas aqui não tem um objetivo final, o percurso todo vale a pena, sempre tem algo bonito pra ser ver: seja o rio, uma nascente ou uma montanha.

Dicas:

  • Fiz um roteiro de 3 dias e me dediquei exclusivamente ao parque, porém tem atrações fora deste como o Véu da Noiva e a Cachoeira Grande
  • Fui de ônibus, mas com certeza um carro ajuda muito.
  • Leve sempre água, frutas e lanches na trilha, não tem nada por lá
  • Se curtir bicicleta, alugue uma para fazer o Canion Bandeirinhas e a Cachoeira da Farofa

O que faria se tivesse mais tempo ?

Realmente fiquei encantado com a região, tem muita coisa a fazer, dá pra ir pra Conceição do Mato Dentro e conhecer a Cachoeira do Tabuleiro, bem como fazer a travessia da Serra do Espinhaço.

Em Lagoa Santa tem o parque arqueológico que também deve ser interessante.

Enfim, é uma região com muitos atrativos que daria para preencher tranquilamente uma semana.

Como foi minha viagem:

Viajei no feriado da semana Santa, saí de Campinas na quinta a noite de carona e cheguei em BH a 1 da manhã. O primeiro ônibus pra Sera do Cipó sai as 6. Cheguei as 8:30 e no primeiro dia fiz o Capão dos Palmitos e a tarde fiquei relaxando na piscina da pousada.

A noite, tem uma vilinha com vários restaurantes e até bistrôs. Um lugar bem gostoso para tomar umas cervejas e jantar.

Nos segundo dia voltei ao Parque e fiz o Canion Bandeirinhas e cachoeira da Farofa.

No terceiro dia fui até a outra portaria do parque para conhecer o mirante, Bambuzal, Cachoeira do Gavião e das Andorinhas.

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