Turismo em Israel: Não gostei de Jerusalém, descubra por que.

Turismo em Israel: Não gostei de Jerusalém

Quando escrevemos sobre viagens geralmente trazemos aqueles lugares que gostamos e queremos dividir nossa felicidade por ter conhecido. Porém nem sempre é assim. Jerusalém é um das poucas cidades que visitei e dificilmente voltaria.

A princípio informo que minha visita à Jerusalém não teve nada de espiritual, apesar de respeitar e saber que a cidade é importantíssima para as 3 maiores religiões monoteístas, digo de antemão que minha motivação de ir para lá foi histórica e turística.

A Cidade Velha de Jerusalém vista do Monte das Oliveiras. Turismo em Israel
A Cidade Velha de Jerusalém vista do Monte das Oliveiras

Realmente não tive uma boa experiência ao fazer turismo em Israel, de forma geral não gostei de Jerusalém, tanto é que saí da cidade dois dias antes do previsto, tamanha foram minhas frustrações por lá.

Não escrevo este artigo para desmotivar uma viagem para a Terra Santa, mas sim, de posse destas informações, você caro leitor consiga fazer melhor que eu, que infelizmente tive uma péssima impressão do lugar.

Abaixo os motivos pelos quais digo que não gostei de Jerusalém

1 – Tudo é um grande comércio

Ok, você chegou na Terra Santa e quer conhecer a Cidade Velha de Jerusalém e entra por um dos portões como a Porta de Damasco. Esqueça momentos de reflexão ou de tranquilidade, é tudo um grande comércio. A própria Via Crúcis é quase ocultada pelo comércio desenfreado em Jerusalém e em muitos lugares quase não se vê a identificação dos lugares sagrados.

Muitas vezes as indicações para a Via Dolorosa estão escondidas entre as lojas
Muitas vezes as indicações para a Via Dolorosa estão escondidas entre as lojas

2 – Taxistas

Sem exagero algum, fui enganado ou tentaram me enganar em TODOS, mas em TODOS os táxis que tomei em Jerusalém. Os truques são os mais diversos e quando pensava comigo que tinha aprendido tudo os caras me enganavam de uma maneira diferente. Os caôs foram estes:

  1. Você acerta um preço (sempre façam isso) e no final eles cobram mais caro porque você tem malas. Sim, eles tem a cara de pau de cobrar extra se você está com bagagem.
  2. Trocos: nunca eles terão troco, então se a corrida custou 8 sheckels e você deu 10 esqueça os dois de troco, eles sempre falarão que não tem
  3. Quando fechar algum deslocamento maior com um taxista confirme claramente a moeda, um motorista teve a cara de pau de mudar de shekels para dólares, que logicamente vale muito mais
  4. Você acerta um destino e ele te deixa numa lojinha dizendo que você precisa seguir dali em outro veículo, aí ele ganha comissão da lojinha se você comprar alguma coisa e você terá que pagar mais para seguir viagem até o ponto final
Fiquei traumatizado com os táxis em Jerusalém e este com certeza foi um dos motivos para dizer que não gostei de Jerusalém
Fiquei traumatizado com os táxis em Jerusalém

3 – Escolha bem seu hotel

Jerusalém é uma cidade dividida, se você ficar na parte árabe se prepare para ruas sujas e feias. É uma região mais barata, mas realmente não vale a pena.

A estrutura turística é péssima e depois de um certo horário não vi nada aberto. Se quiser uma dica, fique pelo centro de Jerusalém, perto da Ben Yuda, que não é uma maravilha também, porém é melhor que a parte árabe. Eu fiquei na parte árabe e foi um erro meu, mas com certeza isso colaborou muito para dizer que não gostei de Jerusalém.

Escolher um lugar mais adequado mudará consideravelmente sua experiência ao fazer turismo em Israel, principalmente em Jerusalém.

Procure ficar pela parte central de Jerusalém, tem um VLT que liga a parte nova à Cidade Velha
Procure ficar pela parte central de Jerusalém, tem um VLT que liga a parte nova à Cidade Velha

4 – Jerusalém é cara

Nem sei se isso é um ponto negativo, pois lugares assim, super turísticos, são caros mesmo. Preparem-se para gastar dinheiro, principalmente nos hotéis, que são caríssimos e aqueles com preços um pouco melhores estão sempre lotados. Programe-se com bastante antecedência.

Eu assumo que procurei hotéis mais baratos e me dei mal, já que o lugar onde fiquei foi um motivo forte para dizer que não gostei de Jerusalém.

O turismo em Israel, principalmente em Jerusalém, não é barato. Isso provavelmente acontece porque a cidade tem muitos turistas.

Os barzinhos nos arredores da Rua Rivlin eram uma opção legal para noite. Se ficar na parte árabe não tem nada pra fazer
Os barzinhos nos arredores da Rua Rivlin eram uma opção legal para noite. Se ficar na parte árabe não tem nada pra fazer

5 – Cuidado ao comprar alguma coisa

Eu estava andando pelo bairro árabe quando vi um mercado onde decidi comprar umas laranjas, quando o vendedor percebeu que eu era turista triplicou o preço na hora. Já tinha visto ele atender a uma pessoa antes de mim e cobrar o preço normal. Questionei sobre o preço e de maneira grosseira ele retrucou. Deixei tudo lá e desisti da compra.

Fique esperto quando for comprar alguma coisa. Se gosta de antiguidades tome muito cuidado com as falsificações, tem aos montes por lá.
Fique esperto quando for comprar alguma coisa. Se gosta de antiguidades tome muito cuidado com as falsificações, tem aos montes por lá.

6 – O stress do Domo da Rocha

O Domo da Rocha é uma das construções símbolo de Jerusalém e uma das mais bonitas, mas perdeu todo o encanto para mim por conta das tentativas de enganação.

Estava um calor danado, e eu usava bermuda e uma camisa polo. Peguei uma fila enorme para conhecer a área do Domo da Rocha. Quando estava entrando dois caras me abordaram dizendo que não poderia entrar de bermuda e que teria que comprar um lenço para por nas pernas.

Até aí tudo bem, foi um erro meu mesmo, acontece que ele queria me obrigar a pagar um preço absurdo pelo lenço. Já bastante tenso disse que não iria pagar aquele preço e fui em direção a um policial. No mesmo instante eles correram atrás de mim oferecendo o lenço pela metade do preço que ele tinha falado. Comprei e entrei no local.

Fazer turismo em Israel, principalmente em Jerusalém é ter sempre que ficar atento à tudo, principalmente quando for adquirir alguma coisa.

Esta é a prova que nem sempre as fotos dizem a verdade. Eu estava bastante irritado nesta hora.
Esta é a prova que nem sempre as fotos dizem a verdade. Eu estava bastante irritado nesta hora.

7 – Receptividade ruim

Tive diversas experiências negativas lá, no hotel, nos pontos turísticos e nos táxis como falei acima. Porém uma me marcou profundamente.

Estava andando pelas ruas do Mea Sharim, o bairro dos judeus ultra ortodoxos. Conforme caminhava entre os judeus, com aqueles roupas pretas e chapéus, se viravam para rua toda vez que cruzavam comigo, ou seja, viravam a cara para mim.

Uns chamarão isso de experiência antropológica, e até entendo já que a cultura deles é rígida, mas eu não me senti nenhum pouco bem por lá.

O Mea Sharim é o bairro dos judeus ultra ortodoxos em Jerusalém
O Mea Sharim é o bairro dos judeus ultra ortodoxos em Jerusalém

8 – Lugares sagrados

A visita aos lugares sagrados é uma odisseia, tudo é uma grande multidão e você terá que enfrentar filas para conhecer a Basílica do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações.

Visitar os lugares sagrados em Jerusalém não é fácil
Visitar os lugares sagrados em Jerusalém não é fácil

9 – Detector de metais e soldados com armas pelas ruas

Não sei para vocês mas para eu ter que passar por detector de metais em aeroportos é normal, mas em Jerusalém você tem que fazer isso em muitos outros lugares, como hotéis e shoppings. Ok, aqui pode ser uma reclamação exagerada minha, mas como estava tenso em Jerusalém depois de tanto ser enganado, confesso que isso me incomodou ainda mais.

O serviço militar é obrigatório para homens e mulheres em Israel, sendo assim você verá muitos pelas ruas, acontece que sempre eles estão portando armas e isso deixa um clima pesado no ar. É bem verdade que não vi nada demais, mas aquela ideia de estar no meio de um lugar tenso me acompanhava o tempo todo.

Infelizmente o turismo em Israel precisa conviver com a possibilidade constante de atentados, é bem verdade que sentimos segurança caminhando pelas ruas, mas esta é uma triste realidade no país.

Os soldados são comuns pelas ruas de Jerusalém
Os soldados são comuns pelas ruas de Jerusalém

10 – A intolerância

Para mim foi difícil fazer turismo num lugar onde a intolerância entre as diversas culturas é tão evidente como em Jerusalém.

Entendo que esta questão é super séria em Israel, por conta da Palestina, mas para mim ver bairros sendo divididos pela religião das pessoas não foi legal. Era algo que sabia antes, mas presenciar isso pessoalmente foi impactante.

O Muro que separa Israel da Palestina
O Muro que separa Israel da Palestina

Enfim, este foi um post desabafo e de maneira alguma quero desincentivar a visita à importante cidade.

Fazer turismo em Israel não e trivial, é preciso estar preparado para uma cultura totalmente diferente da nossa, espero que com este relato você consiga aproveitar melhor que eu.

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O que fazer em Mykonos: conheça as praias da famosa ilha grega de quadriciclo

A Grécia é o país das ilhas e tem para todos os gostos, porém algumas se destacam por mostrar aquela imagem que temos quando pensamos naquele país: casinhas brancas com janelas e portas azuis. Dá uma olhada neste artigo e descubra o que fazer em Mykonos de quadriciclo: uma forma divertida de conhecer a ilha.

Mykonos: onde o branco e azul dominam a paisagem. O que fazer em Mykonos
Mykonos: onde o branco e azul dominam a paisagem

Neste artigo você vai ver:

Como ir para Mykonos. Clique Aqui
Como alugar um quadriciclo. Clique Aqui
Conhecendo a ilha de quadriciclo. Clique Aqui
Dicas do Viajante Curioso. Clique Aqui

 

Como ir para Mykonos

A famosa ilha faz parte do arquipélago das Cíclades e fica no Mar Egeu. Sendo uma das mais turísticas há muito o que fazer em Mykonos e é fácil ir de avião ou de ferry.

As companhias Olympic, Sky Express e Volotea fazem o trecho de Atenas a Mykonos em apenas 45 minutos.

Caso decida ir de ferry, os mesmos saem do Porto de Piraeus a 10 Km de Atenas e demoram 5 horas até a badalada ilha. Usei esta opção e não foi nada cansativo, era verão e a galera fica tomando cerveja e curtindo a viagem como se fosse um cruzeiro.

Os ferries saindo do Porto de Piraeus em Atenas
Os ferries saindo do Porto de Piraeus em Atenas

Apenas não se assustem com o despacho das malas, pois eles pegam todas e fazem uma montanha, jogando umas sobre as outras.

Na hora da saída não existe controle algum, você apenas procura sua bagagem naquele monte e sai andando. Aconteceu assim comigo, mas não vi nenhum problema por lá. Usei a companhia Blue Star.

A vantagem de ir de ferry são paisagens como estas
A vantagem de ir de ferry são paisagens como estas

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Como alugar um quadriciclo

Eu não tinha pensado em alugar um quadriciclo até chegar à Mykonos, porém no primeiro dia, ao sair do hotel, dei de cara com uma locadora. Aqui no Brasil é bem caro alugar este tipo de veículo, mas lá o valor é de aproximadamente 20 euros por dia.

Quando vi esta locadora de quadriciclos já me decidi que queria um
Quando vi esta locadora de quadriciclos já me decidi que queria um

O processo foi extremamente fácil, somente tivemos que preencher alguns documentos, apresentar passaporte e a habilitação brasileira. Porém a pessoa que estava locando parecia que estava mais interessada em receber o dinheiro do que conferir os documentos. Não tive dificuldade alguma.

Ao retirar o quadriciclo um funcionário nos explicou o funcionamento básico. É super fácil, e em 10 minutos já tinha controle total do veículo.

No hotel consegui um mapa e marquei o que fazer em Mykonos. A ilha é bem sinalizada e com certeza não terá dificuldade em encontrar os lugares.

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Conhecendo Mykonos de quadriciclo

A princípio é preciso alertar quanto à segurança, já que obrigatoriamente temos que usar capacetes, os quais são fornecidos na locação.

É possível circular de quadriciclo com 2 pessoas, porém em ruas mais inclinadas é preciso pegar impulso. Em um trecho deixamos apenas um levar o veículo enquanto o outro subia a pé, pois era uma rua muito íngreme.

Vale lembrar que Mykonos é uma ilha relativamente grande e o centro da ilha é Chora. É lá que você vai encontrar aquela imagem clássica da Grécia com as casinhas brancas, janelas e portas azuis e às vezes vermelhas. É bem verdade que esta é a arquitetura predominante na ilha, mas Chora é onde fica a parte mais turística.

O charme das casas brancas em Mykonos
O charme das casas brancas em Mykonos

É nesta região por exemplo que você poderá conhecer Little Venice com seus bares à beira do mar com mesas estrategicamente colocadas para apreciar o por do sol mais bonito da ilha.

O por do sol mais disputado da ilha fica em Little Venice
O por do sol mais disputado da ilha fica em Little Venice

Também é de Chora que vemos os antigos moinhos de vento, um dos símbolos de Mykonos. Há muito o que fazer em Mykonos, mas perder-se pelas ruazinhas estreitas é um dos programas mais legais.

Os famosos moinhos de Mykonos
Os famosos moinhos de Mykonos

Nesta área o quadriciclo não será muito útil, já que o legal mesmo é andar a pé relas charmosas ruas, conhecendo os restaurantes, as lojas, a região do porto com os famosos pelicanos, o mercado das flores e as diversas igrejas.

O colorido pelas ruas
O colorido pelas ruas
Os pelicanos são um espetáculo a parte
Os pelicanos são um espetáculo a parte

Platis Yalos

A aproximadamente 5 Km de Chora fica a linda e gelada praia de Platis Yalos. Estive lá no alto verão e mesmo assim a temperatura da água não era tão convidativa.

A gelada Praia de Platis Yalos em Mykonos
A gelada Praia de Platis Yalos em Mykonos

Esta é outra opção para hospedagem em Mykonos, já que existem muitos hotéis naquela região. Fomos tranquilamente de quadriciclo e lá foi fácil estacionar para curtir a praia.

Coincidência: em Platis Yalos conheci um casal de brasileiros e ficamos batendo papo a tarde toda. Chegamos até a trocar telefones, porém ao voltar ao Brasil nunca nos encontramos. Um ano depois, andando pelas ruas de Paris, dou de cara com eles, foi uma grata e curiosa surpresa que nos mostra que o mundo não é tão grande como parece.

Observe que nas praias da Grécia a disposição dos guarda-sóis e cadeiras é organizada com aquelas espreguiçadeiras almofadadas super confortáveis, paga-se em média 10 euros pelo aluguel, carinho né ?

Paradise Beach

Apenas 2 km separam Platis Yalos de Paradise Beach. É uma praia badalada com beach clubs como o Tropicana.

A praia estava lotada e creio que vale a pena conhecer, ainda mais se for solteiro e quiser curtir. Em alguns trechos da praia tem aqueles sofás com almofadas e sempre com uma música rolando.

Badalação na praia
Badalação na praia

 

Ano Mera

Este é o segundo maior vilarejo da ilha, porém longe da agitação de Mykonos.  Em Ano Mera tudo é mais tranquilo e dá para ver o dia a dia dos locais.

Foi interessante ter ido de quadriciclo pra lá. Apesar de estar mais longe, a 8 Km de Chora, pude conhecer o Monastério Panagia Tourliani, e do lado de fora um simpático senhor com aquelas roupas ortodoxas.

Moinho Bonnis (Bonnis Windmill)

Já mais perto de Chora, a pouco mais de 1 km conheci o Bonnis Windmill de quadriciclo.

A bela vista desde o moinho
A bela vista desde o moinho

O que mais vale a pena é a linda vista que temos dali. É possível admirar toda a homogeneidade das casinhas brancas de Mykonos e a região do porto.

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Dicas do Viajante Curioso

Os lugares acima são fáceis de ir em quadriciclo, apenas deixo como observação a segurança. Utilize calçado e não dirija de chinelo nem depois de consumir bebidas alcoólicas.

Rodando pelas estradas de Mykonos
Rodando pelas estradas de Mykonos

Observe que para chegar nestes lugares existem muitos caminhos por ruas, porém outros são em estradas, onde o quadriciclo divide o trecho com carros maiores. Apesar da ilha ser turística e você não ser o único a estar circulando com este tipo de veículo é preciso tomar muito cuidado.

O inseparável quadriciclo
O inseparável quadriciclo

Aconselha-se que a pessoa que vá dirigir tenha boa experiência, de preferência com motos. Caso contrário não aconselho esta forma de locomoção, que apenar de ser divertida pode não ser a mais segura.

Descobrindo a ilha
Descobrindo a ilha

O quadriciclo foi uma forma prática de descobrir o que fazer em Mykonos, no entanto valem estas ressalvas.

Caso tenha experiência é uma opção bem divertida que lhe trará bastante liberdade.

Acima eu citei os lugares principais, porém foi uma delícia circular pelas estradinhas das ilhas, encontrar pequenos vilarejos e antigos moinhos.

Curtindo lugares que só a liberdade de um quadriciclo pode proporcionar
Curtindo lugares que só a liberdade de um quadriciclo pode proporcionar

Não encontrei dificuldade para estacionar em nenhum momento, foi bem tranquilo. Teve uma dia a noite que fomos até o centrinho jantar de quadriciclo e foi bem divertido circular em meio àquelas ruas de casinhas brancas com portas e janelas azuis.

Gostou das dicas sobre o que fazer em Mykonos de quadriciclo ? Que tal compartilhar o post com o “mozão” e marcar uma viagem super romântica para a Grécia ?

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** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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São Francisco do Sul: Conheça a cidade histórica, o Forte Marechal Luz e a Praia do Forte em Santa Catarina

Uma das cidades mais antigas do Brasil, fundada em 1641, guarda um centro histórico bucólico no litoral de Santa Catarina. A Ilha de São Francisco do Sul, com um lado banhado pela Baía da Babitonga é uma tranquila opção para férias.

A pequena cidade, com pouco mais de 40 mil habitantes fica perto de Joinville, apenas 58 Km a separam da importante cidade catarinense.

As antigas ruas de São Francisco do Sul
As antigas ruas de São Francisco do Sul

 

Neste artigo você vai ver:

O colorido Centro Histórico: Clique aqui
O Forte Marechal Luz: Clique aqui
A Praia do Forte: Clique aqui
Dicas do Viajante Curioso: Clique aqui

 

O Centro Histórico

Tombada pelo IPHAN, a cidade histórica de São Francisco do Sul tem casarões e igrejas do século XVII. Caminhar pela orla voltada à Baía da Babitonga é um programa que deve ser feito sem pressa, curtindo toda a calma do lugar.

Alguns pontos se destacam no Centro Histórico como o Santuário de Nossa Senhora da Graça, o qual foi construído com mão escrava e no passado personalidades importantes da cidade eram sepultadas dentro da igreja.

Desde sua construção, o Santuário passou por algumas reformas. Em 1940 a segunda torre foi concluída, fazendo com que o santuário tivesse a aparência atual.

Quando visitei a cidade estava ocorrendo um encontro de motociclistas, sendo assim, existiam algumas tendas no centro histórico e muito movimento, sem estes eventos a cidade é um recanto de paz.

A cidade estava bem movimentada quando passei por lá
A cidade estava bem movimentada quando passei por lá

Outro lugar importante é o Antigo Mercado Municipal fundado em 1900. Hoje em dia ainda existem mercearias, peixarias, lojas de artesanato e restaurantes.

O Antigo Mercado
O Antigo Mercado

Uma das principais atrações de São Francisco do Sul é o Museu Nacional do Mar, o único deste tipo no Brasil. O edifício histórico, antiga sede da Empresa Nacional de Navegação Hoepke teve seus galpões transformados em museu.

Os galpões onde fica o interessante Museu Nacional do Mar
Os galpões onde fica o interessante Museu Nacional do Mar

Mais de 15 salas mostram diversos tipos de embarcação e a relação do homem com o mar. É interessante ver ali uma réplica do Veleiro Paraty de Amyr Klink.

Em 1989 Amyr Klink saiu em um expedição para a Antártida em um veleiro especialmente preparado para isso: o Parati. Durante este período, o navegador ficou 7 meses preso e sozinho no gelo na Baía de Dorian, depois disso retornou ao ponto de origem: Paraty, em 1991.

Confira o site para maiores informações sobre o Museu Nacional do Mar.

Ainda caminhando pelas ruas de paralelepípedos não deixe de notar as casas coloridas com diferentes tipos de portas e janelas. Ande por aí sem pressa e sem pretensão, deixando a cidade mostrar os caminhos.

O casario colorido de São Francisco do Sul
O casario colorido de São Francisco do Sul

Outra parada pode ser o Museu Histórico, o antigo “Palácio da Praia do Motta”. O prédio que já foi Câmara dos Vereadores e Cadeia guarda um acervo que conta a história da cidade.

Museu Nacional do Mar: de terça a sexta, das 09h às 17h30. Sábados, domingos e feriados: das 10:00 h às 17:30.

Ingressos: R$ 5,00. Meia-entrada: R$ 2,00. A entrada é gratuita para crianças até 7 anos e adultos maiores de 60 anos

Endereço: Rua Manoel Lourenço de Andrade, 133 – Centro.

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O Forte Marechal Luz

Distante 15 Km do centro histórico da Ilha de São Francisco do Sul, lá na pontinha, o Forte Marechal Luz é um lugar de onde temos uma excelente vista do mar.

A bela vista desde o forte
A bela vista desde o forte

Uma pequena taxa de R$ 2,00 é cobrada para acesso ao museu.

Para chegar até lá é preciso subir o Morro João Dias por uma estrada de terra. É possível ir de carro até o topo e de lá conhecer a bateria de artilharia composta por 4 canhões.

Conhecendo o Forte Marechal Luz
Conhecendo o Forte Marechal Luz

Mais interessante ainda é se a visita for aos sábados pela manhã, já que às 8:00 a guarnição de serviço faz a troca de bandeira com traje de época e disparos de canhão.

O Forte Marechal Luz é aberto à visitação todos os dias das 08:00 às 11:30 e das 13:30 às 17:00

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Praia do Forte

No início do Morro João Dias, o qual dá acesso ao Forte Marechal Luz está a Praia do Forte.

Existe uma mureta que separa a área militar da área livre para banhistas.

O que é interessante é que no canto direito as ondas são calmas e a areia escura, a qual é utilizada no tratamento de reumatismo. O lado esquerdo já é uma praia ideal para a prática de surf.

Praia para todos os gostos
Praia para todos os gostos

 

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Dicas do Viajante Curioso

Fui à São Francisco do Sul durante uma viagem ao interior de Santa Catarina, onde passei por Pomerode e Corupá, conto tudo sobre este dois lugares aqui.

Gostei bastante da calma de São Francisco do Sul e fiquei com a impressão de não ser um local tão conhecido no Brasil, o que me atraiu ainda mais na região.

A bucólica São Francisco do Sul
A bucólica São Francisco do Sul

Para quem gosta de cidades históricas é preciso entender que o casario é bem menor que Paraty por exemplo, mas é de uma beleza diferente e nem por isso deixa de ser interessante.

Acredito que este lugar é bastante interessante para férias de verão, bem como é possível encaixar perfeitamente em uma viagem de carro para Santa Catarina.

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Obrigado pela leitura!!

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O que ver em Rabat – conheça uma das capitais imperiais do Marrocos em um dia

O que ver em Rabat – A Cidade Imperial e Capital do Marrocos

Viajei pelo Marrocos por 17 dias, e no meu roteiro passei pela exótica Marrakesh, pelo incrível Deserto do Saara, pela capital espiritual Fez e por outras cidades que me faziam pensar que estava dentro de um filme.

Coloquei Rabat no meu roteiro porque sempre gosto de conhecer as capitais. Ainda que pouco falada perto da conhecida Marrakesh, a cidade reserva boas surpresas no Marrocos.

A Torre Hassan é um símbolo de Rabat. O que ver em Rabat
A Torre Hassan é um símbolo da cidade, porém há muito o que ver em Rabat

Quando chegamos em Rabat temos aquela sensação de metrópole, com ruas largas, trânsito e muita gente, mas é só andar um pouco para descobrir os encantos do local.

A cidade é servida por trem, e de Rabat é fácil ir para Casablanca ou para o norte em Tanger, aliás os trens me surpreenderam positivamente no Marrocos, são limpos, pontuais e baratos. Como meu voo de volta era por Casablanca, ficou fácil ir para o aeroporto, já que de Rabat é possível tomar um trem até Casa Voyagers (Casablanca) e de lá outro direto para o aeroporto.

Por que coloquei Rabat no meu roteiro ?

Há muito o que ver em Rabat, ainda mais porque a cidade faz parte das Capitais Imperiais juntamente com Marrakesh, Fez e Meknes

As cidades imperiais foram antigas capitais do Reino do país, e eu queria conhecer todas elas.

Rabat é uma cidade moderna, com largas avenidas
Rabat é uma cidade moderna, com largas avenidas

Além de tudo isso, é fácil ir para Rabat. Existem muitas promoções de voos do Brasil para Casablanca, e desta cidade é apenas uma hora de trem até a capital do Marrocos. Você pode ficar em Casablanca e fazer um bate e volta tranquilamente para Rabat, já que em apenas um dia é possível conhecer suas principais atrações.

Cheguei em Rabat vindo de Chefchaouen a cidade Azul do Marrocos, a companhia de ônibus Supratours faz este trecho. Dá uma olhada no meu roteiro pelo país onde explico todos os deslocamentos que fiz. Lembrando que viajei sempre por conta própria, utilizando ônibus e trens.

O que ver em Rabat

A princípio é interessante lembrar que Rabat não é necessariamente uma cidade turística, sendo assim você verá o Marrocos “como ele é”. A Avenida Mohamed V é um destaque na cidade, aliás é onde fica a estação de trem. Esta avenida larga e com palmeiras é um convite para uma caminhada sem compromisso, apenas admirando o vai e vem das pessoas.

A Avenida Mohamed V com as lindas palmeiras
A Avenida Mohamed V com as lindas palmeiras

Perto desta avenida o Museu de Arte Contemporânea é um lugar a se conhecer, o moderno prédio com caraterísticas mouras se destaca na rua.

O Museu de Arte Contemporânea de Rabat
O Museu de Arte Contemporânea de Rabat

Existem partes no centro de Rabat que não são necessariamente bonitas, mas é legal ver a realidade além do turismo.

Como toda cidade marroquina, Rabat tem uma medina. É sempre bom dar uma volta por lá e ver o dia a dia dentro da cidade antiga.

Caminhando pela medina de Rabat
Caminhando pela medina de Rabat

Um dos pontos mais interessantes na cidade é a Torre Hassan, a inacabada mesquita encanta os visitantes com sua grandiosidade. Na época existia a pretensão de que a mesma fosse a maior do mundo, porém em 1199 as construções foram abandonadas.

A incompleta Torre Hassan e suas 200 colunas
A incompleta Torre Hassan e suas 200 colunas

Apesar disso, a torre com suas 200 colunas de tamanhos diferentes é um programa imperdível na cidade e este local se tornou um símbolo de Rabat.

A Torre Hassan surpreende com sua grandiosidade
A Torre Hassan surpreende com sua grandiosidade

Nesta mesma praça, na extremidade oposta ao minarete, fica o Mausoléu de Maomé V, onde estão sepultados o famoso rei e seus dois filhos.

O incrível Mausoléu Maomé V
O incrível Mausoléu Maomé V

Guardas devidamente trajados guardam a entrada do Mausoléu, o qual é uma obra prima da arquitetura marroquina. Seu interior é incrível, aliás, das construções que conheci no Marrocos, esta me impressionou bastante, tanto pelos detalhes externos como o interior. Não deixe de notar a decoração do teto, com pontos brilhantes que lembram estrelas.

Os guardas vigiando o Mausoléu
Os guardas vigiando o Mausoléu
A arquitetura do Mausoléu é rica em detalhes
A arquitetura do Mausoléu é rica em detalhes

Continuando o dia por Rabat, dê uma volta pelo Casbá dos Udaias com suas construções em azul e branco e destaque para a Porta Monumental. Caminhe por aí despretensiosamente até os mirantes para o mar. Não crie expectativas para a Praia de Rabat, infelizmente neste trecho a mesma é bem suja.

O Casbá dos Udaias e seu Portão Monumental
O Casbá dos Udaias e seu Portão Monumental
A vista dos mirantes do Casbá dos Udaias
A vista dos mirantes do Casbá dos Udaias

Junto ao Casbá aproveite para conhecer o Jardim Andaluz e relaxar enquanto a cidade agitada acontece lá fora.

O Jardim Andaluz
O Jardim Andaluz

Saindo do jardim e caminhando um pouco se chega a um enorme calçadão à beira do Rio Bu Regregue, do outro lado já é Salé. Neste calçadão existem alguns restaurantes e é interessante ver o movimento de barcos cruzando o rio.

Observando o vai e vem dos barcos.
Observando o vai e vem dos barcos.

Existe um barco de madeira ancorado onde funciona um bar e restaurante, foi ali que tomei a única cerveja no Marrocos, já que os muçulmanos não podem consumir álcool.

Foi difícil mas encontrei cerveja no Marrocos
Foi difícil mas encontrei cerveja no Marrocos

Um pouco mais distante desta região, Chellah é outro lugar a se conhecer em Rabat. Eu tomei um taxi por 35 MAD (2018) perto da estação de trens até este lugar.

Ruínas de uma cidade Romana
Ruínas de uma cidade Romana

Chellah é um sítio arqueológico da cidade Romana de Sala Colonia, a qual depois foi tomada pelos árabes muçulmanos na conquista do norte da África no século VII. Desta forma é possível ver uma mistura de ruínas romanas com minaretes, mesquitas e as tumbas reais.

Observe os diversos ninhos de cegonhas na área, muitos deles ficam exatamente no topo dos minaretes.

O Minarete e a cegonha em Chellah
O Minarete e a cegonha em Chellah
Alguém viu o gatinho ?
Alguém viu o gatinho ?

Valeu a pena conhecer Rabat ?

Com certeza valeu muito a pena, e em um dia é possível conhecer todos estes lugares. Logicamente se for entrar em museus precisaria de mais um dia, no mais Rabat pode funcionar bem como um day trip de Casablanca, ou como um ponto de parada na sua viagem pelo Marrocos.

Gostou das dicas sobre o que ver em Rabat ?

Siga-me no Instagram @viajante_curioso. Pesquise também a hashtag #viajantecuriosonomarrocos , tem várias dicas por lá.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

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Dicas de Berlim: viagem de um dia a Potsdam com o lindo Palácio Sanssoucci

Como falei no post sobre Como montar um roteiro de viagens existem lugares que funcionam muito bem como day trip, Potsdam é uma das grandes dicas de Berlim se encaixa perfeitamente num passeio de um dia.

Das dicas de Berlim, conhecer Potsdam e seus lindos palácios.
Das dicas de Berlim, conhecer Potsdam e seus lindos palácios.

A capital alemã tem um “quê” de descolada ao meu ver, tem até uma famosa frase de um ex prefeito que disse que Berlin era “Poor but sexy”.

Como já tinha ido algumas vezes à Europa pude traçar algumas óbvias comparações, talvez Berlin não tenho o charme de Paris mas é uma cidade super interessante, com excelente vida noturna e muita “vibe” pelas ruas. Lembro-me das caminhadas à beira do Rio Spree, sempre repleto de gente curtindo o verão.

Caminhar pelos calçadões à beiro do Rio Spree é uma das dicas de Berlin
Caminhar pelos calçadões à beiro do Rio Spree é uma das dicas de Berlin

Berlin merece sim sua visita e se tiver um pouco mais de tempo dê um pulo à Potsdam que não irá se arrepender, já que está a 24Km da capital alemã, pertinho!!

Potsdam é a cidade onde moravam os Reis da Prússia, um exemplo disso é o Sanssouci, o antigo Palácio de Verão de Frederico, o Grande. Existem vários palácios, jardins, fontes e igrejas que formam o belo Parque Sanssouci.

Sabia que em Potsdam também tem um Portão de Bramdemburgo ?
Sabia que em Potsdam também tem um Portão de Bramdemburgo ?

Como chegar em Potsdam

A cidade é ligada à Berlin por trem, tipo uma linha suburbana, é possível comprar bilhetes com validade de um dia, os quais podem ser usados em diferentes regiões. Para Potsdam você irá precisar de um que abranja as zonas ABC, com este ticket você pode viajar de maneira ilimitada no dia da validação e custa aproximadamente 7 euros.

Uma das grandes dicas de Berlim é comprar estes bilhetes de um dia, além de mais prático é mais econômico.

A linha para Potsdam é a S7, lembro-me que foi extremamente fácil e que tinha trem praticamente de 10 em 10 minutos. Esta linha S7 tem uma conexão na Alexanderplatz, um lugar que certamente você irá passar muitas vezes em Berlin, a viagem não dura mais que 50 minutos.

Você com certeza vai passar por ai muitas vezes
Você com certeza vai passar por aí muitas vezes

O Parque Sanssouci está a 3,5 km da estação e logicamente eu fui a pé, porque gosto mesmo de “bater perna”, porém é possível tomar o ônibus 612 que te leva diretamente ao local, e se comprou o bilhete ABC você pode usá-lo em Potsdam também. Outra opção é alugar uma bike, pois vi algumas lojas perto da estação, como não fiz desta forma não posso dar minha opinião, mas sei que terá que deixar a bicicleta estacionada fora do parque.

A vantagem de ir a pé é já ir descobrindo Potsdam.  Depois de passear pelo parque almocei nas animadas ruas do centro histórico que são reservadas somente para pedestres.

Depois de andar pelo parque ainda dei uma volta pelas ruas de Potsdam.
Depois de andar pelo parque ainda dei uma volta pelas ruas de Potsdam.

O que tem para ver no Parque ?

Este parque é um complexo de palácios, jardins, igrejas, fontes e esculturas, sendo assim seria interessante consultar o site oficial  e decidir seu roteiro.

Quem reclama de caminhar pelo parque com estes bosques ?
Quem reclama de caminhar por estes bosques ?

Eu conheci o Sanssouci, Neues Palais, New Chambers, Roman Baths, Church of Peace e o Antigo Moinho.

Lembro-me que andei bastante neste dia. Os caminhos pelo parque são bem bonitos, muitas vezes entre os jardins porém em outras em bosques onde a sombra ajudou bastante.

Este Neues Palais é bonitão mesmo
Este Neues Palais é bonitão mesmo

Acredito que o imperdível no Parque seja o Sanssouci e as vinhas e aqui fica um conselho meu: não se obrigue a conhecer tudo, vá andando e descobrindo.

New Chambres e o Antigo Moinho ao fundo
New Chambres e o Antigo Moinho ao fundo

Fiz todo este passeio  e lembro que neste dia cheguei em Berlin e ainda bati perna por lá, vantagens de se viajar no verão quando o sol se põe perto das 21.

Potsdam é uma das super dicas de Berlin, já que está pertinho da capital da Alemanha.

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Como funciona um Hostel ? Confira os pontos positivos e negativos neste tipo de hospedagem

Mas afinal o que é isso ? Como funciona um hostel na verdade ?

Basicamente um hostel é um tipo de hospedagem onde a palavra de ordem é COMPARTILHAMENTO.

Num hostel não temos um quarto, mas sim uma cama e aí precisamos respeitar o espaço do outro.

O hostel faz parte da filosofia do Viajante Independente, pois este possibilita a interação com outros viajantes, num ambiente descontraído e com preços mais baixos que os tradicionais hotéis.

O entendimento sobre como funciona um hostel com certeza irá te ajudar na sua primeira experiência neste tipo de hospedagem.

Como funciona um hostel ? Ambiente descontraído é uma das grandes vantagens
Como funciona um hostel ? Ambiente descontraído é uma das grandes vantagens

Minha experiência

Comecei a viajar de forma independente em 2004 num mochilão de 30 dias pela Europa, e fiquei 100% dos dias hospedado em hostels. Observei que existem hostels que tem mais conforto que hotéis e outros que pecam em vários aspectos como segurança e limpeza.

Aprendi que ter banheiro no quarto não é uma boa, pois a cada vez que alguém precisa do mesmo ouvimos todos os “barulhos”, então o que facilitaria para mim se tornou um ponto negativo.

Não posso dizer que depois de 15 dias de viagem não sentia falta de um pouco de privacidade, mas a excitação da primeira trip internacional contrabalanceava este sentimento.

Existem hostels bem descolados por aí.
Existem hostels bem descolados por aí.

Abaixo 5 pontos positivos sobre hospedar-se em hostels para você entender um pouco mais como funciona um hostel.

 

1 – Preço

Sem dúvida esta é uma das principais vantagens, o preço de uma cama num quarto compartilhado é mais barato que um hotel, matemática simples, e numa viagem longa faz realmente diferença.

Já fiquei em hostels com 4, 8 e 30 camas e quando comparava com o preço do hotel realmente a economia era indiscutível. Porém, se estiverem viajando em 3 ou 4 pessoas vale a pena comparar com o preço de um hotel, em várias situações acabava empatando e aí vai do gosto.

Num mesmo espaço onde dormiriam duas pessoas podemos ter 8-10 camas
Num mesmo espaço onde dormiriam duas pessoas podemos ter 8-10 camas

2 – Localização

Percebi que os hostels, na maioria das vezes, têm localizações interessantes quando comparados aos hotéis. Sabe por que ? Um antigo casarão numa ruazinha charmosa estreita na Toscana pode ser um hostel, ou seja, por não ter as preocupações de um hotel (estacionamento, recepção, restaurante) é possível encontrar hostels nas regiões mais legais de uma cidade. Existe um que fica num barco em Asmterdam, já me hospedei em um no charmoso Albaicin em Granada e tem até um famoso a poucos metros no Central Park.

Deve ser legal ficar num Hostel-Barco
Deve ser legal ficar num Hostel-Barco

3 – Vibe

Viajando sozinho ou não, muitas vezes, queremos interações com outros viajantes e num hotel fica mais difícil, pois cada um “está em seu quadrado”. Num hostel, mesmo que você seja tímido, será obrigado a interagir pois estará dormindo no mesmo quarto.

Também é interessante pois vários hostels promovem festas, pub crawls e em alguns tem até um barzinho para tomar uma cerveja e jogar uma sinuca, ou seja, as oportunidades de conhecer gente nova realmente existem.

Salas de jogos proporcionam interação entre viajantes
Salas de jogos proporcionam interação entre viajantes

4 – Cozinha compartilhada

A maioria dos hostels possuem cozinha equipada para você poder cozinhar. Você não precisa preparar um risoto de frutos do mar, mas tenho certeza que uma bela macarronada é fácil de fazer, e cozinhando no hostel fazemos uma economia tremenda.

Cozinhar no hotel pode ser uma forma de interação, mas não se esqueça de lavar a louça depois hein ?
Cozinhar no hotel pode ser uma forma de interação, mas não se esqueça de lavar a louça depois hein ?

5 – Atividades

Muitas vezes os hostels conseguem atividades com preços legais como free walking tours, excursões e aluguel de carros, pois a maioria das pessoas que estão ali também procuram por isso, sendo assim é fácil juntar uma galera e ir para alguma praia ou trekking.

Já foi num Pub Crawl ? Não ? Você não sabe o que está perdendo!!
Já foi num Pub Crawl ? Não ? Você não sabe o que está perdendo!!

Mas ok, nem tudo são flores, abaixo listo 5 pontos negativos que observei nestas minhas andanças pelo mundo e depois que descobri melhor como um hostel funciona.

 

1 – Privacidade

Hostel não é lugar para se preocupar com privacidade. Imagine sua primeira viagem com sua namorada ou namorado, e mais 30 pessoas num quarto ?

Você precisa ir para o banheiro tomar banho munido de tudo. Lembro-me que em Lisboa que depois de tomar banho percebi que tinha esquecido a toalha! Tive que colocar a roupa por cima do corpo molhado, pois o banheiro ficava no final de um corredor, longe do quarto.

Se você, quando estiver muito cansado tentar dormir durante o dia terá dificuldades para encontrar silêncio, pois pessoas irão entrar e sair do quarto durante todo o período.

Você pode ficar de cueca ou calcinha no hostel, não vejo problemas, mas lembre-se que um dos pontos em questão é o respeito ao espaço do outro e sua atitude pode incomodar muita gente.

Sendo assim, se você é uma pessoa que preza pela sua privacidade à todo custo, o hostel definitivamente não é o melhor lugar para se hospedar.

Dá pra ter privacidade aqui ?
Dá pra ter privacidade aqui ?

2 – Segurança

Num hostel não existe “trancar a porta” pois a qualquer hora alguém pode chegar, sendo assim você fica exposto. Não são raros os casos de roubos de celulares e perfumes. Quando fico em hostel eu durmo com meu passaporte, celular, dinheiro e cartão no meu bolso, pois perder um destes ítens geraria uma enorme dor de cabeça.

As maiores dúvidas sobre como funciona um hostel é sobre segurança
As maiores dúvidas sobre como funciona um hostel é sobre segurança

3 – Conforto

É inegável que um hotel é mais confortável. Você chega no final da tarde cansado, se joga na cama, espalha suas coisas pelo quarto sem se preocupar com ninguém, num hostel isso é impossível. Suas roupas devem ficar na sua cama ou em armários que nem sempre estão disponíveis. Isso vale para sua escova de dente, sabonete, shampoo e toalha molhada, os quais devem retornar à sua cama, ou seja, você terá que estender sua toalha úmida na cabeceira e no outro dia usar a mesma com cheiro de cachorro molhado.

Dá uma olhada como funciona um hostel às vezes
Dá uma olhada como funciona um hostel às vezes

4 – Barulho

Sim, este é um item importante, não existe silêncio no hostel, tem sempre aquele viajante mexendo em saquinho plástico as 3 da manhã. Vocês conhecem barulho mais irritante que este ? Eu não.

É verdade que a maioria da galera respeita, mas tem hora que não tem jeito. Na minha última experiência, num hostel em Knysna na África do Sul,  5 meninas tinham que acordar as 5 para tomar um ônibus e elas arrumaram a mala por mais de uma hora, a não ser que você tenha um sono muito pesado, você irá acordar, não tem jeito.

Outro ponto a ser observado é que alguns hostels são conjugados com bares e dependendo da localização dos mesmos suas noites podem ser complicadas.

Lembro que em Hvar na Croácia a menina que tomava conta do hostel nos deu protetores de ouvido, porque logo abaixo do hostel tinha um bar que bombava até altas horas da madrugada.

Quando você quer dormir e seus companheiros de quarto querem conversar.
Quando você quer dormir e seus companheiros de quarto querem conversar.

5 – Banheiro

Se você é o tipo de pessoa “nojinho” não fique num hostel, da mesma maneira que você compartilha o quarto com 30 pessoas terá que compartilhar o banheiro com as mesmas 30. Isso significa encontrar o banheiro nem sempre limpo, cabelo nas pias e restrição para o tempo de banho, porque tem “sempre alguém esperando”.

Está preparado para o banheiro compartilhado ?
Está preparado para o banheiro compartilhado ?

Bom, estes foram os pontos que, ao meu ver, são positivos e negativos num hostel, fica para você ponderar e encontrar a melhor opção para você. Independente da escolha feita o ideal é IR, seja num hostel, num hotel ou num resort. Você que decide!!

Ficou claro como funciona um hostel ? Se tiver alguma dúvida deixe um comentário.

Minhas dicas para quando for se hospedar num hostel:

  1. Procure quartos onde o banheiro seja separado, sendo assim você fica livre de cheiros e barulhos enquanto dorme
  2. Tudo bem que a palavra de ordem é economia, mas acredito que o ideal seja um quarto com até 8 camas
  3. Redes de hostels garantem um padrão de qualidade, nem sempre é regra, mas pode ajudar na decisão
  4. Sempre reserve com antecedência, os melhores hostels são sempre muito concorridos.
  5. Leve aquelas toalhas de secagem rápida, não são macias mas secam em pouco tempo.
  6. Se for sair a noite e souber que vai chegar tarde, deixe tudo “meio no jeito” para não acordar quem já está dormindo.
  7. Leve cabos compridos, adaptadores e power bank, tem muitos hostels com tomadas nas camas, mas na maioria você tem que brigar por uma.
  8. Acordou cedo e vai fazer o check out ? Pegue todas as suas coisas e arrume a mala fora do quarto, respeite quem está dormindo.
  9. Tudo bem que o hostel possibilita interação, mas se você não falar inglês vai ficar realmente difícil.
  10. Lembre-se sempre, seu espaço é sua cama, coloque o tênis sob a mesma e não deixe roupas espalhadas pelo quarto.

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Primeira viagem internacional ? Confira 5 dicas para evitar uma roubada

Confira 5 dicas para evitar roubadas na sua primeira viagem internacional

Cada artigo que escrevo neste blog tem uma pegada muito pessoal, já que compartilho situações que realmente aconteceram comigo.

Espero que você, ao ler, evite cair na mesma roubada que eu.

Uma mancada na sua primeira viagem internacional pode arruinar tudo, depende da sua predisposição a problemas, em outras situações a mancada gera uma baita dor de cabeça, o que pode custar dias da sua tão sonhada viagem.

O cansaço da viagem pode fazer a gente ficar desatento. Primeira viagem internacional
O cansaço da viagem pode fazer a gente ficar desatento

Vem comigo que vou contar algumas experiências que tive

1 – Entrar em qualquer táxi no aeroporto

Estava eu todo feliz desembarcando em Lima no Peru, apesar de ser um país vizinho achei a viagem um tanto cansativa.

Chegando lá queria muito ir para o hotel, descansar e curtir a cidade. Fui até o banheiro para dar uma lavada no rosto quando um cara me abordou oferecendo serviços de táxi. Comecei a negociar com o rapaz e chegamos num preço que achei legal, mais barato do que havia pesquisado. O senhor gentilmente carregou minhas bagagens até o estacionamento e quando vi o carro confesso que fiquei um pouco receoso, pois o mesmo só tinha os dois bancos da frente e a parte de trás estava toda bagunçada. Cansado da viagem, apenas entrei no carro e pouco depois do cara ligar o motor um policial aparece à distância. Neste momento ele me diz: se ele te perguntar alguma coisa diga que sou teu amigo e que vim te buscar no aeroporto. Peraí !! Estava desatento, mas aí seria assinar um atestado de burrice fazendo o que ele estava falando, afinal mentir para que se ele era um taxista?

A ansiedade de chegar num lugar novo pode deixar a gente meio desatento, mas é muito legal chegar num lugar novo.
A ansiedade de chegar num lugar novo pode deixar a gente meio desatento.

Pois é, o policial chegou e fez exatamente o que o motorista tinha dito, ou seja, me perguntou se eu conhecia o cara, disse que não, que ele tinha me abordado no aeroporto. Foi então que o policial me convidou a sair e disse que ele iria me colocar num táxi seguro, porque provavelmente eu seria assaltado. Não sei o que aconteceu com o cara, pois estava tão passado que só queria sair dali.

Confesso que não fiquei tenso, pois a ficha não tinha caído, somente horas depois percebi o risco que corri. Não era minha primeira viagem internacional, mas mesmo assim dei esta baita mancada.

Sendo assim não esperem chegar no aeroporto para saber como ir para o hotel. Pesquisem antes. Está na dúvida sobre o táxi ? Pergunte nos guichês dentro do aeroporto, sei que hoje em dia o Uber ajuda muito, mas infelizmente este serviço não está disponível em todas as cidades. Se puder ir de transporte público melhor ainda, mas isso também não existe em todos os aeroportos.

2 – Andar sem o passaporte ou cópia do mesmo

Estava na Cidade do Panamá e queria curtir a noite. Andando pelas ruas, em frente a um bar, sou abordado por um policial que pede meus documentos. Como tinha decidido sair para curtir e tomar umas tinha deixado meu passaporte no hotel. O policial me disse que teria que me levar para à delegacia.

Muito calmamente, não sei como, comecei a argumentar claramente com o policial, dizendo que eles poderiam ir comigo até meu hotel para que pudesse mostrar o passaporte, porém o mesmo se negava. Ao mesmo tempo que ele se negava, não fazia nada, ficava falando no rádio com outro policial. Senti um clima estranho e não entendia direito.

A paradisíaca San Blás no Panamá
A paradisíaca San Blás no Panamá

Neste momento percebi que ele não poderia me prender ou fazer alguma coisa, bastava ter paciência e esperar que algo acontecesse, até que o mesmo disse que eu teria que pagar uma multa de 20 dólares. Fazer o que ? Paguei….

Desta forma aconselho a sempre andar com o passaporte ou cópia do mesmo. Observem que muitos países exigem o documento original e para ser sincero não existe um consenso sobre isso. Meu conselho é que, ao menos, tenha uma cópia do mesmo em mãos.

3 – Entrar em um país sem a passagem de retorno

Vivendo por um tempo em Cape Town na África do Sul, resolvi fazer uma viagem para o Marrocos. Na volta, mesmo possuindo o visto de turista quase não consegui entrar no país, tudo isso porque eles pediram meu ticket de retorno ao Brasil. Eu tinha este ticket, mas não impresso. Cansado da viagem não conseguia achar no meu celular. Neste momento a atendente me pressionava dizendo que cancelaria meu visto e me deportaria ali mesmo, até que achei o ticket e deu tudo certo.

Qual viajante não curte um aeroporto ?
Qual viajante não curte um aeroporto ?

Duas dicas: primeiro, tenha a passagem de volta, segunda, tenha isso em papel, não confie somente nos meios digitais, você pode ficar sem bateria por exemplo.

4 – Comprovante de pagamento de transporte público

Na minha primeira viagem internacional durante um mochilão em 2004 tive um problema sério com isso em Paris, após entrar no metrô e validar meu ticket joguei o papelzinho fora. Dois minutos depois um policial pediu o comprovante de que eu “não teria pulado a catraca” e eu disse que tinha jogado fora, foi então que me senti um perseguido internacional: outros dois policiais apareceram, me cercaram e inclusive impediram que meu amigo falasse comigo, neste momento eles disseram que poderiam me liberar se pagasse uma multa de 20 euros. Assim o fiz.

Sempre invejo os metrôs mundo afora.
Sempre invejo os metrôs mundo afora.

Dicas: Em muitos lugares não se pede o ticket para entrar em ônibus/trens/metrô, mas não tente dar uma de espertinho, pois muitas vezes, no meio da viagem alguém vem conferir, não foi o meu caso em Paris, pois realmente tinha pago, porém não tinha o comprovante. Guardem tudo.

5 – Deixar documentos importantes dentro da mochila

Bom, esta mancada não foi minha, mas vou fazer aqui “mea-culpa”. Estava em Granada na Espanha e em um dos dias meu amigo e eu resolvemos conhecer Sierra Nevada. Deixei o Eurail Pass, aquele passe de vários dias para circular de trem pela Europa, com meu amigo e ele colocou na mochila.

Bem que o Brasil poderia voltar a investir em trens como solução para o transporte coletivo né ?
Bem que o Brasil poderia voltar a investir em trens como solução para o transporte coletivo né ?

No ônibus, ele deixou a mochila naquele bagageiro que fica sobre os bancos e quando chegamos no destino cadê a mochila ? Tínhamos sido furtados enquanto cochilávamos durante a viagem. Minha perda foi financeira, pois tive que pagar tudo de novo, mas meu amigo perdeu documentos importantes, com sorte o passaporte dele não estava lá.

Sendo assim: documentos importantes devem ficar no cofre do hotel, trancado na mala ou sempre junto ao corpo, nunca numa mochila que pode facilmente ser roubada.

Espero que meus relatos sejam úteis para você que está planejando sua primeira viagem internacional.  Lembre-se sempre que o viajante está numa condição vulnerável, seja pelo idioma, seja pela cultura. Todo cuidado é pouco.

Já foi para fora do Brasil ou está planejando sua primeira viagem internacional ? Compartilhe suas experiências com a gente!!

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Castelos da França: Dois dias pelo lindas paisagens do Vale do Loire de carro

Uma viagem pelos Castelos da França no Vale do Loire

Em 2012 voltei à Paris, já tinha ido em 2004, mas esta cidade merece sim um repeteco. Sempre que vou novamente a um país procuro conhecer algo novo ou me aventurar por lugares que sejam relativamente perto, assim aconteceu o Vale do Loire.

Tudo bem que você vai ao Vale do Loire, mas não deixe de conhecer Versailles um dos mais bonitos Castelos da França
Tudo bem que você vai ao Vale do Loire, mas não deixe de conhecer Versailles

Vale do Loire: os Castelos da França que encantam todos os turistas

Este é um roteiro romântico pelos campos, jardins e castelos da França em uma região bem desenvolvida turisticamente falando. Todos os lugares são bucólicos e nos mostram como era a vida da realeza e aristocracia francesa.

Paisagens assim são comuns no Vale do Loire
Paisagens assim são comuns no Vale do Loire

Tem este nome, pois está perto dos rios Loire e Cher, tem outros também, mas só estive em castelos perto destes.

Os Castelos da França são suntuosos
Os Castelos da França são suntuosos

É possível passear de balão, fazer pic nic nos castelos, andar de bicicleta, de barco e caminhar. Quando estive lá não vi muitos jovens na região, não sei se foi coincidência.

Não é muito longe de Paris e o acesso é facilitado pelas excelentes estradas super bem sinalizadas. Aliás dirigir por ali é bem gostoso, entramos em pequenas cidades, cruzamos pontes centenárias, vimos campos de girassóis e é claro aquele monte de castelos.

Pelas estradas
Pelas estradas

Como conhecer os Castelos da França no Vale do Loire

É muito comum excursões de Paris, bem como day trips que devem ser evitados à todo custo. Não deve ser legal sair cedo, ficar dentro de um ônibus e parar somente nos lugares programados. O Vale do Loire é bem mais que isso, pois muitas vezes o mais bonito é aquele castelo que ninguém fala e aquele vilarejo perdido entre os campos.

A charmosa Amboise
A charmosa Amboise

Alugar um carro é altamente recomendável. É muito tranquilo dirigir por lá e com certeza você terá a melhor experiência pela região

Quantos dias ?

É possível passar vários dias pela região, mas digamos que em dois dá para conhecer os castelos mais importantes.

Como foi o meu roteiro

Fiz um planejamento prévio e tracei no mapa os lugares que queria conhecer e deu super certo!! A parte um pouco mais tensa foi sair de Paris, mas rapidinho estávamos em uma auto estrada e dali em diante só alegria.

Basicamente visitei os castelos que estavam à caminho de Amboise, ou que tivesse que fazer algum pequeno desvio.

O primeiro que visitei foi o gigante Chambord.

O gigante Chambord
O gigante Chambord

Este castelo é meio que o símbolo do Vale do Loire na França, foi construído apenas para ser um lugar onde os nobres se hospedariam para caçar.

Localiza-se em uma região de preservação onde vivem muitos animais selvagens, não sei se existe algum passeio pela floresta, pois só fiquei perto do Chambord.

O castelo tem um lago artificial e é todo cercado por jardins.  Procure conhecer por dentro e notar as características arquitetônicas, inclusive das enormes escadarias. É possível subir até o “terraço” e curtir o visual lá de cima.

A ostentação de Chambord
A ostentação de Chambord

O tempo para visitar cada castelo é completamente variável. Pode ser que você queria montar seu pic nic, tomar um vinho ou simplesmente ficar de boa pelos jardins. O Vale do Loire é um passeio contemplativo, pra fazer sem pressa.

Os belos jardins de Amboise
Os belos jardins de Amboise

Procure não cair na tentação de visitar um monte de castelos, pois você ficará cansado e não vai aproveitar legal. Relaxe.

Outro conselho é visitar no máximo dois por dia, foi a dica que segui, inclusive pesquisando bastante na net.

Ao sair de Chambord dirigimos até Amboise, onde tinha uma reserva de hotel.

Pelas estradas da França
Pelas estradas da França

Amboise é uma cidade típica do Loire, à margem do rio, com pontes e um castelo que fica numa parte mais alta. Muitos turistas dormem em Tours e usam esta cidade como base. Achei Tours mais cara e grande, por isso a escolha de Amboise.

A charmosa cidade de Amboise
Pelas estradas da França

Conhecemos o Castelo, que para mim foi o mais bonito da região. É bastante interessante, tem um jardim super bem cuidado e um visual lindo da cidade e do rio. Repare quando for que o castelo era bem maior, porém em várias guerras o mesmo teve parte de sua construção destruída.

O Chateau de Amboise
O Chateau de Amboise

Este castelo é importante pois perto daí morou Leonardo da Vinci, que foi convidado pelo rei para viver em Amboise, inclusive hoje é possível visitar seu túmulo perto do chateau.

Túmulo de Leonardo da Vinci
Túmulo de Leonardo da Vinci

Aproveitamos para dar uma volta pelo centro histórico, tomar café e curtir sem pressa, neste dia não visitamos mais nenhum lugar. Jantamos, voltamos ao hotel e dormimos.

Uma volta pelas ruas de Amboise
Uma volta pelas ruas de Amboise

No outro dia, logo cedo, pegamos o carro e fomos até outro castelo bem emblemático na região: Chenonceau

O Castelo das Sete Mulheres
O Castelo das Sete Mulheres

Este é aquele castelo que fica sobre o Rio Cher, e é bem diferente dos demais. Acredito que deva estar em seu roteiro pela singularidade do mesmo e pelo belo jardim que o rodeia.

Vista do Rio Cher pelas janelas no Chenonceau
Vista do Rio Cher pelas janelas no Chenonceau

Conta a história que Checonceau está associado à sete mulheres de personalidade forte, duas delas rainhas da França.

Passeamos pelo enorme gramado ao lado do castelo e depois pelo jardim na parte de trás do mesmo.

Outro lugar que conhecemos foi Cheverny, este serviu de inspiração para “As Aventuras de Tin Tin”. É um castelo pequeno, porém interessante para quem conhece o famoso desenho. Ao lado do mesmo é possível conhecer o canil com mais de 100 cães de caça.

O Castelo do Tin Tin
O Castelo do Tin Tin
Os cães de caça em Cheverny
Os cães de caça em Cheverny

Bom, no texto acima aconselhei 2 castelos por dia, mas neste conheci mais um: Villadry.

Este passeio não estava no roteiro, decidiríamos lá se iríamos ou não por conta do tempo. Villadry é famoso pelo colorido de seus jardins aparados simetricamente formando vários desenhos. Tem uma parte mais alta onde é possível vislumbrar toda essa maravilha.

O Jardim de Villandry
O Jardim de Villandry

Resumo

  1. Alugar um carro para conhecer a região do Loire dá bastante liberdade ao passeio e possibilita que se sinta o clima da região
  2. Tente seguir a dica de dois castelos por dia, para que não fique muito cansativo, porém se você se empolgar, tudo bem, só conta pra gente aqui depois
  3. Muitos castelos são interessantes por fora e por dentro não tem nada de especial. O único que achei interessante em seu interior foi o Chambord
  4. Se fizesse novamente este passeio certamente levaria um lanche e aquelas toalhas em xadrez para fazer um pic nic nos castelos, vi muitos turistas fazendo isso

E aí, ficou com vontade de conhecer os castelos da França ?

Au Revoir!!

 

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Turismo em Niterói: Trilha, Fortaleza e Por do Sol

É hora de deixar um pouco o Rio de Janeiro de lado e fazer Turismo em Niterói, com direito à trilha, Fortaleza Histórica e por do sol no Parque da Cidade.

Logo cedo em Icaraí vendo o Rio por outro ângulo turismo em Niterói
Logo cedo em Icaraí vendo o Rio por outro ângulo

Pois é, Niterói está logo ali, e todas as vezes o Rio de Janeiro ocupa todo nosso tempo, mas já pensou em ver a cidade além da ponte ?

Não vou falar aqui no interessante Museu de Arte Contemporânea, aquele mesmo em forma de disco voador, porque se você ainda não conhece não sabe o que está perdendo. Além da arquitetura do Niemayer o museu tem uma vista arrebatadora da cidade maravilhosa.

E aí, como é o Turismo em Niterói ?

É bom lembrar que Niterói tem uma parte da cidade voltada à Baia da Guanabara e outra voltada ao mar aberto, a Oceânica. As duas tem pontos turísticos bastante bonitos e interessantes, e aqui vou deixar a dica de um roteiro que preenche bem o dia todo.

Acorde logo cedo!! Se estiver no Rio de Janeiro tome o ônibus Expresso Garcia ou a balsa na Praça XV em direção à Niterói.

Nosso primeiro destino é Itacoatiara!!

Costão do Itacoatiara

Para chegar até a praia tem ônibus, mas agora com este lance de Uber, Cabify e afins vale a pena dar uma olhada nos valores, que são bem camaradas, ainda mais se estiver em uma galera.

A ideia deste roteiro é fazer a trilha do Costão de Itacoatiara.

Subindo o Costão de Icatoatiara
Subindo o Costão de Icatoatiara

O ponto inicial da trilha é no final da praia, a Rua das Rosas, ali tem um local de recepção para visitantes. Quando fui tinha uma fila pois existe uma limitação de pessoas. Não fiquei nem 20 minutos esperando.

Não é uma trilha difícil, são aproximadamente 30 min de subida. Tem uma parte na mata e depois uma escalaminhada pelo costão. Ali não tem erro, basta ir em zigue zague, mas se for reto é bem inclinado, e terá que usar as mãos para dar apoio.

Morro acima
Morro acima

Repare que na parte do costão tem muitos cactos e o visual do mar que vai se abrindo. Procure ir com calçados adequados que te deem segurança e aderência à pedra, vi pessoas lá indo de chinelo, que além de tornar a trilha mais cansativa pode ser perigoso.

Vegetação no Costão de Itacoatiara
Vegetação no Costão de Itacoatiara

O visual lá de cima é lindo, com vista para a praia e Lago de Itaipú.

Praia, lago, montanha e o Rio de Janeiro
Praia, lago, montanha e o Rio de Janeiro

Praia de Itacoatiara

Ao sair da trilha, a dica é parar pelos quiosques desta praia que é bastante bonita, é possível almoçar por aqui ou apenas tomar um lanche.

A Praia de Itacoatiara
A Praia de Itacoatiara

Fortaleza Santa Cruz

Depois de uma cervejinha na praia parti em direção à Fortaleza Santa Cruz, lá de hora em hora sai uma visita guiada que dura aproximadamente 45 min. Esta fortaleza é um dos pontos mais visitados de quem faz turismo em Niterói.

A Fortaleza de Santa Cruz protegente a cidade
A Fortaleza de Santa Cruz protegendo a cidade

Note que esta fortaleza esta bem próxima ao Rio de Janeiro e fazia parte de um sistema de proteção da cidade. Aproveite para tirar as fotos clássicas, lembrando sempre que o melhor lugar para fotografar o Rio é Niterói.

É possível ainda conhecer a Capela de Santa Bárbara, a bateria de canhões e as antigas celas.

A bateria de canhões na Fortaleza Santa Cruz
A bateria de canhões na Fortaleza Santa Cruz

Parque da Cidade

Bom, se você colocar no google maps estes pontos vai achar que minha sugestão de roteiro está meio estranha, mas o objetivo aqui é fazer uma trilha logo cedo com o sol baixo, relaxar entre a praia e o forte após o almoço e depois ver o espetáculo do por do sol no Parque da Cidade. Foi tudo pensando desta forma.

Relaxando no Parque da Cidade em Niterói
Relaxando no Parque da Cidade em Niterói

Se programe para chegar aqui um pouco antes do por do sol, na dúvida fale “Por do Sol + nome da cidade” no google do seu celular que ficará sabendo certinho a hora.

O Parque da Cidade, fica no morro da Viração, a 270m de altitude. Não existe ônibus até lá em cima, mas dá pra subir a pé ou de bike, eu apelei novamente para o Uber. Quando terminou o por do sol tentei chamar o serviço, mas não teve jeito, tive que descer a pé.

O Parque da Cidade é uma Área de Preservação Ambiental que tem uma vista linda para a cidade do Rio de Janeiro, principalmente no por do sol.

O Por do Sol no Parque da cidade em Niterói
O Por do Sol no Parque da cidade em Niterói

Resumo

Esta é uma dica de um roteiro de turismo em Niterói. Lá em Itacoatiara tem outras trilhas como a Enseada do Bananal, mas a proposta aqui é de conhecer outros lugares, então fiquei apenas no Costão.

É bastante coisa para um dia, mas dá pra fazer tranquilo. É um passeio que dá pra curtir um pouco de aventura, praia, história e contemplação. Meus roteiros geralmente seguem esta linha.

Bom é isso, gostou da dica ? Então da próxima vez deixe o Rio um pouco de lado e venha fazer turismo em Niterói.

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Ksar Ait Ben Haddou: conheça esta incrível cidade de 757 que ficava na rota das caravanas

Ksar Ait Ben Haddou – cenário de filmes como Lawrence da Arábia e Jesus de Nazaré.

Quando estava planejando minha viagem ao Marrocos li muito sobre Ourzazate, mas confesso que tive dificuldade para incluir a cidade no meu roteiro.

Ourzazate é conhecida como a porta de entrada para o deserto e também como a cidade dos Kasbahs, que são antigas fortificações feitas de barro, muito comuns nesta parte do Marrocos.

O incrível Ksar Ait Ben Haddou com sua arquitetura preservada
O incrível Ksar Ait Ben Haddou com sua arquitetura preservada

Cheguei em Ourzazate de ônibus, vindo de Marrakesh, aliás, se quiser dicas sobre esta cidade clique aqui.

A dificuldade de fazer turismo em Ourzazate é que muitas atrações estão fora da cidade, e senti que um carro ajudaria bastante. Não encontrei muitas agências de turismo, já que viajei por conta própria.

Como ir

A partir de Marrakesh é possível tomar um ônibus para Ourzazate, neste artigo falo sobre os deslocamentos e as companhias de ônibus que atendem a esta região.

É possível ir para Ourzazate de tour privado, onde geralmente se conhece, além da cidade, o Deserto do Saara.

O que tem para fazer lá

Confesso que o principal motivo para ter ido a Ourzazate foi de conhecer o Ksar Ait Ben Haddou, um dos mais conservados de todo o Marrocos, por conta disso o mesmo é tombado pela UNESCO e teve vários filmes gravados por lá.

Para chegar até o Ksar Ait Ben Haddou não existe nenhum tipo de transporte público e você terá que ir de táxi, são 30 km desde o centro de Ourzazate. O pessoal do hotel me disse que bastaria ir até uma praça onde ficam os taxistas e dividir a corrida com outros turistas que certamente estariam por lá, mas não tinha ninguém!!

Fiquei impressionado com o Ksar Ait Ben Haddou
Fiquei impressionado com o Ksar Ait Ben Haddou

Enfim, como queria muito conhecer, paguei sozinho o taxi, e foi por volta de uns R$ 80,00 (lembro deste valor convertido).

O taxista foi super simpático e parou em alguns pontos durante o caminho para que eu tirasse algumas fotos.

Realmente o Ksar Ait Ben Haddou é imperdível, à primeira vista viajamos ao passado, imaginando as caravanas que ali passavam.

Não deixe de ir até um pequeno riacho ao lado do Kasbah, dá para garantir lindas fotos e percebi que só tinha eu por lá.

Quer um pouco de privacidade ? Procure este lugar. Fiquei sozinho um tempão por lá.
Quer um pouco de privacidade ? Procure este lugar. Fiquei sozinho um tempão por lá.

Acredito que em uma hora e meia seja o suficiente para explorar o lugar, lá dentro tem algumas lojinhas e é impressionante descobrir que ainda algumas famílias moram ali.

Sempre tem uma lojinha.
Sempre tem uma lojinha.

Voltando à cidade o taxista me levou ao Taourirt, este Kasbah fica dentro da cidade, e para mim o mais interessante foi ver o contraste do antigo com o novo, pois diferente do Ksar Ait Ben Haddou, que está numa colina, Taourirt é cercado pelas belas avenidas de Ourzazate.

O contraste do antigo com o novo em Ourzazate
O contraste do antigo com o novo em Ourzazate

Ourzazate está bastante ligado ao cinema, várias produções foram filmadas lá e você poderá conhecer o CLA Estúdios e um Museu do Cinema que fica perto do Taourirt. Confesso que não conheci nenhum dos dois mas acredito que valha a pena.

Como disse anteriormente várias atrações estão na região e não propriamente em Ourzazate, senti muito dificuldade em conseguir informações pela internet, desta forma aconselho que você planeje a visita a esta região alugando um carro ou com tour privado.

Tive bastante sorte, pois no outro dia que ainda estava em Ourzazate me juntei a outros dois turistas e pagamos um motorista para explorar a região.

Existe uma estrada conhecida com a Rota dos Mil Kasbahs, é um caminho muito bonito margeado pelas fortificações tão tradicionais desta região, é bem verdade que nem todas são tão conservadas como o Ksar Ait Ben Haddou, porém é uma viagem imperdível.

Paisagem típica nas estradas desta região
Paisagem típica nas estradas desta região

Outro ponto bastante interessante é Skoura, onde tem um Kasbah bem preservado, o qual não tive tempo de conhecer. Repare que nesta região existe geralmente um tipo de oásis, com uma extensa faixa verde de plantações e o vermelho típico que mostra a aridez das cidades.

Extensas faixas de plantação contrastando com a aridez vermelha das cidades
Extensas faixas de plantação contrastando com a aridez vermelha das cidades

Também passamos pelo Vale das Rosas, onde eles cultivam as plantas para diversos fins. Toda esta região é conhecida como Baixo Atlas. O motorista parou também num mercado bérbere, foi bem legal ver a movimentação de um dia normal de feira na região.

A região do Vale das Rosas
A região do Vale das Rosas

Outro ponto interessante nesta região é o Gorges du Todra, que são paredões que se elevam na estrada, formando como um corredor. O visual é incrível.

Os paredões que formam o Gorges du Todra
Os paredões que formam o Gorges du Todra

Minha percepção

Viajei para o Marrocos por conta e não usei nenhum tour privado, mas acredito que nesta região seja necessário contratar um passeio ou estar de carro alugado. Aliás, dirigir por esta região deve ser uma delícia, pois as estradas são boas e os visuais incríveis.

As inúmeras paradas pelas estradas da região
As inúmeras paradas pelas estradas da região

Depois de Ourzazate fui para Merzouga, para dormir no Deserto do Saara, acontece que o caminho foi o mesmo que tinha feito um dia antes, ou seja, passei duas vezes nos mesmos lugares, isso porque fiquei duas noites em Ourzazate e voltei à cidade para no outro dia tomar o ônibus com destino à Merzouga.

Os tours particulares fazem isso de forma mais lógica, ou seja, Ourzazate,Ksar Ait Ben Haddou, Skoura, Rota do Mil Kasbas, Vale das Rosas e Gorges du Todra, pois estes estão na direção de Merzouga, onde certamente este tour terminará.

De qualquer forma acredito que Ourzazate é um lugar imperdível e deve sim estar no seu roteiro para o Marrocos!! Já esteve por lá ? Divide suas opiniões comigo.

Espero que tenham gostado do artigo.

Procure pela hashtag #viajantecuriosonomarrocos no Instagram, tem muitas dicas lá também.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais do autor.

Continuar lendo “Ksar Ait Ben Haddou: conheça esta incrível cidade de 757 que ficava na rota das caravanas”

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